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UM LIVRO PARA ABENÇOAR A SUA VIDA.

Veja alguns capítulos que você vai encontrar neste livro.
– Ser evangélico
- Posso ser evangélico sem frequentar a igreja?
– Qual é a roupa de um evangélico?
– Como se comportar no culto evangélico
– O perigo dos cargos
– Como entender os desentendimentos dentro da igreja?
– Seu relacionamento com os demais membros
– Quanto, em dinheiro, entregarei na igreja?
– Quando o sofrimento bate à porta de um evangélico
– Entendendo por que nem todos são curados
– Evangélicos divorciados
– Ouvindo músicas não evangélicas
– Bebida alcoólica no copo de um crente?
– Nem todos falam línguas estranhas?!
– Evangélicos certos de vidas erradas
– Igreja pequena ou igreja grande?
– Excluindo membros - um mal necessário?
– Amigos e relacionamentos apenas com evangélicos?
– O que nos une é maior do que o que nos separa
– O evangélico e a morte – O que importa é ser salvo, ser você e ser feliz dentre outros capítulos.
Comprando este livro você estará abençoando e sendo abençoado. Há algo especial de Deus nele para você.
Um livro que fala de fé e de esperança.

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Você vai entender muito do que acorre dentro de uma igreja evangélica no Brasil. Vai ter a fé despertada, o amor a Cristo, à igreja e a você mesmo racionalizados e fortalecidos de forma simples mas, direta.

Não perca mais tempo! Investir em conhecimento é investir em você. Peça agora e seja muito abençoado pelo que vai ler e aprender.
UM LIVRO QUE TRATA DE FORMA PRÁTICA QUESTÕES VIVIDAS DENTRO DA IGREJA EVANGÉLICA.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O poder do pensamento.


O poder do pensar

Outro dia que me dei conta do valor existente no “pensar”. Sempre achei que eu pensava muito sobre tudo e via isso como um possível defeito, algo ruim. Particularmente, hoje, acho que é a mais fascinante das capacidades que o homem possui.
O filósofo e matemático francês Renne Descastes declarou em 1937: “Eu duvido, logo penso, logo existo”. Sim, é maravilhoso existir. Mas não haveria sentido viver se não tivéssemos a capacidade de pensar, a capacidade de entender o que se passa à nossa volta e refletir sobre tudo.
Às vezes me pego pensando, e saio de órbita. É como se eu deixasse meu corpo, como se fosse transportado para bem distante, onde só a mente pode chegar. Isso é fascinante, pois neste momento somos capazes de refletir sobre o que somos (ou melhor, o que temos sido), sobre o que já fizemos e sobre o que podemos imaginar sobre o nosso próprio futuro.
O pensar nos faz analisar criticamente e pormenorizadamente situações que no momento em que ocorrem não temos a percepção de análise. E estas percepções nos levam a tomar decisões, investir em projetos, abandonar outros, nos levando a níveis de maturidade rumo ao que acredito ser a sabedoria.
Há pessoas que têm dificuldades de pensar e refletir. Não conseguem, jamais, agir, tomar decisões, sem ouvir conselhos. E estes conselhos parecem ser como se fossem faróis em meio à escuridão para suas decisões.
O pensar é algo extraordinário. Quando percebi isso, comecei a separar tempos do meu dia para sentar em um local, “colocar a mão no queixo” e simplesmente pensar. Aprendi que podemos “ouvir” nossa própria mente. E cada vez mais que desenvolvermos esta capacidade mais sábias e sensatas serão nossas conclusões e decisões.
Jamais abra mão desta capacidade. Exercite momentos no seu dia unicamente para pensar e você vai ver como é possível ter percepção de saídas, soluções, conclusões que pareciam jamais existirem.


Gilberto Horácio

domingo, 24 de agosto de 2008

Somos o que somos

Tem dias que sinto uma imensa vontade de pegar um carro e começar a rodar pelo interior de nosso Brasil afim conhecer bem de perto a cultura de cada estado, de cada região. Conhecer como vive essa gente espalhada por esse país continental. Nesta semana que se passou, no dia 22 de agosto, "comemoramos" o Dia do Folclore. Temos em nosso calendário oficial o Dia do Folclore, instituído pelo Congresso desde 1965. A palavra folclore tem origem no inglês e quer dizer "conhecimento do povo".
Fiquei com uma vontade muito forte de ouvir sobre as culturas de nosso povo, que tem muitas aventuras e crendices. Com a companhia de amigos fui, então, pela primeira vez, ao Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas em São Cristóvão RJ. Pude percorrer por algumas horas entre as barraquinhas e conversar com várias pessoas de diversos lugares do Brasil, principalmente do Nordeste.
É impressionante como somos, muitas vezes, impactados quando entremos em contato com culturas e costumes diferentes dos que estamos habituados. Mas o que mais me marcou foi ver que quanto mais simples parecem as pessoas mais alegres parecem ser. É claro que isso não é regra, mas é o que parece. Aqueles donos de barraquinhas, estavam trabalhando em pleno domingo, não são ricos, não tiveram grandes chances na vida (mas disso não se queixam), muitos estão longe de familiares que deixaram em suas cidades de origem, mas eles tem em comum uma alegria contagiante e um sorriso sempre presente no rosto, que parece apagar todo o sofrimento que a vida possa oferecer.
Ao conversar com alguns nordestinos eles contam com saudades de tudo o que viveram e têm orgulho de origem que possuem.
Percebi que o contato com a cultura que cada um foi criado é o que os faz alegres e felizes. É como se de alguma forma eles preservassem a presença do passado bem presente em suas vidas. E isso faz com que sentam-se bem.
Não escolhemos em que país nasceríamos, nem em que estado, nem em que cidade, muito menos em que família. Simplesmente nascemos. Há crianças nascendo agora ricas e outras nascendo pobres. Há crianças nascendo na Índia e há crianças nascendo no Brasil. A resposta para uma vida sem identidade que muita gente tem vivido pode estar exatamente no fato de estarem vivendo fora da realidade do que realmente são. Talvez, buscando ser e viver da cultura das raízes do vizinho esquecendo-se de que cada um deve se orgulhar e viver suas próprias raízes e culturas. Quando não temos preconceitos contra nós mesmos ninguém mais os terá de nós. Viva o que somos!!!!!. Viva o que sou.!!!! Viva o Brasil!!! Viva o nosso povo!!!


