SOU EVANGÉLICO, SOU FELIZ, UMA ANÁLISE DAS PRINCIPAIS QUESTÕES DA VIDA EVANGÉLICA

PARA TODO O BRASIL Peça o seu aqui na Amazon

UM LIVRO PARA ABENÇOAR A SUA VIDA.

Veja alguns capítulos que você vai encontrar neste livro.
– Ser evangélico
- Posso ser evangélico sem frequentar a igreja?
– Qual é a roupa de um evangélico?
– Como se comportar no culto evangélico
– O perigo dos cargos
– Como entender os desentendimentos dentro da igreja?
– Seu relacionamento com os demais membros
– Quanto, em dinheiro, entregarei na igreja?
– Quando o sofrimento bate à porta de um evangélico
– Entendendo por que nem todos são curados
– Evangélicos divorciados
– Ouvindo músicas não evangélicas
– Bebida alcoólica no copo de um crente?
– Nem todos falam línguas estranhas?!
– Evangélicos certos de vidas erradas
– Igreja pequena ou igreja grande?
– Excluindo membros - um mal necessário?
– Amigos e relacionamentos apenas com evangélicos?
– O que nos une é maior do que o que nos separa
– O evangélico e a morte – O que importa é ser salvo, ser você e ser feliz dentre outros capítulos.
Comprando este livro você estará abençoando e sendo abençoado. Há algo especial de Deus nele para você.
Um livro que fala de fé e de esperança.

Peça já o seu exemplar!



Enviamos para todo o Brasil Peça o seu aqui na Amazon

Peça seu exemplar. Você vai recebê-lo na comodidade da sua casa, com total segurança e a credibilidade dos correios.

Você receberá em sua casa o livro SOU EVANGÉLICO, SOU FELIZ. Uma análise das principais questões da vida evangélica.

Você vai entender muito do que acorre dentro de uma igreja evangélica no Brasil. Vai ter a fé despertada, o amor a Cristo, à igreja e a você mesmo racionalizados e fortalecidos de forma simples mas, direta.

Não perca mais tempo! Investir em conhecimento é investir em você. Peça agora e seja muito abençoado pelo que vai ler e aprender.
UM LIVRO QUE TRATA DE FORMA PRÁTICA QUESTÕES VIVIDAS DENTRO DA IGREJA EVANGÉLICA.

domingo, 27 de junho de 2010

Cuidado para não se distrair na hora errada.

Estamos em constante guerra. Na verdade, a partir do momento em que nascemos já temos que enfrentar uma luta pela sobrevivência. Doenças, vírus, bactérias, acidentes, fome, e o próprio envelhecimento nos levam a uma única coisa: nos derrotar. A violência que tem assolado o mundo e que tão de perto nos rodeia também faz parte desta guerra que enfrentamos todos os dias. Lutamos por espaço nas ruas, por reconhecimento das pessoas, por manter-nos empregados, por manter os bens que possuímos para que não sejam levados por ladrões ou pelo próprio governo.

Ainda que tenhamos paz em nosso coração estaremos em constante guerra e esta guerra é também contra nós mesmos, contra nossas vontades e contra nossos medos. E assim como toda batalha há momentos em que nos sentimos prevalecer e há momentos que sentimos como se fossemos ser derrotados. Há momentos que até somos minoria e avançamos e outros momentos que parecemos em menor número e temos importantes vitórias. Há momentos que nos cansamos e sentimos até vontade de desistir. Mas desistir significa aceitar a derrota e uma derrota anula todas as vitórias anteriores e o sacrifício despendido para alcançá-las.

Esta semana aprendi algo que gostaria de passar a você agora: HÁ MOMENTOS, NA GUERRA, QUE UMA DISTRAÇÃO PODE SIGNIFICAR A MORTE. Mesmo estando em batalha podemos nos distrair, podemos tentar viver, e ser feliz, mas é impreterivelmente importante e decisivo aprender a identificar os momentos em que podemos fazer todas estas coisas dos que temos que simplesmente usar a espada.

Nosso inimigo anda ao nosso derredor, nos sitiando, buscando só uma oportunidade para nos nocautear e nos destruir e ele fará isso exatamente quando perceber que nos distraímos no momento errado. E quando muitos se distraíram, no momento errado, foram atingidos por flechas mortais em seus corações.

Talvez não seja a hora de ver TV, ou jogar um futebol, ou mergulhar no dormir como solução para os problemas, talvez não seja a hora de buscar, a todo o tempo se distrair para não pensar nas dificuldades da vida e da batalha. Talvez seja a hora de orar, de buscar mais a fé que existe ou existiu dentro de você. Olhe pra dentro de você agora e tente descobrir em que momento de sua vida você está vivendo, se um momento de distração ou um momento de concentração, comprometimento e determinação para vencer. Mas lembre-se que se distrair na hora errada, na guerra, pode significar a sua morte.

Um abraço.

Gilberto Horácio

domingo, 20 de junho de 2010

Não saia do trilho.

Um trenzinho seguia em sua viagem rotineira entre duas cidades pequeninas no interior de uma cidadezinha holandesa, passando por rios, lagos, montanhas e belas planícies, sempre observando os cavalos correndo soltos pelos pastos, as águias voando livres pelo ar enquanto ele, o pobre trenzinho, vivia anos e mais anos apenas naqueles trilhos e jamais deles poderia sair. Certo dia ele decidiu mudar de vida, buscar sua felicidade, para ser assim como os cavalos e as aves que via, livre. Ao se aproximar de uma curva, em vez de diminuir a velocidade, ele acelerou fundo e saiu dos trilhos voando até que caísse em um lamaçal onde ficou atolado e muito infeliz. Todos os dias ele ouvia o som de outros trens passando bem distante nos trilhos que ele antes também percorria e sentia uma profunda tristeza por ter abandonado os trilhos de sua vida, para tentar ser feliz tentando ser igual àqueles cavalos e àquelas águias.

Quantas vezes também pensamos e agimos como este trenzinho. Olhamos a vida de outras pessoas e parece que são mais livres do que nós, parece que são mais felizes, parece que a festa do vizinho é sempre mais alegre, e, se não cuidarmos de nossas mentes, se não controlarmos nossas vontades, se perdermos até o pilar de uma vida cristã, que é o domínio próprio, também tentaremos nos desviar dos trilhos traçados para nós.

Quantas pessoas chegam a uma fase da vida em que julgam ser insuportável continuar em seu emprego atual, continuar casadas com o cônjuge que um dia foi amado, continuar morando em um determinado lugar, ou em uma determinada casa, mas muito mais do que isso, acabam perdendo valores e crenças que em um passado recente defendiam com a própria vida.

A verdade é uma só: Deus traçou um caminho, um trilho para cada um de nós. Devemos caminhar nele, sem olhar para os “cavalos soltos” nas montanhas e sem olhar para as águas no céu, querendo receber a porção que para elas foram definidas nesta vida pelo próprio Deus. Cada um de nós deve viver seu próprio caminho, sua própria história, percorrer a própria trilha, definidos para nossa existência.

Se sairmos de nosso trilho corremos o sério risco de encontrar um lamaçal a nos atolar para vivermos dias de sofrimento e arrependimento. Portanto, siga em frente, sabendo que: o que Deus determinou para você e para mim, é o melhor.

Gilberto Horácio

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Quando o deserto é sua aparente morada.

Outro dia me peguei pensando sobre os desertos que passamos na vida. Me veio à mente a imagem de uma menina israelita, talvez com seus doze anos de idade, uma daquelas que saiu da terra do Egito rumo à terra prometida por Deus, de uma terra de escravidão para uma terra de liberdade, paz e descanso, um lugar onde se pudesse viver feliz. Eu não sei bem como isto me veio à mente, mas tentei me colocar no lugar desta personagem e sentir o que ela sentia junto àquela multidão que seguia Moisés em fuga pelo deserto, deixando o Egito e tudo o que ela conhecia para trás.

O que me fez fascinar por esta linda revelação foi imaginar como foram seus dias errantes pelo deserto. Dias de angústia, dias de falta de esperança, mas dias também de revelação da presença de Deus no meio do deserto. Acredito que em muitas madrugadas, próximo às cinco da manhã, antes do nascer do sol, ela deveria acordar e ficar em silêncio pensando, olhando toda aquela multidão dormindo sobre a areia do deserto em meio às bagagens e aos animais. Ela certamente pensava que mais um dia estaria prestes a começar, um dia que traria com ele muito sol, calor, cansaço, dor e fadiga. Ela sabia que várias daquelas pessoas naquele deserto não resistiria nem mais um dia, e ali já estavam destinados aqueles que não teriam a chance de ver o pôr do sol do dia seguinte, porque ficariam sepultados pelo caminho, como diariamente acontecia.

Então tento entender de onde ela tirava forças para se levantar e avançar. E chego a certeza de que ela sabia que não poderia parar e nem desistir. Se ela desistisse, ela seria o pó daquele deserto, apenas o pó daqueles muitos que desistiram e ficaram sepultados ali. Ela entendia, que mesmo que estejamos no deserto, só existe uma alternativa: continuar caminhando. Sim, caminhando. E mesmo que não se alcance o destino, mas a cada passo ficamos mais próximos dele. Mesmo que seja difícil a jornada, ela tem seus propósitos e o simples fato de não desistir jamais já nos faz mais que vencedores e campeões.

Tenho absoluta certeza que aquela menina alcançou Canaã. Sim, ela foi uma das tais que pisaram na terra prometida. Seus olhos viram o poder que há em alcançar aquilo que Deus prometeu para todos aqueles que não desistem de caminhar.

Deus conhece todos os vales e desertos e todos os montes. Ele conhece todos os desertos. Ele conhece o deserto. É no deserto que se instala o tabernáculo, porque onde há a aparente escassez, o milagre da vida de Deus se manifesta, mostrando que sua presença e o suprimento que precisamos para vivermos e conquistarmos. Não é preciso conquistar para desfrutar, mas simplesmente desfrutar o conquistar.

Se estivermos em desertos agora; talvez você esteja em um, saibamos que ao nascer do Sol, Deus proverá a força de cada passo dado para que aqueles que não desistirem tenham o vigor de avançarem até que seus pés pisem naquilo que Deus prometeu, pois Ele é fiel.

Levante agora e avance, eleve os teus olhos e talvez antes do pôr do sol, você verá no horizonte aparecendo já, tudo aquilo que Deus lhe prometeu.

"Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu." (Hebreus 10 : 23)

Gilberto Horácio

domingo, 6 de junho de 2010

Frescobol ou Tênis? Prefira o frescobol.

Há um jogo muito comum em lugares públicos, principalmente em praias, chamado frescobol. Neste jogo não há adversários, ganhadores, vencidos ou vencedores. Não há qualquer rivalidade, mas duas ou mais pessoas jogam cooperando entre si com o objetivo de manter a bola, o maior tempo possível, no ar. Ele assemelha-se num primeiro momento ao tênis, mas na essência ele é exatamente o oposto do tênis. No tênis há uma rivalidade, há adversários e somente um dos jogadores sairá campeão. Neste contexto, no jogo de tênis, tudo o que o jogador tem a fazer e tentar e jogar para que seu adversário erre. Serão feitas jogadas difíceis a fim de prejudicar o adversário. Não há qualquer cooperação no tênis, mas sim o objetivo claro de derrotar o outro jogador.

Na vida não é diferente. Há pessoas que jogam frescobol e pessoas que jogam tênis. Há pessoas que desejam e trabalham todo o tempo no sentido de fazer jogadas para atrapalhar e fazer errar o seu parceiro de jogo. Elas jogam tênis. Como ninguém joga tênis sozinho, os parceiros de jogo também trabalham para fazer com que suas jogadas façam errar seu adversário. Mas porque dedicarmos uma vida nesta loucura? Sim. As disputas são comuns em todos os setores da vida, e a competição é muito válida para nos impulsionar a ganhar e isso nos exige que tenhamos que melhorar. Mas não seria melhor, no jogo da vida, trocarmos o tênis pelo frescobol? Acredito que sim. Neste jogo ainda que não haja competição, haverá o comprometimento de melhorar para que com grande prazer mostrar à pessoa que está jogando conosco de que “eu posso” fazer belas jogadas, eu posso passar “ótimas bolas” que farão o amigo que comigo joga ter uma bela jogada também.

Precisamos urgentemente fazer com que as pessoas passem a entender que se estamos juntos é para nos ajudarmos. Devemos querer sempre o bem, o sucesso e a felicidade daqueles que conosco caminham. Muito mais do que apenas falar, é fazer. Fazer crescer um amigo, no conhecimento, na fé, nas motivações, na esperança. De igual modo precisamos de pessoas que também nos façam “boas jogadas” para que tenhamos como melhorar a cada dia como pessoa, como ser humano, e até mesmo uma simples dica de um amigo sobre uma roupa que ficou bem com seu estilo, pode fazer com que você melhore também. Por que não receber as “boas jogadas”? Só os verdadeiros amigos desejarão ver você bem. Confie em suas palavras e siga suas sugestões.

Estimule bons relacionamentos. Seja um bom jogador e esteja próximo de bons jogadores também, mas que seja em uma tardinha da vida, à brisa de uma suave praia da existência jogando frescobol, ao invés de tênias, para que no final todos saiamos de braços dados por que todos saímos campeões.

"Um ao outro ajudou, e ao seu irmão disse: Esforça-te." (Isaías 41 : 6)

Gilberto Horácio

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Deus vai encher as suas vasilhas.

A mulher na sociedade israelita quando viúva estava desprovida de qualquer assistência. Não havia ninguém que lutasse por ela. Havia uma mulher que ficara viúva, com dois filhos e ainda seu marido deixara para ela, muitas dívidas. Esta história é contada no livro de II Reis cap. 4. Esta mulher que sofria com a morte de seu marido agora corria o risco de ficar sem os seus filhos que poderiam se tornar escravos para que as dívidas da família fossem pagas. Ela vivia um momento difícil, um momento de perdas e só de declínio.

O interessante desta história é que em meio ao desespero e a crise Ela decidiu lutar. Esta mulher entendeu que vivia uma situação difícil e para situações difíceis apenas o Deus de Israel, que é socorro bem presente na angústia poderia ajudar. Deus prova a nossa fé e nos faz participantes do milagre. Ao ser orientada pelo profeta a buscar vasilhas vazias nas casas dos vizinhos emprestadas, mesmo sem saber para que isto seria, ela foi e obedeceu. E o milagre aconteceu. Na medida em que ela pegou a única botija de azeite que tinha em casa, sim, isso era tudo o que ela possuía, e começou a encher as outras vasilhas vazias conforme a palavra do homem de Deus, ela se tornou participante do milagre. Deus, mesmo em meio às nossas crises, nos diz: se disponha de muitas vasilhas vazias, por quando o milagre acontecer, todos verão que foi o Senhor quem fez.

Talvez você esteja passando um momento de perdas, de morte, de angústia e de sofrimento. Eu quero lhe dizer algo: acredite que se você buscar em Deus o socorro, o auxílio e o escape, você não apenas será liberto, mas ser tornará o próprio agente do milagre de Deus. Você é o agente dos milagres de Jesus. Sempre haverá um escape, sempre haverá uma saída, quando tudo for entregue nas mãos de Deus. Ainda que a árvore seja cortada e no chão envelheça a sua raiz, ao cheiro das águas, ela ainda brotará, seus ramos se renovarão e viverá.