Gilberto Horácio

domingo, 17 de agosto de 2008

Quem morrerá primeiro?


O Brasil perdeu no último dia 16 um homem que teve reconhecida relevância no cenário histórico musical brasileiro, Dorival Caymmi, que morreu aos 94 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos.
O que atraiu minha atenção neste falecimento foi observar depoimentos de seus filhos que diziam que Dorival Caymmi piorou muito seu estado de saúde, deixando inclusive de se alimentar, após saber que sua mulher, Stella Caimmi, que está internada desde abril por problemas cardíacos havia entrado em coma nos últimos dias. Segundo seus filhos, a mulher de Caymmi ligava para ele todos os dias e assim que ela entrou em coma ele logo notou que alguma coisa de errada havia acontecido.
Eu já conheci vários casos de casais que viveram juntos longos anos (no caso de Caymmi e Stella Caimmi 68 anos), e que após a morte de um, o outro, também morreu, dias, ou até mesmo horas depois. Isto nos faz pensar em várias coisas. E uma coisa importante é o fato de que nós temos o poder de optar pela vida. E quando não a desejamos mais, acabamos morrendo aos poucos, de fato.
Conheço uma história de um casal que viveu juntos muitos anos. Ao conversarem, certa vez, aquele marido dizia para sua esposa que o que ele pedia a Deus todos os dias é que sua esposa morrasse primeiro que ele. Isso pode parecer estranho, mas ele afirmou que eles se amavam tanto, que ele preferia que ela morresse primeiro, simplesmente pelo fato de não viver a tristeza de vê-lo morto em um velório e sendo enterrado em uma tumba fria. Por se amarem tanto, ele preferia sentir essa dor não e não desejava que sua esposa a sentisse.
Os índices de suicídio no Brasil são alarmantes, quase 5 pessoas a cada 100 mil habitantes. Mas estes números não espelham a realidade, pois no meu ponto de vista, há milhares de pessoas que morrem anualmente, pelo simples fato de decidirem não mais viverem. Doenças como depressão e doenças incuráveis são fatores que atacam milharem de pessoas em todo o mundo. Caymmi apenas demonstrou mais uma vez que o amor é algo inexplicável. E mostrou também o quanto temos que agarrar nossas motivações à vida em coisas que jamais podem nos tirar. Veja o que Jesus disse “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. (Lucas 10 : 27). Nossa primeira motivação de amor que nos leva a viver deve estar no Sublime Deus que continuará existindo eternamente após a morte de nosso corpo. Em segundo lugar devemos nos amar sobre todos e depois amar aqueles que estão ao nosso lado como nós nos amamos. Seguindo esta ordem, jamais desperdiçaremos qualquer segundo de vida nesta terra. E independente dos que nos tiram ou do que (ou de quem) perdemos, teremos força para vivermos, abrindo os braços para a vida.

Gilberto Horácio

domingo, 10 de agosto de 2008

Negócios com seres viventes. A forma legal deve ser sempre a legal.

Não poderia deixar de fazer aqui um resumo sobre a Rio Vet 2008, a 8ª Feira de Negócios Pet & Vet que aconteceu no RIOCENTRO - RJ. Ao participar da feira, neste ano, pude observar o quanto o ramo de negócios com animais tem crescido no Brasil. Já temos de tudo para os animais. Em alguns casos os animais recebem serviços e produtos de tamanho conforto, que milhares de pessoas no mundo não tem acesso.
A realidade é que as pessoas estão pagando cada vez mais, sem nenhum constrangimento para que seus animaizinhos de estimação tenham tudo do bom e do melhor. Isso se dá pelo fato, destes animaizinhos suprirem e atenderem necessidades que o ser humano possui de dar e de receber carinho. Psicólogos e profissionais da área já há algum tempo recomendam a criação de animais de estimação para tratamento de pessoas que diversos tipos de doenças, inclusive, pessoas com tendências de depressão e pessoas com sentimentos constantes de solidão. E parece que realmente o simples fato de cuidar de um gato, um cachorro, etc. realmente trás resultados surpreendentes para a vida destas pessoas.
Neste cenário entram os profissionais e empresas que fornecem serviços e produtos para os animais de estimação. Os donos querem retribuir aos animais, o carinho que recebem e na maioria das vezes fazem isso dando-lhes o maior conforto possível.
O mercado Pet movimenta no Brasil cerca de R$ 30 bilhões por ano em produtos e serviços e ainda há muito a se avançar, cerca de 70 milhões de proprietários de animais a serem conquistados.
O que mais me chamou a atenção neste evento é a forma como as empresas e profissionais do setor tratam os animais; eles os tratam como verdadeiros “marajás”. Tudo é feito para que os animais recebam todo o cuidado e tenham o melhor bem estar, simplesmente pelo os proprietários destes animais exigirem por parte destas empresas e profissionais todo este cuidado, pois em nossa cultura ocidental, gatos e cachorros principalmente, são tratados quase como gente.
É lamentável, porém, o mercado negro que movimenta milhões de reais por ano no contrabando de animais silvestres (a maioria sofre muito e acaba morrendo durante o transporte). Esse mercado é alimentado obviamente pelos consumidores destes animais.
Ao visitar a feira, fiquei com esta certeza: como seria bom se tudo no Brasil fosse através da legalidade, da clareza e no amparo de consumidores que amam, de fato, os animais. Consumidores que exigissem, primeiro o bem estar dos animais acima de qualquer coisa. Desta forma ninguém compraria em uma “feira de Caxias” todos os domingos, animais silvestres que foram retirados cruelmente de seu habitat natural e transportados durante dias sem água ou comida dentro de mini caixinhas de madeira de forma brutal. O tratamento que os animais recebem, se bom ou ruim, somos nós os responsáveis. Se você comprou ou possui um animal silvestre, saiba que está financiando muito sofrimento e causado a morte de milhares de outros animais. Precisamos ver exemplos belos, como os que vi nesta feira para entendermos que é sempre possível conciliar e viver a integração homem-animal de uma forma saudável e racional, aliando os interesses humanos com o bem estar dos outros seres viventes.