Deus providenciará o sustento. O azeite do milagre de Deus na vida daquela viúva só parou quando as vasilhas estavam todas transbordando, e ela nunca mais padeceu necessidades. Quando você apresentar suas vasilhas vazias, seu coração que pode estar vazio de fé, de esperança, de alegria, ao Senhor Jesus que é o dono da vida, Ele lhe dará vida e vida em abundancia, Ele manifestará o milagre em sua vida, e nunca mais você será o mesmo. Pode o mundo e todos esquecerem de você, mas Fiel é o que prometeu que aqueles que o buscarem de todo o coração, O acharão.

“ E UMA mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR; e veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem servos. E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas.Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia.Partiu, pois, dele, e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam as vasilhas, e ela as enchia.E sucedeu que, cheias que foram as vasilhas, disse a seu filho: Traze-me ainda uma vasilha. Porém ele lhe disse: Não há mais vasilha alguma. Então o azeite parou.Então veio ela, e o fez saber ao homem de Deus; e disse ele: Vai, vende o azeite, e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto.” - II Reis 4

Gilberto Horácio


segunda-feira, 24 de maio de 2010

Como receber o melhor de Deus?

"E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção." (Gênesis 12 : 2)

Este versículo certamente é um dos mais conhecidos e importantes da Bíblia. Trata da promessa feita, por Deus, a Abraão de fazê-lo uma bênção. O que significa ser uma bênção? Vamos pensar: será que tenho sido uma bênção? Será que você tem sido?

Nos últimos anos criou-se uma busca desesperada pelas tão desejadas bênçãos de Deus. Muito se ouve sobre isso, de que tudo o que eu preciso posso obter de Deus, tudo o que eu escolher, tudo o que eu optar, bastando que eu Dele exija.

O objetivo de Deus para Abraão e que também o é para nós, é que sejamos uma bênção. Todos querem ser abençoados, mas nem todos querem ser uma bênção. O mais espantoso é que quando colocamos o foco apenas naquilo que queremos receber de Deus, perdemos a oportunidade de crescermos ao ponto de nos tornarmos, não apenas abençoadores, mas a própria bênção. E assim, se você for uma bênção, todos desejarão estar com você. É ou não é? Óbvio que sim. Se buscar a bênção, você será ela, e será mesmo.

É comum ouvirmos orações com uma nota só, pedir, pedir, pedir e pedir. Mas e o agradecer? E o confessar? E o Exaltar? E o interceder? Aquele que apenas busca obter é porque sempre tem falta. Aquele que busca ser uma bênção, a “falta” de bênçãos não lhe limitará. Será que preciso a todo o tempo orar pedindo uma casa de praia? Não seria melhor tornar-me uma bênção e por Deus ser reconhecido digno de recebê-la? Será que busco algo que preciso realmente, ou apenas para gastar em meus deleites pessoais? A Bíblia ensina que pedimos e NÃO recebemos, porque pedimos mal, pedimos para gastarmos em nossos deleites. (Tiago 4 : 3)

Não adianta. As coisas materiais não passam de coisas temporais e passageiras, mas o que edificamos para toda a vida é ser um instrumento abençoador.

Será que oro pelos últimos carros do ano para curtir todas as praias, para mostrar que posso comprá-los ou para servir ao Reino de Deus. Isso mesmo. O Reino de Deus não se constitui de coisas materiais, mas de vida que produz vida nos outros (ainda que se use de bens). Se você e eu queremos ser abençoados, devemos buscar ser uma bênção. Certa vez, alguém me disse questionando a atuação limitada de Deus em sua vida, questionando-se sobre “onde estará o Deus de Abraão na minha vida?”, eu lhe respondi com uma semelhante pergunta: “onde está o Abraão de Deus na sua vida?”

A bênção que deveríamos buscar, já a possuímos, assim como escreveu o apóstolo Paulo aos Efésios. Acredite: já somos abençoados e, para ser uma bênção.

"Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos ESPIRITUAIS nos lugares celestiais em Cristo;" (Efésios 1 : 3)

Sejamos bênção e provaremos o melhor de Deus.

Gilberto Horácio

domingo, 16 de maio de 2010

Veja a imagem de Deus.

"E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra." (Gênesis 1 : 26)

A Bíblia nos mostra que fomos criados por Deus à sua imagem. O dicionário define imagem como uma representação gráfica ou fotográfica de um objeto ou pessoa, e, ainda como uma mentalização de um objeto. Quando penso que sou imagem de Deus, penso que em minha limitação humana de compreensão do que está oculto em Deus, não consigo vislumbrar nada que seja fotográfico para definir esta imagem.

A definição desta nossa imagem e semelhança está relacionada com nossa capacidade de raciocínio que nos diferencia de todos os outros seres vivos. A capacidade de raciocínio faz com que sejamos criadores, à semelhança de Deus. O homem pode criar, porque foi feito semelhante a Deus. Entretanto, a verdadeira semelhança que nos faz imagem de Deus está muito além da imagem gráfica ou mentalizada de um objeto ou alguém. Esta semelhança está em nossa capacidade de amar, de perdoar, de ser misericordiosos. À medida que eu desenvolva o amor, o perdão e a misericórdia eu me torno imagem de Deus, me torno semelhante a Ele.

"Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?" (I João 4 : 20)

Não vemos a Deus fisicamente. Portanto, sua imagem impressa em nós está no amor. Se amarmos o mundo, ao olharem para cada um de nós, verão a Deus. Se não amarmos, não reconhecerão a imagem de Deus em nós. Talvez você pergunte: mas então nem todos são semelhantes a Deus? Eu respondo: nem todos. Todos são criados à imagem de Deus, mas nem todos permanecem com esta imagem e semelhança. Irmãos gêmeos univitelinos, por exemplo, nascem com a mesma imagem física, mas com o passar do tempo cada um criará seu próprio estilo que refletirá em sua aparência. Muito mais serão diferentes os corações. Desta forma entendo que precisamos buscar olhar para a imagem de Deus com sua essência de bondade, amor e misericórdia para que tenhamos verdadeiramente sua imagem e semelhança.

Eu preciso buscar a cada dia conseguir amar mais do que ontem, perdoar mais 70x7x7x70… e ser misericordioso, exatamente como quero receber misericórdia. Eu tenho que olhar para Jesus, pois Ele foi a perfeita imagem e semelhança de Deus; amou, perdoou e foi misericordioso.

"SEDE meus imitadores, como também eu de Cristo." (I Coríntios 11 : 1)

É óbvio que posso olhar para homens que seguiram este caminho e imitá-los também, mas somente se eles também imitaram a Cristo Jesus.

"Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo," (Efésios 4 : 13)

Quero que a imagem de Deus seja impressa em mim, e se você também for esta imagem de Deus, nós veremos a Deus ao nos olharmos. Amemos, perdoemos e tenhamos misericórdia. Você tem um espelho aí?

Gilberto Horácio

domingo, 9 de maio de 2010

Quando o galo cantar, você se lembrará.


Tudo o que fazemos na vida nos traz uma conseqüência, seja ela positiva ou negativa. Diante desta verdade, a decisão sobre que atitude tomar frente às escolhas da vida torna-se algo merecedor de muita reflexão. Todos possuem a capacidade de refletir, entretanto, muitos deixam de lado esta capacidade nata, para viverem guiados por suas emoções e sentimentos. Com o passar dos anos vamos aprendendo, mais e mais, dar lugar à reflexão frente às escolhas e decisões que temos que tomar, e o resultado disso é um só: passamos a ser guiados pela razão, prevalecendo sobre as emoções e sentimentos.

Todos têm uma natureza que tende a errar. Se tendemos para o erro, muito mais cuidado em cada escolha devemos ter. Graças a Deus que o perdão, ao lado do arrependimento, é o pilar do evangelho de Cristo, já que seria IMPOSSÍVEL a convivência humana, se não existisse a prática do perdoar, já que todos erramos mesmo, e muitas vezes, erramos feio.

A questão mais delicada que temos diante dos erros, como já falamos, e que DIFICILMENTE é alterada pelo perdão, é a CONSEQUENCIA. Vejamos um exemplo que sempre serve de referência para mim: Pedro, discípulo de Jesus, o negou e certamente feriu o coração de Jesus. Vejamos o texto: "Respondeu-lhe Jesus: Tu darás a tua vida por mim? Na verdade, na verdade te digo que não cantará o galo enquanto não me tiveres negado três vezes." (João 13 : 38)
“E como certa criada, vendo-o estar assentado ao fogo, pusesse os olhos nele, disse: Este também estava com ele.
Porém, ele negou-o, dizendo: Mulher, não o conheço. E, um pouco depois, vendo-o outro, disse: Tu és também deles. Mas Pedro disse: Homem, não sou. E, passada quase uma hora, um outro afirmava, dizendo: Também este verdadeiramente estava com ele, pois também é galileu. E Pedro disse: Homem, não sei o que dizes. E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. E, virando-se o Senhor, olhou para Pedro, e Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, como lhe havia dito: Antes que o galo cante hoje, me negarás três vezes. E, saindo Pedro para fora, chorou amargamente. (Mateus 22:56,62)

Certamente Pedro foi perdoado por Jesus, mas isso não significou esquecimento de seu ato. Pedro passou a conviver com o efeito maravilhoso do perdão, que ainda que não nos exima de uma absolvição, ainda que perdoados setenta vezes sete. Pedro passou a conviver, a partir do canto do galo, com a lembrança de sua fraqueza. A cada vez que o galo cantava, por toda a vida de Pedro, por toda a vida mesmo, eu tenho convicta e absoluta certeza que sua mente o levava a lembrar de seu erro, para fazê-lo não errar mais.

É exatamente assim que acontece conosco também. Podemos levar uma marca em nosso corpo ou na mente para toda a vida, como conseqüência, como uma espécie de “espinho na carne”, que nos fará lembrar de nossos erros para neles não cairmos mais. Busque a graça de Deus sobre sua vida, busquemos a própria mente de Cristo, e a reflexão sobre nossas decisões e escolhas para que a cada decisão, ainda que traga dor e sofrimento momentâneos, nos garanta a liberdade para não sofrermos toda uma vida a cada vez que o galo cantar.

Gilberto Horácio

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Você entende o valor das pessoas?

Como calcular o valor de uma pessoa? Que coisa difícil, não é? Cada pessoa tem uma história, suas respectivas experiências e um caminho que é trilhado em seus dias. Como mensurar o valor que cada uma delas representa para nós, digamos em uma espécie de ranking? Ora, essa questão será fácil quando medida sob a ótica do amor. Afinal, o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Quando medimos as pessoas pelo amor que liberamos e pelo amor que recebemos, elas se tornam de inestimável valor. Se não as olharmos e por elas também não sermos olhados sob a ótima, a fundamentação e a instrumentalização do amor, não as valorizaremos e tampouco seremos por elas valorizados. Em resumo: é preciso amar as pessoas para podermos valorizá-las e, de igual modo, necessitamos ser amados e consecutivamente valorizados também.

Quantas vezes perdemos pessoas na vida, pessoas que, simplesmente, ficaram pelo caminho por não as termos valorizado, e isso só aconteceu porque não as amamos como deveríamos. Quantos também nos perderam porque não nos valorizaram, e isso significa dizer que deixaram de nos amar como merecíamos. Dentro de cada jeitinho particular, de cada ser, cada um tem o seu próprio valor. Do tímido ao extravagante, do inculto ao sábio, todos de igual modo, se forem amados, terão reconhecido o seu valor. Independente de cada situação, muitos incultos já mostraram seu valor a muitos sábios, talvez, apenas por um gesto de amor que fizeram na vida. Você quer um exemplo? Sim, tem muitos incultos doando sangue nos bancos de sangue para ajudar o próximo que deles nem querem ser tão próximos assim. Sabia que aquele que não cumprimentamos de manhã na rua, ao fecharmos o portão de casa, pode estar indo fazer um hábito particular de doar sangue que através das fatalidades da vida, horas depois pode estar em nossas veias em um hospital? Isso configura no valor desta pessoa, porque ela fez um gesto de amor (mesmo não conhecendo a quem beneficiará), muito mais devemos valorizar e amar aqueles que estão ao nosso redor todos os dias, seja no trabalho, em casa, na igreja, na comunidade, ou simplesmente aquele que conduz o ônibus que eu viajo.

Veja, quando Jesus foi ao encontro de Lázaro atendendo a um pedido de sua irmã, para socorrê-lo, pois estava muito doente, Jesus simplesmente poderia não ter ido. Mas ele valorizou o momento, e amou aquela família. Quando Jesus chegou até Lázaro ele já estava até sepultado. Jesus viu Maria chorando e, os demais amigos que ali estavam também choravam. Sabe o que Jesus fez? Poderia ser só mais um que se foi, mas Jesus valorizou aquele momento e amou aquelas pessoas, Jesus chorou com eles. Isso produziu em Jesus o desejo de ressuscitar Lázaro, mostrando seu poder sobre a morte, mas também mostrando sua disposição para valorizar as pessoas e amá-las assim. (João cap 11).

Meu amigo e minha amiga, valorize cada sorriso, cada convite, cada presente, cada fotografia, cada gesto, cada abraço, cada aceno do outro lado da rua. Choremos com aqueles que choram, valorizando o momento das pessoas. Vamos também sorrir, e sorrir com aqueles que estão a sorrir, valorizando cada momento, para que, fazendo assim, possamos amar e ser amados, ser, valorizados também. E permanecerão três coisas, sim estas três sempre permanecerão: a fé, a esperança e o amor, mas a maior destas é o amor, pois ele é tudo o que devemos reconhecer, nos outros, como de mais sublime valor.

Gilberto Horácio

domingo, 25 de abril de 2010

Qual é o seu dia de descanso?


Olá amigos! Gostaria de compartilhar com vocês algo que veio à minha mente no dia de ontem. Analisando o pôr do sol, eu pensava: “é! o shabat dos judeus terminou agora"! Ainda quando criança freqüentei durante alguns anos a Igreja Adventista do Sétimo Dia, que assim como os judeus mantêm em sua doutrina o sábado para o descanso semanal. Hoje, como cristão evangélico guardo o domingo como o dia de descanso. Para quem não sabe, o descanso dos muçulmanos é na sexta-feira. O interessante disso tudo é que estas questões são motivos de muito intolerância religiosa em todo o mundo, mas por trás disso está algo lindo e inexplicável que é o amor do ser humano a seu Deus, criador. O Deus dos cristãos é exatamente o mesmo Deus dos judeus, que é exatamente o mesmo Deus dos muçulmanos: Ele é o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, que é Único, e por ser Único Ele é chamado apenas de Deus. Os muçulmanos o chamam de Alá, em árabe, mas se referindo ao Deus de Abraão.