Gilberto Horácio

domingo, 3 de agosto de 2008

Navegar é preciso, viver é fundamental


Neste domingo ao pensar qual seria esta primeira postagem no mês de agosto, abri, em meu quarto, aleatoriamente, o livro “Poemas Escolhidos” de Fernando Pessoa, na pág. 140. Interessante o que Fernando escreveu, veja:

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
“Navegar é preciso; viver não é preciso”.
Quero para mim o espírito [d]esta frase,
Transformada a forma para a casar com o que eu sou:
Viver não é necessário, o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida, nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
Ainda que para isso tenha que ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade;
Ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
O propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
Para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo de nossa raça.
Fernando Pessoa

Ao ler o texto pude refletir e tentar imaginar o que passava na mente do autor enquanto escrevia e a que conclusões ele chegou sobre esta reflexão. Parece-me, que ele não apenas concordou com a frase dos navegadores antigos, mas a assumiu como a frase que se adequou exatamente à forma de pensar sua vida.
Discordar dos navegadores e também de Fernando Pessoa é um direito de expressão que tenho e definirei também em uma frase o que considero sobre minha vida: “Navegar é preciso; viver é fundamental”.
Sim, na última terça feira ouvi a história do Pr. Paulo César Brito, médico cirurgião há muitos anos do Hospital de Bonsucesso e fundador da Igreja Maranata, que nos narrou a história do acontecimento que mudou sua vida, quando seu amigo, médico anestesista, que trabalhou com ele durante dez meses suicidou-se. Ele nos contou que seu amigo nunca havia demonstrado qualquer sinal de que era um homem que estava à beira de um suicídio. Era um homem muito bem casado, muito bem sucedido financeiramente e um dos melhores profissionais daquele hospital.
Talvez este homem também tenha acreditado que apenas navegar era preciso, e que viver não era preciso.
Hoje, as pessoas têm cometido os mesmos erros. Para muitos, sua formação acadêmica, sua ascensão profissional, o objetivo de conquistar o material, o dinheiro, o, em muitos casos, o “inútil” reconhecimento tornam-se obsessões de tão grande intensidade que as pessoas só pensam em “navegar” quando o mais importante é apenas e simplesmente viver. Este homem que se suicidou tinha tudo, mas não sabia o que fazer com sua própria vida. E neste caso, ele a tirou, com suas próprias mãos.
Navegar, apenas, não é preciso; é preciso saber onde se quer chegar após a navegação. Contribuir para a humanidade, sim, deve ser um impulso ao trabalho e ao desenvolvimento intelectual, mas não deve e não é a razão de nossa existência. Não é a razão de nossa raça. Nós vivemos a dádiva da vida para simplesmente vivê-la. Reporto-me ao texto da Bíblia sagrada, escrito pelo apóstolo Paulo em I Coríntios capítulo 13, versículo 2 que diz: “E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios(chamado por Fernando Pessoa de misticismo) e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.”
É isso aí. Navegar é preciso, mas viver é fundamental, e viver é amar.

Gilberto Horácio

domingo, 27 de julho de 2008

Eu faria tudo de novo.


Hoje, assistindo ao DVD da cantora Fernanda Brum – “Profetizando às Nações”, algo me tocou de forma especial. Pr. Emerson Pinheiro, esposo da Fernanda, falou sobre uma música que ele compôs ao tentar imaginar o que teria vindo à mente de João Batista no exato momento em que foi morto, por ser um proclamador de Jesus. Ele teve a percepção de imaginar que João Batista teria pensado e falado: “Eu faria tudo de novo. Eu faria tudo exatamente como fiz. Tudo novamente”.
Neste momento eu pude também refletir sobre minha vida e pude perceber o quanto sou feliz e privilegiado em também poder dizer sobre minha vida: - Eu faria exatamente tudo de novo, tudo novamente, tudo de novo”.
Ao longo da vida vemos pessoas chorando e lamentando profundamente por erros que cometeram em suas vidas. Por coisas que gostariam de poder voltar ao passado para não fazerem ou para mudarem o curso de suas decisões. E como é bom poder olhar para trás e termos a convicção de que estamos no alvo certo, fazendo uma trajetória que teríamos o prazer de repetirmos.
Não importa as circunstâncias e os rumos que sua vida pode ter tomado. O passado apenas serve para nos ensinar e não para nos fazer sofrer. Se o teu passado te faz sofrer. Esqueça-o.
Guarde as lições boas e ruins que ele te trouxe, mas dele, em si, não lembre mais.
Certa vez uma amiga me escreveu em uma carta, o que nunca mais esqueci. Disse ela em poucas linhas: “Se teus sonhos não se realizaram ontem, eles se realizarão hoje. Mas se eles, porventura, não se realizarem hoje, eles se realizarão amanhã. Mas se ainda assim eles não se realizarem, Deus mudará os teus sonhos. Mas de alguma forma serão realizados”. Se talvez você tenha feito decisões erradas no passado, se talvez, você sinta que poderia ter mudado sua história, saiba que algo que você sonhou pode estar simplesmente sendo mudado por Deus, para que seus sonhos se tornem reais.
O mais importante da vida é que a cada manhã a vida se renova. E podemos começar exatamente hoje, não importando a sua idade, a escrever uma linda história para que lá na frente, no chamado “futuro”, possamos olhar para trás, sorrindo e em silencio dizer: Eu faria tudo de novo”.

Gilberto Horácio

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Retratos da Literatura no Brasil 2008




Retratos da Literatura no Brasil

Algo interessante que gostaria de publicar nesta postagem é o recém publicado “Retratos da Leitura no Brasil em 2008”. Fiquei feliz em ver a Bíblia despontando em primeiríssimo lugar no ranking dos livros considerados mais importantes na vida dos leitores brasileiros. E fiquei igualmente feliz em ver dois dos escritores que mais admiro, Cecília Meireles e Carlos Drommond de Andrade na lista dos escritores brasileiros mais admirados pelos leitores brasileiros.
A bíblia deveria ser o livro de cabeceira de todos os homens e mulheres de todo o mundo e assim o mundo todo seria um todo.
Cecília deveria estar em uma placa em cada jardim do Brasil, afinal “segundo ela, se eu fosse uma rosa com que prazer me desfolharia?”.
E sobre o Carlos deixarei os versos de um poema, dos quais, dele, eu mais gosto, aliás, os quais eu mais amo, os quais falarão por mim.

Canção Amiga

Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.

Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não se vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.

Eu distribuo um segredo
como quem anda ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.

Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tornei outras mais belas.

Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.


Livros mais importantes na vida dos leitores brasileiros



  1. Bíblia

  2. O Sítio do Pica-pau Amarelo

  3. Chapeuzinho vermelho

  4. Harry Potter

  5. Pequeno Príncipe

  6. Os Três Porquinhos

  7. Dom Casmurro

  8. A Branca de Neve

  9. Violetas na Janela

  10. O Alquimista

Escritores brasileiros mais admirados pelos leitores brasileiros



  1. Monteiro Lobato

  2. Paulo Coelho

  3. Jorge Amado

  4. Machado de Assis

  5. Vinícios de Moraes

  6. Cecília Meireles

  7. Carlos Drummond de Andrade

  8. Érico Veríssimo

  9. José de Alencar

  10. Maurício de Souza


Mais detalhes sobre a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil em 2008 em http://www.prolivro.org.br/

Um grande abraço, hoje, poético.

Gilberto Horácio

domingo, 20 de julho de 2008

Saindo de cena.

A imprensa nestes dias tem divulgado e comentado as polêmicas fotos que mostram o jogador Rodaldinho com alguns quilos a mais e uma “barriguinha” que em nada lembra o Ronaldo Fenômeno, eleito melhor jogador do mundo. Estão dizendo que ele está definitivamente fora de forma. Eu digo, que na realidade ele está na fase “fora de cena”.
Não sou psicólogo, mas gosto de observar o comportamento humano. E tenho concluído que todas as pessoas tem um período em suas vidas que chamo de fase de “sair de cena”.
É óbvio que isso fica mais evidente quando o indivíduo é famoso. E, quanto mais famoso, mais evidente isto ficará. Cantores, atores, políticos, grandes profissionais, líderes comunitários, etc., surgem de repente, crescem, empenham tudo de suas vidas em objetivos, metas, ideologias e quando estão em momentos de máxima exposição e evidência da própria imagem e trabalho, simplesmente, quer por motivos não calculados, ou por livre e espontânea vontade, simplesmente saem de cena, desaparecem, somem e se isolam. Alguns só retornarão muitos anos depois, outros jamais retornarão à evidência, simplesmente por não desejarem, ou não terem força para retornarem ou começarem do zero. Por que isso acontece?
Tenho observado que as pessoas têm o hábito, mesmo que involuntário, de colocarem e projetarem nos outros aquilo que não são, mas que gostariam de ser. E isso faz com que comecemos a projetar em outras pessoas que estão em evidência expectativas de que eles devem ser perfeitos, modelos de atletas, modelos de cristãos, modelos de pastores, modelos de cidadãos, modelos de políticos ideais, perfeitos e admiráveis. E isso faz com que estas pessoas recebam sobre seus ombros fardos que a maioria não quer mover nem mesmo que o dedo, mas querem que aqueles que estão em evidência carreguem. Isso acaba forçando que pessoas públicas acabem psicologicamente tendo que fabricar dentro de si um “eu perfeito” que agrade a todos mesmo que não seja eu mesmo. E isso pode ser tolerado por alguns anos, por algum tempo, mas não todo o tempo. Até que se percebe e se entende que para ser “eu” “novamente” e/ou “somente”, é preciso “sair de cena”. Isso geralmente acaba acontecendo em uma fase da vida que chamamos de fase da maturidade. Já ficaram para trás um pouco do espírito aventureiro e inexperiente de jovem sonhador. Começa-se a perceber que a vida é breve e se não se viver o “eu” verdadeiro ele morrerá mesmo, assim como o “eu” fabricado.
E o melhor caminho é o reencontro consigo mesmo. E isso é concretizado quando saímos dos holofotes e no isolamos um pouco, repensando melhor a vida, reavaliando os próprios conceitos e ideais e redirecionando, se preciso for, para novos alvos.
Tente lembrar de bandas famosas, grupos, cantores, políticos que surgiram de repente e de repente também desapareceram. Certamente você se lembrará de muitos. Talvez você mesmo esteja passando a fase “da caverna”. É preciso tirarmos o máximo de aprendizado e de proveito quando passamos por essa fase. É uma oportunidade de reciclagem, de colocar as coisas no lugar, principalmente em nossa mente, para que quando voltarmos ao palco da “vida vista por todos” possamos refletir nossa própria e verdadeira imagem. Afinal o mais belo e precioso em nós é o que realmente somos. A esse as pessoas devem gostar e amar, principalmente nós mesmos.