Os cristãos passaram a adotar o domingo como descanso pelo fato de Jesus ter ressuscitado no primeiro dia da semana, ao terceiro dia após sua morte ocorrida na sexta-feira. Os judeus ainda guardam o sábado seguindo a lei de Moisés para os israelitas e os muçulmanos adotaram a sexta-feira, acredita-se, pelo fato de fazer uma diferenciação entre os judeus e cristãos, pois no Corão, o livro sagrado para os muçulmanos não faz qualquer referência ao repouso. Falando no Corão, ele é o livro principal dos muçulmanos, embora eles também aceitem a Torá, a bíblia dos judeus como válida e sagrada. O Corão foi, segundo a crença muçulmana, inspirado por Deus e revelado a Maomé que é o profeta que teria recebido esta inspiração por meio do Anjo Gabriel. Eles se acham superiores aos cristãos e judeus, pois esta revelação teria ocorrido por volta do ano 570 ao ano 630 depois de Cristo que a faria mais recente e uma espécie de reformulação da fé e da crença definitiva no Deus de Abraão.

Mas a grande diferença da crença de judeus, cristãos e muçulmanos está ligada exatamente na pessoa de Jesus. Jesus é aquele que é o Único filho de Deus, que foi oferecido como sacrifício para perdão de nossos pecados que nos levariam a uma morte eterna, mas por intermédio de seu sangue derramado na cruz passamos a ter o direito a uma vida eterna, se assim crermos e invocarmos esse direito, deste sacrifício sobre nós.
Para os muçulmanos e judeus Jesus foi apenas mais um profeta, assim como Maomé. Acreditam que nasceu de Maria sendo concebido pelo Espírito Santo, mas não o aceitam como salvador. Os judeus esperam um Messias e não aceitam Jesus como o Messias prometido que haveria de vir.O Corão menciona inclusive, que Jesus não ressuscitou mas afirma que Ele subiu aos céus.

Impressiona-me o fato de todos cremos no MESMO Deus, embora grande parte destes não terem entendido e aceito o tão grande amor de Deus, entregando seu filho ao mundo para que todo aquele que NELE CRER não venha a perecer mas possa viver eternamente. (João 3v16);
O sacrifico de Jesus foi em vão já que muitos dos que crêem no mesmo Deus não O aceitam? Jamais. O sacrifício de Jesus foi único, definitivo e eterno. Mas muitos estiveram frente a frente, olho no olho com Jesus e não enxergaram que se tratava do próprio filho de Deus encarnado, imagina 2000 anos depois, sem a presença física de Jesus, ainda que sua presença seja viva e real em sua igreja na terra. Muitos realmente não crerão, mas a todos os que Nele crerem receberão o perdão de seus pecados. Pois, sabemos que assim como os judeus, os muçulmanos também conhecem a Jesus e o que Ele fez, entretanto, não percebem quão grande foi o ser amor e ainda permanecem sob a herança do pecado e sob uma iminente condenação. "Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado" Marcos 16v16.

Seja o dia de descanso aquele que você pode entregar a Deus. Que não sejam estas e outras doutrinas e mandamentos aquilo que gere morte, guerras religiosas e intolerância. Mas que em tudo que vivamos nesta vida seja para reconhecer e retribuir o grande amor de Deus que foi manifestado em Jesus Cristo que nos salvou da condenação da morte eterna por sua entrega na cruz, em Jerusalém.

Já está se aproximando mais um por do Sol, graças a Deus que o verei novamente, o mesmo sol que viu Abraão. Se ele é o mesmo, quem o criou mudaria? Vou lá!!!! Paz.

Gilberto Horácio

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Seja, pela vida, seja pela morte, somos de Jesus.


Recebi um e-mail descrevendo a notícia de um acidente de trânsito onde dois pastores morreram após o veículo em que estavam ser esmagado por uma carreta. Chequei o caso e vi que era verídico. Os pastores eram da Assembléia de Deus e seguiam para uma convenção. Testemunhas contaram que os pastores Nelson Palmeiras e João Valadão, ainda com vida e presos nas ferragens, em meio a um mar de sangue que os envolvia, começaram a cantar o Hino 187 da harpa cristã:

Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!
Ainda que seja a dor
Que me una a ti,
Sempre hei de suplicar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!

Andando triste
Aqui na solidão
Paz e descanso
A mim teus braços dão
Nas trevas vou sonhar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!

Minh’alma cantará a ti Senhor!
E em Betel alçará padrão de Amor,
Eu sempre hei de rogar
Mais perto
Quero estar meu Deus de ti!

E quando Cristo,
Enfim, me vier chamar,
Nos céus, com serafins irei Morar
Então me alegrarei
Perto de ti, meu Rei, meu Rei,
Meu Deus de ti!

Aos poucos suas vozes foram silenciando-se, nesta terra, para sempre.

As lagrimas tomaram conta dos bombeiros, acostumados a resgatar pessoas em acidentes graves, porem jamais viram alguém morrer cantando um hino; como foi o caso dos pastores Nelson Palmeiras e João Valadão.

Lembrei-me da morte de Estevão, que foi apedrejado por amar e pregar o evangelho da verdade. Na hora de sua morte ele estava com os olhos fitos no céu, e viu a Jesus, que estava à direita de Deus.

“Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus;

disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus.

Mas eles gritaram com grande voz, taparam os seus ouvidos, e arremeteram unânimes contra ele.

E, expulsando-o da cidade, o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas capas aos pés de um jovem chamado Saulo.

E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.

E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu.” Atos 7:55-60.

A realidade é que não conhecemos nada do que há após o momento em que morrermos. Conhecemos apenas aquilo que o Senhor Deus quis revelar a nós, em sua palavra. Entretanto, aqueles que já partiram, já conhecem o que há além desta vida terrena e passageira, esta vida que passa como um conto ligeiro. Acredito que estes pastores, viram ao Senhor Jesus que estava com eles em todo o tempo, cumprindo sua promessa de estar conosco todos os dias, até a consumação de todos os séculos.

A presença de Jesus é algo indescritível. Falta-me palavras para descrever sobre o grande amor de Jesus, de sua gloria e do manifestar de sua presença em todas as circunstâncias da vida. Onde estava Jesus na hora do acidente? Exatamente com eles. Por que não impediu? Porque o que Jesus foi preparar para nós e para os respectivos pastores ali feridos, não dá para se comparar com a vida neste mundo, e este mundo jamais se comparará com a glória que em nós há de ser revelada na eternidade.

São exatamente as palavras que Jesus falou a um dos ladrões que com ele estava sendo crucificado: “Hoje, mesmo estarás comigo no paraíso”. Sempre há um propósito quando somos atingidos pelas circunstâncias da vida. Inclusive, para que o nome de Deus fosse glorificado por estas mortes, e para que através deste fato, a fé desses homens fale por eles muito mais do que em vida teriam esta oportunidade. Para que todos tentem compreender a largura, o comprimento e a altura do amor de Deus e que seja pela vida, seja pela morte, somos e sempre seremos propriedade do Senhor. E se Dele somos, estamos EM SUAS MÃOS. Os pastores cantarão para sempre em um grande coral, ao lado de Jesus, aquele que foi preparar morada. E suas vozes não se calarão na eternidade, louvando aquele que vive para todo o sempre, Jesus.

Um dia, como eles, e como diz a letra do hino, nos alegraremos perto de Jesus, nosso Rei. Quando será o momento ninguém sabe, mas de algo sabemos, temos uma pátria celestial e com serafins iremos morar, mas quando chegar lá, primeiro eu quero ver Jesus.

Gilberto Horácio

terça-feira, 13 de abril de 2010

Ao partir do mundo, deixe-o melhor de que quando você nele entrou.



Com base em uma famosa frase do poeta e filósofo cubano José Martí, construo um raciocínio. Segundo o poeta, há três coisas que cada pessoa deveria fazer durante a sua vida: plantar uma árvore, ter um filho ou escrever um livro.