Gilberto Horácio

domingo, 13 de julho de 2008

O que nos une é maior do que o que nos separa


Hoje, pela primeira vez na vida pude assistir um pedobastismo; que é o batismo realizado pelas igrejas presbiterianas, onde se batizam crianças. Foi na Segunda Igreja Presbiteriana de Duque de Caxias. Fui convidado para assistir ao batismo da filha de uma amiga que eu não via há uns 10 anos. E antes de elogiar a linda Rebeca com seus, apenas, seis meses de vida tive que ouvir minha amiga perguntar onde foram parar os meus cabelos. Coisa de amigo, agente perdoa!!! rs.
Mas o que me trouxe de aprendizado neste culto foi refletir em como as denominações evangélicas cristãs possuem práticas tão diferentes entre si.
Em meu aprendizado há 11 anos na denominação batista e agora há quase um ano na igreja Nova Vida é que não se batizam crianças, pois elas ainda não possuem consciência do pecado, e apenas quando atingirem uma idade em que pode discernir entre o certo e o errado é que poderão ser batizadas. João Batista pregava o arrependimento precedendo o batismo. Ora, desta forma podemos concluir que crianças recém-nascidas não podem se arrepender, portanto, não deveriam ser batizadas.
Já no batismo de Rebeca o Reverendo que realizou o batismo, embasou a doutrina que justifica o pedobatismo, nos remetendo para Gênesis cap. 17 que fala sobre a aliança de Deus com Abraão através da circuncisão dos meninos. Ele enfatizou que Jesus inclusive foi circuncidado, seguindo o que mandava a lei da Moisés. E assim defendeu que os pais tem essa obrigação e responsabilidade sobre a vida espiritual de seus filhos e devem exercê-la batizando-os quando crianças.
O que me fez refletir é lembrar de uma frase que diz que “o que nos une(Jesus e a fé) é maior do que o que nos separa(doutrinas)”. O culto foi ao mesmo Deus, a mensagem de fé foi no mesmo Salvador: Jesus. Os hinos cantados, as orações proferidas e o amor e comunhão exercidos foram os mesmos encontrados em qualquer das igrejas onde já congreguei. E uma coisa concluí: Os traços do cristianismo venceu milhares de anos e continua firme e facilmente identificável através da presença da fé no meio dos cristão. E é a mesma fé inabalável iniciada pelos apóstolos; a fé na presença viva de Jesus no meio da igreja.
Criem-se denominações. Dêem nomes ou rótulos. Vivam cada um sua doutrina e a ela se apeguem, porque nada poderá impedir que a igreja, os cristãos, a fé e os ensinos de Jesus, deixem de mudar vidas e influenciar a sociedade.
Acredito que Deus está intimamente interessado em ver corações quebrantados e cheios de fé, do que em práticas que possam ser diferentes entre si. O valor da fé produzirá exatamente o que de valor será para aquele que a tem. Se eu tenho a fé que esta criança batizada será consagrada ao Senhor, ela será. Se eu tenho a fé de que ela deverá escolher ser batizada quando adolescente ou adulta, esta fé e crença levará a criança a escolher este caminho, e assim será para tudo aquilo que pode parecer separar os crentes, mas que na essência apenas faz fortalecer a multiforme graça de Deus, a sua tão grande compaixão e seu tão grande amor pela igreja. Deus, por certo, conhece que tudo aquilo que os homens fazem, se fazem de coração, com o objetivo de agradá-lo, Ele, por certo receberá como culto e como adoração. Portanto, viva sua fé, e a sua fé será viva.




Gilberto Horácio

domingo, 6 de julho de 2008

Lançamento do meu primeiro livro



Estarei lançando no início de 2010 meu primeiro livro.

O livro tem o objetivo único de....... Aguardem!! "Faça valer à pena!"

Grande abraço,

Gilberto Horácio

Quando a vida está acima de qualquer coisa.