A idéia por trás desta frase não é nova, mas muito significativa: ao partirmos deste mundo temos que o ter deixado melhor do que quando nele entramos. Entretanto, percebo que José Martí define três elementos físicos que possivelmente perdurarão após nossa morte: árvore, filho e livro. Mas, e se os filhos morrerem antes de partirmos? E se a árvore for cortada? E se o livro for extinto seu último exemplar?

Tenho entendido que o valor deixado por nós como legado para futuras gerações não é apenas tangível; mas o intangível também é igualmente importante assim como qualquer elemento físico. Trata-se de influenciar positivamente as pessoas que passarem em minha vida, com ideais, bons exemplos e propagação de virtudes aprendidas e desenvolvidas ao longo da vida. Um ideal, não pode ficar em palavras, mas deve ser materializado em ações, para que cause um impacto de influência real. Um exemplo: alguém que não tenha tido um filho, nunca tenha escrito um livro e também não tenha plantado uma árvore pode marcar muitas gerações, igualmente a alguém que tudo isso deixou por aqui. Imagine alguém que esteja à frente da fundação de uma igreja, uma creche ou um centro de esportes. Ainda depois de sua morte o fruto de seu trabalho pode permanecer por séculos. Seus ideais plantados e impressos nas pessoas podem trazer grandes mudanças ao mundo.

O poder do evangelho é exatamente esse. É uma ferramenta sem igual para transformar pessoas e, a transformação de indivíduos em pessoas melhores dia após dia é a herança mais fantástica que podemos deixar no mundo, após partirmos.
Grandes imperadores, reis, faraós, povos e anônimos já passaram por este solo, e este é nosso momento de estarmos por aqui para vivermos e marcarmos nossa geração, contribuindo para o aperfeiçoamento dos homens.

A ciência é uma constante evolução onde sempre se observa se melhora algo descoberto e estudado anteriormente. Alguém observou, estudou e passou o conhecimento à frente, conhecimento este que ainda fala em seus nomes até hoje. Imagine contribuir com a mudança de alguém e essa pessoa se tornar alguém que faça grandes transformações na sociedade muitos anos depois? Esse é o poder da influência positiva e também do evangelho.

O cristianismo deve ser difundido, assim como a prática do bem, as boas idéias, os bons hábitos, as crenças, as atitudes de não conformismo e transformação, para que ao sairmos do mundo, possamos deixá-lo muito melhor do que quando entramos nele, e sobretudo o amor deve ser PRATICADO, pois ele é o vínculo da perfeição e a razão e o sentido da vida.

Gilberto Horacio

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Uma manhã na emergência do Hospital Dr, Moacyr do Carmo

Ontem vivi uma experiência daquelas que nos surpreendem, daquelas que nos tiram do cotidiano e nos levam frente a frente com a realidade da vida.

Ainda dormia, em torno de 6h da manhã quando ouvi gritos de socorro vindos da rua em frente à minha casa. Ao dirigir-me ao portão, ainda sonolento e confuso, me deparei com uma cena de um acidente. Uma vizinha ao tentar sair com seu carro de sua garagem descuidou-se do freio de mão e foi atropelada pelo próprio carro na ladeira ficando presa debaixo do carro e contra a base de sustentação da rampa. Ao retirar o carro com a ajuda de várias pessoas eu a levei ao Hospital Dr. Moacyr do Carmo em meu carro, dando entrada na emergência às 6h30min da manhã. O primeiro a nos atender foi médico Nelson Maia Fernandes que não se levantou da cadeira, não preencheu qualquer ficha da paciente, que gritava de dor na coluna e foi jogada em uma cadeira. Ele me fez levá-la empurrando a cadeira até a ortopedia, mas lá não havia ninguém. Consegui a ajuda de um maqueiro no corredor para levar a moça ferida, com suspeita de lesões na coluna, costelas e fraturas nas pernas para o setor de RX, mas lá não havia ninguém. Apenas uma mulher que não sei qual sua função e através de muita insistência de minha parte fez uma ultra-sonografia na paciente. Eu ouvi desta voluntária “nem sei ligar esta máquina direito, mas vou ajudar vocês”. Ela recomendou que a paciente não voltasse para a cadeira, mas que deveria obrigatoriamente ser removida em uma maca. Neste momento fui procurar o sr Nelson Maia Fernandes novamente para solicitar uma maca, e o ouvi dizer as seguintes palavras: “maca aqui é artigo de luxo, vê se você consegue uma aí”. Ainda neste momento a paciente não havia recebido, sequer uma medicação para a dor. Fui pelos corredores e depois de uns 30 minutos um senhor sensibilizado conseguiu emprestada uma maca no setor de cirurgia. Após 2h conseguimos um RX e vimos que a coluna não havia sido fraturada, como se pensava, e ouvi o senhor médico Nelson Maia Fernandes ironizar com um colega “veja que o rapaz disse que ela era um caso grave ao chegar”. Neste momento tive que dizer ao senhor Nelson que se eu tivesse feito medicina como ele provavelmente deve ter feito eu teria a capacidade de identificar um caso grave”. Após isso ainda empurrei a maca de minha vizinha corredor à fora por mais uma hora e meia de sala em sala, brigando, argumentando e insistindo até que ela recebesse as medicações e conseguisse ser transferida para um hospital que a pudesse socorrer de fato, visto queixar-se de muitas dores na região da coluna e na cabeça.

Confesso que saí daquele lugar com um profundo sentimento de dever cumprido, mas também com uma profunda frustração com a classe médica de plantão naquele dia, com uma profunda frustração com aquele hospital, com uma profunda frustração com o poder público, que trata a população com tamanho descaso que nos chocam e nos impressionam.

Vi várias pessoas nos corredores, pessoas sendo tratadas como, me perdoem dizer, animais, com pouco interesse em realmente preservar a integridade e até a vida daqueles pacientes socorridos ali.

O detalhe é que, para quem não conhece o hospital Dr. Moacyr do Carmo, ele fica às margens da Rodovia Washington Luiz, em frente ao Caxias Shopping e tem menos de dois anos de funcionamento. Foi amplamente explorado na campanha eleitoral do ex prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis.

Vi que o Hospital Dr. Moacyr do Carmo, que custou milhões de reais a nós trabalhadores, é na verdade, apenas mais um prédio, é na verdade, mais um templo da política brasileira, dos interesses de uma minoria que se apodera temporariamente do poder para obter benefícios próprios e pessoais.

Vi que a vida está nas mãos de Deus, e que a confiança e a segurança nos braços dos homens pode ser frustrante e em vão.

Quantas “vizinhas” chegam diariamente naquele lugar! Quantas morrem naquele lugar! O descaso será pelo motivo de ricos não freqüentarem hospitais públicos? Ou será que a vida humana vale cada vez menos?

Como investir bilhões em esporte, se a população não tem um hospital de emergência que a socorra quando um acidente acontece?

Agora entendo porque Jesus, ao pregar, chorou olhando para Jerusalém.

"Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!" (Mateus 23 : 37)

O entendimento é único, simples e duro: as pessoas expulsaram Deus de suas vidas, de suas casas, de seus cotidianos, de seus corações. E o efeito disse é desastroso, e pude ver isso nesta inesquecível manhã. Onde há o amor, jamais haverá o descaso, pois o fruto do amor é a compaixão. Quem não a tem, não ama, e quem não ama, jamais conheceu a Deus.

Gilberto Horácio


sábado, 3 de abril de 2010

Você termina exatamente onde tudo começou?

Somos pó. Somos cinza. De lá viemos e para lá voltaremos. Terminaremos, exatamente onde tudo começou. Mas isso é tudo? Certamente que não. Dentro de nós há um espírito e uma alma, frágeis e dependentes de Deus, como uma criança. O espírito é a vida que existe em nós e a alma, de fato, somos nós, com nosso intelecto e consciência, habitando em um corpo de barro.

Quando morrermos nosso espírito voltará ao dono da vida, que é Deus, nosso corpo voltará ao barro e se tornará pó, entretanto, nossa alma existirá para sempre. Ela anseia por Deus, por isso existem as infinitas formas de culto no mundo, porque a alma anseia por Deus exatamente como a corça anseia pelas correntes das águas.

Como poderíamos, então, viver longe de Deus, se somos dependentes d’Ele como seres existentes? A Santidade de Deus está acima de qualquer compreensão, por isso nosso corpo mortal e cheio de imundícia jamais poderia se aproximar de Deus e isso nos faria viver a vida, sem sentido, para sempre; folhas secas jogadas ao vento. Por isso, hoje, comemoramos a Páscoa; ela representa para todos os cristãos, a realidade de estarmos vivendo, novamente, a vida em plenitude, e, para sempre. Nossa alma agora pode ser justificada, santificada, pois Jesus Cristo não teve por usurpação o ser igual a Deus. Antes, assumindo a forma de servo, humilhou-se até a morte, e morte de cruz. Ele se ofereceu em expiação de nossos pecados, nos isentou de toda a culpa, cumpriu a nossa sentença. Pois, a alma que pecar, esse deve morrer. Entretanto, a pena já foi cumprida; pena de morte e, alguém assumiu a postura de morrer por mim, Jesus.

Mas a garantia plena sobre isso que você está lendo agora está no fato de Jesus ter voltado à vida. Ele teve o poder de dar a sua própria vida e voltar a tomá-la. A morte não pode detê-lo. Ele ressuscitou no domingo, no primeiro dia da semana, sendo o primeiro a reviver a alma, dando-nos a garantia que aquele que teve o poder de reaver a própria vida, também terá poder de nos ressuscitar a todos. Esta é a esperança dos que morrem, de voltarem a viver, pela ressurreição dos mortos, iniciada e assegurada por Jesus para sempre. Não somos apenas pó; fomos feitos alma vivente.

Oh minha alma, espera em Deus, confia nele somente.

" Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;" (João 11 : 25)

Glórias a Ele por esse poder sem precedentes e para sempre. Amém. Esta é nossa páscoa.

Feliz Páscoa.

Gilberto Horácio

domingo, 28 de março de 2010

Você não está sozinho!

É comum passarmos por momentos de dificuldades, tristeza e desânimo. Ainda que tenhamos momentos de grande alegria e contentamento, é possível que soframos em seguida, e nossa mente simplesmente parece apagar as vitórias e conquistas recentes diante de fatos que nos fazem sofrer. Foi assim também com um homem chamado Elias que era um profeta de Deus. Após vencer quatrocentos e cinqüenta profetas do deus Baal matando-os, Elias recebeu uma ameaça de que assim como ele fez com os profetas de Baal, assim seria feito com ele. Ele temeu muito esta palavra, fugiu e se escondeu em uma caverna. Esta história pode ser lida no livro de I Reis capítulo 19. Elias se deprimiu tanto, por causa do medo, que chegou a desejar não viver mais, visto tamanho temor que sentia.

Da mesma forma que Elias, também recebemos ameaças e decepções em nosso dia a dia que nos fazem entristecer, nos dão medo e nos fazem encolher, e, neste encolhimento nos enfraquecemos e ficamos como se estivéssemos sozinhos, vendo todos recuarem diante de nós, e aparentemente, nos abandonarem. O desejo é simplesmente sumir, se esconder, se afastar.

Entretanto, Deus é conhecedor de tudo. Eu não sei como Ele faz isso, mas sei que Ele governa e conhece tudo no Universo e ainda assim pode entender, individualmente nossos anseios e angustias. Se eu pudesse explicar isto, eu seria Deus, mas justamente pelo fato de ser algo magnífico e inexplicável é que Ele é Único, Senhor soberano sobre absolutamente tudo, inclusive o inexplicável.

O interessante é que quando Elias achava que estava sozinho, Deus estava olhando pra ele, ouvindo sua voz e o protegendo. Deus tinha planos traçados para ele e nada poderia impedir que se cumprissem. Elias disse ao Senhor: “na verdade Deus, todos te deixaram e me deixaram também e eu fiquei sozinho, desamparado e abandonado, porque continuei crendo em ti”. Imediatamente Deus disse e ele que ainda existiam sete mil que não haviam se afastado da fé, da crença e persistiam em continuar crendo nas promessas do verdadeiro Deus. Elias saiu dali e com este encontro com a presença de Deus foi fortalecido e no poder de suas atribuições, Deus o usou para ungir dois reis.

O interessante é que enquanto ele achava que estava sozinho havia ainda sete mil na mesma fé, ainda que ele não soubesse, Deus os via e os numerava um a um.

Talvez você esteja se sentindo abandonado, só e esquecido ou talvez você se sinta em uma caverna ou apenas com o desejo de entrar em uma. Mas saiba que Deus está te olhando exatamente agora, ouvindo sua voz e traçando seus planos para sua vida. Ainda que você não perceba, existe um exército de pessoas com os mesmos ideais que você, com as mesmas convicções que você, que sabem o que você está passando e te compreenderão. Elas estão misturadas no meio de sua família, de seus amigos e de pessoas que você ainda conhecerá. Portanto, confie em Deus, levante a cabeça, se fortaleça e busque encontrar e esteja pronto para receber as pessoas que Deus enviará a você nos anos seguinte. São elas os “sete mil” que estarão ao seu lado

Ainda que muitos o abandonem, saiba que Deus jamais nos abandonará, mas ele preservará, mesmo que seja uma única pessoa ou sete mil para que você jamais, de fato, esteja só. Sabe por quê? Porque ele te ama. Você está lendo isso por acaso? Ou alguém o fez ler?

Gilberto Horácio

sexta-feira, 19 de março de 2010

Você pode mudar o mundo.

Bispo Roberto Mcalister

Ao ler a história do surgimento da Igreja de Nova Vida podemos ver que ela é inseparavelmente entrelaçada com a história de vida do Bispo Walter Roberto Mcalister. O Bispo Roberto, como era chamado por todos, nasceu no Canadá, mas era no Brasil onde Deus havia separado para que ele cumprisse seu ministério. Veio para realizar uma campanha evangelística apenas, mas quando aqui chegou Deus falou a ele que o Brasil era onde ele deveria pregar o evangelho por toda a sua vida. E assim ele fez. No Rio de Janeiro implantou uma grande obra de evangelização conhecida como CRUZADA DE NOVA VIDA. Iniciou um programa na Rádio Copacabana chamado “A VOZ DE NOVA VIDA” que imediatamente alcançou milhares de pessoas fazendo com que o Bispo Roberto passasse a realizar cultos na ABI (Associação Brasileira de Imprensa) até que a primeira Igreja de Nova Vida surgisse em Bonsucesso e posteriormente a sede fosse organizada em Botafogo. Hoje, há dezenas de dezenas de Igrejas que já alcançaram milhares de pessoas. Nada foi planejado. Tudo foi ação de Deus, ou melhor, dizendo: tudo foi planejado por Deus.

Entretanto, o ponto que me chama muito à atenção nesta história está nas entrelinhas. Está no nome de um pastor chamado Lester Summeral. Foi ele quem convidou o Bispo Roberto a vir ao Brasil realizar a campanha evangelística, na qual houve o despertamento do chamado do Bispo. É interessante perceber o quanto podemos influenciar na vida das pessoas e isso pode causar impactos a toda uma nação.

Jamais o pastor Summeral poderia supor ou imaginar que isto ocorreria no futuro, que através deste convite ao Bispo Roberto para vir ao Brasil, houvesse o desdobramento que ocorreu.