Acompanhando o noticiário em um telejornal, recentemente, vi a notícia de que há duas semanas em vigor, a lei seca, que proíbe o motorista de dirigir após ingerir qualquer quantidade de bebida alcoólica, sob pena de multa e suspensão da habilitação por um ano, já trouxe resultados importantíssimos que já firmam sua manutenção. Em todos os estados brasileiros houve uma drástica redução do número de pacientes atendidos nas emergências dos hospitais com lesões graves causadas por acidentes de trânsito. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, a redução dos acidentes já chegou a 40%. Fiquei imaginando e tentando calcular quantas vidas serão salvas até o fim do mês, até o fim do ano, em vários anos.
Os acidentes de trânsito não apenas matam, mas também causam graves lesões que mutilam pessoas ou as deixam com seqüelas para toda a vida, por exemplo, pessoas que sofreram lesões na coluna e que hoje não podem andar. Os acidentes de trânsito também causam aos cofres públicos prejuízos da ordem de milhões de reais no atendimento, tratamento e aposentadorias precoces, por invalidez, de milhares de vítimas.
A lei está muito bem fundamentada na comprovação estatística de que a maioria dos acidentes de trânsito estavam relacionados com a ingestão de bebidas alcoólicas. E a grande questão era a de pessoas inocentes serem vitimadas por indivíduos que dirigiam alcoolizados, causando riscos e danos a outrem.
Tenho ouvido sobre a forte reclamação que o comércio de bebidas alcoólicas tem feito no sentido de demonstrar seu prejuízo com a proibição de bebida mais direção. Mas acredito que finalmente, pelo menos no que diz respeito ao trânsito, a vida foi colocada acima dos interesses econômicos.
A vida deve estar sempre acima de qualquer coisa. A preservação física das milhares de pessoas que trafegam diariamente pelas ruas e rodovias brasileiras, assim como dos pedestres está acima de qualquer interesse político, econômico e industrial.
Acredito que o clamor da sociedade e dos homens de bem neste país tem começado a dar resultados na composição de leis que são imparciais e a serviço da vida.
Como diz a célebre frase de Martin Luter King “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”, nossa preocupação não deve ser o que existe de sujo e de podre em nossa sociedade, mas devemos gritar, participar e crer que podemos ter um mundo preocupado em proteger a nós mesmos de nossa própria ganância. Assim, quem sabe em um futuro próximo, não teremos leis que desarmem a sociedade, leis que briguem a divisão de riquezas, leis que combatam o fumo, de verdade, e atitudes que coloquem em exaltação a vida humana acima de absolutamente qualquer coisa que possa existir neste mundo. Afinal, que opinião você teria se hoje você já tivesse sido vítima de um motorista alcoolizado? Seria a mesma que você tem hoje? Espero que sim!

Gilberto Horácio

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Não somos iguais perante a lei




Hoje, andando em uma rua no centro de Duque de Caxias, deparei-me com algumas pessoas correndo e um repentino movimento de tumulto. Assustado logo procurei abrigar-me junto a uma coluna de acesso a uma loja. Passado alguns segundo do susto pude observar que eram alguns ambulantes que fugiam da presença da guarda de controle urbano da prefeitura, mais conhecida como “rapa”. Eles são fiscais que reprimem a presença dos ambulantes nas ruas. Mais à frente vi um catador de papelão com um livro na mão. Pude perceber que o livro era, na verdade, é constituição brasileira (que algum brasileiro jogou no lixo). Aquele catador parecia estar com fome, estava bem sujo e não parecia estar muito saudável.
Quando vi a cena logo me veio a lembrança algo que está escrito lá dentro daquele livro que ele possuía nas mãos, a constituição brasileira. Lá diz que “todos são iguais perante a lei”. Pude pensar, enquanto caminhava, o quanto estão distantes o que está escrito e o que realmente se pratica na sociedade do nosso Brasil. Aquele catador de lixo, provavelmente, não sabe ler. Se ele não sabe ler é porque foi de família pobre, família que não teve acesso à educação, essa família foi diferente perante a constituição.
Aquele homem catando lixo, provavelmente, não tem plano de saúde, não tem acesso ao dentista, não tem férias, décimo terceiro, não tem um carro, não tem casa própria, não tem cartão de crédito, não come carne de primeira, não tem filhos em colégio particular, não tem muita coisa na vida, não tem consciência do que seja “direito”, muito menos uma constituição. Esse homem foi diferente perante a constituição.
Voltando aos ambulantes, que em fuga deixaram várias de suas mercadorias caídas, quebradas pelo chão, observei que os guardas da prefeitura apreendiam a mercadoria deixada para trás, fazendo que aqueles ambulantes que ali estavam, que estão ali por estarem desempregados, por serem pobres, ficassem mais pobres ainda. Em fuga eles perderam o pouco que tinham para vender, e perderam também mais um pouquinho de sua dignidade.
Disse um senhor que passava: - afinal eles não estão trabalhando?
- Sim. Mas de forma ilegal, respondeu o outro.
Um ambulante, paraplégico, que não tinha como correr ficou olhando o pouco que possuía de mercadoria indo embora nas mãos dos guardas. Vendo isso só pude dizer a mim mesmo: - Ilegal é a constituição. Prendam imediatamente os autores na constituição brasileira!!!!!! Eles são criminosos!!!
A constituição deveria assegurar emprego a essa gente. Ela deveria assegurar que o catador de lixo, que os ambulantes, que todos nós, de fato, fossemos iguais perante a lei. MAS NÃO APENAS NA HORA DE PRENDER-NOS.

Gilberto Horácio

terça-feira, 1 de julho de 2008

Frases podem nos mudar.


Sempre gostei de escrever. Escrevi e guardei muitas coisas interessantes ao longo de minha vida.
Com o advento da internet participando da vida de todos nós, o “compartilhar” virou a essência do produzir. E o que as pessoas guardavam em gavetas passou a ser exposto para todo o mundo; fotos, vídeos, poesias, crônicas, contos, etc. tudo passa a ser compartilhado com quem quiser ver e ler.
Eu particularmente tenho escrito algumas coisas aqui no meu blog e tem sido interessante poder receber alguns comentários de colegas sobre alguns temas. Isso produz em nós a troca de idéias e o debate, muito produtivos no aprendizado de qualquer pessoa.
Eu escrevo sobre aquilo que vivo em meu dia a dia. Todas as coisas que me fazem refletir sobre algo determinado, me impulsionam a registrar a guardar com data e tudo mais que tem direito.
Lendo a última prova para Analista de Sistemas da Petrobrás novamente fui impactado pelo tema do texto a ser interpretado na prova de português: “Um homem não é grande pelo que faz, mas pelo que renuncia” (Albert Schweitzer).
- Meu Deus!!! Foi o que eu exclamei quando li essa frase. E pensei alto, de repente: Como eu não havia conhecido esta frase antes!!!. Como é interessante como uma simples frase pode esclarecer muitas coisas em nossas vidas.
De fato não é simples medir a grandeza de um homem, mas aos poucos, ao longo da vida, nós conseguimos definir alguns critérios e fazer algumas categorizações para tal. Um critério aprendi com esta frase. Realmente podemos fazer muitas coisas que nos farão ser lembrados por elas e até mesmo admirados, mas o grande poder de mostrar o caráter de alguém é analisar aquilo que alguém opta por renunciar, por abrir mão para que princípios e valores sejam honrados.
- Ah, mas aqui todo o mundo rouba! Pode dizer alguém.
- Ah, mas ninguém vai ficar sabendo, afinal o que importa é eu me dar bem! Pode dizer outro.
Mas a verdade é que se renunciamos o erro, mesmo que não façamos coisas tão boas, certamente, poderemos ser maiores do que os que fazem coisas grandes, mas não renunciam as erradas.
E quando falamos de coisas que seriam de imenso valor para nós, mas que precisamos renunciar para nos adequarmos aos valores, conceitos, princípios e ideias que acreditamos e defendemos? Isso nos tornará em pessoas, certamente, pessoas grandes.
Isso me faz lembrar a história de um jovem idealista que foi preso e enforcado em praça pública por não desistir de seus sonhos e ideais. Quando ele estava já na forca prestes a ser executado, diante das pessoas que assistiam sua execução, ele após olhar nos olhos de todos, um a um, disse: “Eu estou morrendo por um ideal, e vocês pelo que estão vivendo?”.
Ouvi também essa argumentação de um jovem seminarista candidato a padre. Quando perguntado por que aquele jovem, futuro padre, abriria mão de constituir uma família para servir a Deus. E se a família tinha tanto valor como ele sempre falava, por que então ele abriria mão de ter uma; o jovem seminarista respondeu: justamente por ser tão importante, por ter tanto valor, a família para mim, é que eu a renunciarei, mostrando que sou capaz de abrir mão de algo que mais valorizo, por amor as princípios que abracei.
Eu, como evangélico, não concordo que os padres não possam se casar. Penso que família é uma instituição sagrada e deve ser desejada por todos, mas o que quero enfatizar é como este jovem seminarista se tornou grande, de alguma maneira, pela convicção em seus ideais.
Sim, hoje me sinto mais forte ao conhecer esta frase que me faz ter a certeza de que do muito que renuncio, posso tirar raízes de crescimento produzindo um “ser grande” em mim.


Gilberto Horácio

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Seres humanos ou desumanos?