Conheço uma história de um homem que era desprezado na igreja por sua simplicidade e ele tinha muito desejo de falar de Jesus e pregar o evangelho. Ele, por várias vezes foi visto, ainda que sem perceber que era observado, pregando, falando sozinho à beira da estrada para um matagal deserto. Ele fazia isto constantemente.

O extraordinário é que sem que soubesse em um desses dias de pregação para o mato, existia um homem escondido no meio do matagal e que ouviu a mensagem e pode entender que Deus falava diretamente com ele. Este homem se converteu ao evangelho, se tornou um grande pregador e levou centenas e centenas de pessoas a Jesus. Perceba que mesmo indiretamente aquele pregador que pregava para o mato, sem que viesse a subir em uma plataforma para falar a multidões, acabou por influenciar na vida de milhares de pessoas. E isso foi exatamente o que ocorreu com o pastor Summeral. Ele foi, é, e, sempre será citado por todos os anos futuros na história da Igreja de Nova Vida, pois foi bênção para o Bispo Roberto e para todos aqueles que foram e serão alcançados através da Igreja de Nova Vida.

Isto nos faz despertar para o quanto temos que estar na dispensação da graça do Espírito Santo para que possamos abençoar as pessoas. Entender que não precisamos estar no púlpito, desde que sustentemos aqueles que lá estão, pois aqueles que eles alcançarem, serão alcançados por nós também.

Hoje, já falecido, o Bispo Roberto descansa no Senhor, mas o impacto e a influência de sua vida, no Brasil, permanecerão para sempre.

Lembre-se: você pode mudar milhares de pessoas, mesmo que seja através de alguém que você ajude a enviar. Esse é o poder da bênção, então, abençoe sempre.

Gilberto Horácio


domingo, 14 de março de 2010

Você pode ficar novinho. Acredita?

Certa vez, Deus mandou o profeta Jeremias descer à casa do oleiro onde queria lhe mostrar e lhe falar algo. Quando lá chegou Jeremias viu o oleiro trabalhando sobre as rodas, fabricando um vaso de barro. O fato é que o vaso se quebrou na mão do oleiro e ele fez outro conforme idealizou em sua mente, usando o mesmo barro. Na sequencia Deus disse a Jeremias: eu não poderia fazer com vocês a mesma coisa? (Jeremias capítulo 18)

O deslumbrante nesta história é perceber que o oleiro, ao ver que o vaso havia se quebrado, não consertou com remendo aquele vaso, tampouco o descartou jogando-o no lixo, iniciando outro vaso com outro material; Ele fez outro vaso novo, conforme quis.

Deus transferiu a todos nós esta mensagem porque queria que soubéssemos que Ele tem a capacidade, a autoridade, o controle de nos fazer de novo. Isso mesmo, nos fazer novamente.

Pode parecer loucura, mas não é. Somos transformados a cada dia. Mas essa transformação não é feita com remendos, Deus simplesmente nos faz de novo. Ele não nos descartará, muito menos nos jogará no lixo, antes Ele nos fará novamente; sempre.

Isso pareceu loucura a Nicodêmos (João capítulo 3) quando foi procurar Jesus, bem discretamente, à noite para que ninguém visse, visto ser um homem importante (exatamente como muita gente ainda hoje faz), e ao se aproximar de Jesus ouviu que um homem não pode entrar no Reino de Deus se não nascer de novo. Como pode um homem sendo velho nascer de novo? Jesus lhe disse que se alguém não nascer da água e do Espírito não pode ver o Reino dos Céus. Jesus falava exatamente desta capacidade do Grande Oleiro de nossas vidas, que tem esse poder de nos fazer novamente uma nova criatura.

Não importa o que você tenha feito na vida, não importa o que eu tenha feito na vida, Deus nos faz novamente. Esqueçamos o passado. A graça de Deus é I N F I N I T A e seu amor e sua misericórdia S E M F I M. Quem compreenderá?

Desça agora à casa do Oleiro e diga a Ele que você quer ser de novo, NOVO. Escolha agora mudar de vida. Seu último cigarro você já fumou, pare agora. Sua última embriaguês já acabou. Você pode parar agora. Sua última dose já foi aplicada ou inalada, você pode ser liberto agora. Deixo você provar se isso é verdade ou mentira. Faça prova, desafie ao Grande Oleiro que é o meu Senhor Jesus e você vai ver Ele se manifestar a você. Ele já fez isso com milhares, não poderia fazer isso também com você?

Encontrei este Oleiro trabalhando, em uma noite fria de 1995 e Ele me fez de novo na Igreja Batista Vila Leopoldina. Hoje, o tenho encontrado a todo o instante e principalmente o vejo trabalhando na Igreja Nova Vida de Caxias, mas se você invocá-lo agora, Ele vai te ouvir.

Gilberto Horacio

domingo, 7 de março de 2010

É preciso acrescentar vida a nossos anos e não anos a nossa vida.

Hoje, ouvi há vários metros de distância alguém que conversava ao telefone dizer: “é preciso acrescentar vida a nossos anos e não anos a nossa vida”. Essa frase foi tão significativa para o momento que, chego a afirmar que, ela por si, supera um livro inteiro, em significado.

Lembrei-me imediatamente da passagem bíblica de Isaías capítulo 38 que narra a história do rei Ezequias que, recebeu um acréscimo de quinze anos de vida, quando já estava para morrer, pelo fato de ter clamado a Deus, e por Ele , ter sido atendido.

Ezequias havia adoecido e recebeu uma palavra do profeta Isaías para que colocasse sua casa em ordem, por que em pouco tempo morreria. Ezequias, não aceitou a palavra de morte, a palavra do fim, a palavra da sentença. Ele virou seu rosto para a parede e clamou a Deus com grande choro e Deus ouviu a sua oração. O profeta Isaías retornou a Ezequias trazendo a palavra de Deus, a qual dizia que não mais morreria porque Deus havia ouvido sua oração e visto suas lágrimas.

Fico pensando nestes próximos quinze anos de vida de Ezequias; certamente ele os contou segundo a segundo, aplicando ao seu coração o quanto deveria viver de forma intensa, seus anos de vida acrescentados. Fico pensando como foi maravilhoso para ele, mas também como, talvez, possa ter sido angustiante saber quando já se aproximava o fim.

Penso na importância que temos que dar ao fato de, talvez, estarmos vivendo também nossos “quinze anos” (ainda que não saibamos). E percebo que ter a vida acrescentada nem sempre trará a ganho que se possa esperar. Sempre se estará pensando que o fim se aproxima. Na realidade alguns só possuem mais dez anos de vida, outros, cinco anos, outros vinte, mas o fato é que também caminhamos para o fim desta jornada e o céu nos aguarda.

Desta maneira, acredito que se acrescentarmos vida, muita vida manifestada através de comunhão, fé, esperança, paz, alegria em nossos anos, não precisaremos de mais anos em nossa vida. Afinal, a eternidade será a glória que em nós será revelada, pois nela não existirá expectação de morte, pois a morte não mais existirá e viveremos para sempre ao lado D’aquele que nos amou e se entregou por nós na cruz do calvário, em Jerusalém, o Senhor Jesus, aquele que vive e por isso tem autoridade para acrescentar vida a cada ano vivido nesta terra.

Se você precisar, ore e Deus ouvirá sua voz; se você chorar, saiba que Deus verá suas lágrimas, e tenha certeza que Deus não garante a você apenas mais quinze anos de vida, mas uma vida eterna, de plenitude da Sua presença. Se existimos hoje, existiremos para sempre, e para sempre ao lado de Cristo Jesus. Portanto, ainda que possamos estar vivendo por aqui mais “quinze anos” e termos que para isto atentar, a vida já foi acrescentada aos nossos eternos anos, por meio da morte e ressurreição Jesus.

Paz.

Gilberto Horácio