Estamos vivendo em um mundo sem precedentes. Pessoas morrem de fome em um mundo que joga toneladas de alimentos no lixo diariamente. Pessoas dormem nas ruas com um frio perto de zero grau, enquanto muitos dormem em cobertores aquecidos por sensores de computador. Crianças são jogadas em latas de lixo como se fossem, o próprio lixo da sociedade. Idosos são espancados pelos próprios filhos e filhos são assassinos dos próprios pais.
O que se prega nas ruas é: o quanto eu posso tirar de proveito, o quanto eu posso levar de vantagem, o quanto eu posso me dar bem, não importa se isso vai prejudicar alguém. A cultura do possuir, possuir e possuir tomou conta das mentes de tal forma que já não importa mais que todos tenham um pouco, mas o que importa é se eu faço parte dos poucos que possuem.
O grande problema é que as crianças deixadas nas latas do lixo hoje (aquelas que ninguém se importa), daqui a 11, 12 anos (e passam rapidinho) estarão frente a frente conosco. Isso mesmo frente a frente. Talvez seja em um semáforo tentando nos vender uma bala de hortelã ou ameaçando-nos com uma bala de qualquer desses calibres existentes por aí. A questão é que quando se fala em políticas públicas e ações da sociedade no combate à violência se fala sempre no combate armado aos criminosos de hoje (eles são sempre jovens), e quando alguém menciona que a forte razão da violência está intimamente relacionada com a desigualdade social as pessoas geralmente desanimam em pensar que trabalhar na educação e sustento de uma criança hoje produzirão resultados a longo prazo, apenas. Mas que longo prazo? Uma criança de cinco anos hoje, daqui a simples e rápidos 10 anos estará com 15 anos sendo aliciada para trabalho no tráfico de drogas, pelo fato de terem estudado em colégios com péssimo ensino, pelo fato de não terem tido natais, aniversários, roupas, calçados, alimento básico, carinho, família, oportunidades.
Meu Deus!!!! Ah! Se a sociedade entendesse que 10 anos é um curto prazo! Começaria agora a trabalhar e invadir o Rio de Janeiro, o Brasil com um grande movimento de divisão de renda, um verdadeiro choque de educação, moradia, dignidade, oportunidades para TODAS as crianças carentes que ainda são inocentes, e que por “bala”, por enquanto, só conhecem a de hortelã.
Sempre existiram ricos e sempre existirão. Mas por que alguém consentir em “ter tanto” e nunca se importar em dividir o mínimo que seja em projetos sociais? Por que nunca se lembrar dos esquecidos até que os esquecidos se lembrem deles da forma mais violenta das possíveis?
Acredito que cada um cidadão que tem a oportunidade de estudar, trabalhar, ter um lar, uma família, uma renda, uma fé, dignidade, oportunidade, tem o dever e a missão de mudar o mundo que teremos daqui a rápidos 10 anos.
Lembro-me da história do escritor que repreendeu uma criança que recolhia estrelas do mar em uma praia e as lançava novamente ao mar para que não morressem queimadas pelo sol.
Disse o escritor ao menino: “Menino você não vê que há milhares de quilômetros de praias com milhares de estrelas do mar morrendo queimadas pelo sol diariamente? O que adiantará você salvar apenas algumas?” O menino abaixando-se pegou mais algumas estrelas que estavam presas na areia e com toda a sua força jogou-as no mar, olhou para o escritor e disse: “Para estas fez diferença”. E é esta a lição e a atitude que temos que ter. Se não podemos fazer um grande projeto social que beneficie centenas de crianças, sempre existe uma criança, uma família ao nosso lado que podemos ajudar. Seja com um livro, seja com um presente no aniversário ou no natal, seja com a dica de um curso gratuito existente, seja com a passagem do ônibus para que um pai possa procurar emprego. Enfim, a preocupação de ajudar deve fazer porte da vida de todos. E como disse Ana Carolina na gravação de uma de suas músicas: “Sei que não dá para mudar o começo, mas sei que é possível mudar o final”. E que daqui a 10 anos possamos encontrar um mundo caminhando para uma vida mais igual, uma vida melhor para todos.

Gilberto Horácio

terça-feira, 24 de junho de 2008

Como passar em um concurso público?


Talvez você esteja iniciando a leitura deste texto tentando descobrir qual o cargo público eu tenha alcançado através de um concurso. E a resposta é: “nenhum” – ainda.
Sim. Ainda não consegui entrar em nenhum órgão público, mas estou caminhando em direção a este objetivo. E olha que já fiquei bem próximo da vaga algumas vezes. São sempre alguns pontinhos que fazem toda a diferença entre aqueles que conseguem a tão sonhada vaga e aqueles que não a alcançam. E o fato de eu ter tamanha convicção de que conseguirei este feito um dia é exatamente, o aprendizado e as lições que tenho adquirido em direção a este alvo.
Aprendi que a grande maioria daqueles que foram aprovados em algum concurso importante, foram desclassificados em vários concursos anteriores e o fato de terem conseguido a aprovação um dia foi em virtude de nunca terem desistido. A medida que você participa de vários concursos, você começa a ter uma percepção bem clara daquilo que é cobrado nas provas, daquilo que realmente é importante ser estudado. Você passa a aprender a interpretar um “conteúdo programático” para estudar somente o que você sabe que cairá no exame, além de ir fazendo uma mini biblioteca particular de textos, livros, revistas, artigos relevantes relacionados aos assuntos cobrados nas provas.
O indivíduo que sempre participa de concursos também consegue ter uma maior destreza na realização da prova, controlando o tempo de realização das questões, concentrando-se nos pontos mais críticos das matérias e ainda desenvolvendo a tão importante calma para um bom raciocínio lógico.
O erro que muitos cometem é, desistir. Nunca devemos desistir de nossos sonhos. E quanto mais difícil for um sonho, mas nobre será sua conquista.
Há coisas na vida que somos obrigados a cumprir. Por exemplo, todos os anos temos que pagar o IPTU, o IPVA, o seguro do automóvel, o imposto sindical, a taxa de incêndio e assim vai. Pagamos porque somos obrigados, por que isso nos é imposto por lei. Isso fará parte de nossas vidas, ano após ano, sem fim. Pois bem! Se tenho que fazer coisas repetidas vezes (e coisas chatas essas de ter que pagar impostos!!!!) todos os anos, porque não posso repetir por toda a vida, se preciso for, um concurso que pode me levar à realização de algo que sonho. Isso é o diferencial daqueles que já conseguiram. Eles nunca desistiram.
A realidade é aprendermos a incorporar os estudos em nossa rotina. Se em nossa rotina incorporamos o tomar banho, o escovar os dentes, o ir a uma partida de futebol, ir ao culto em uma igreja, etc., porque não podemos incorporar os estudos diários, mesmo que sejam de 30 minutos? Isso mesmo! Não estou falando de estudar para um concurso que acontecerá no dia x do mês y do corrente ano. Estou falando de estudar sempre. Estudar pelo menos até o dia que eu consiga o que quero, não importando quando será. Tenho sido feliz em aprender isso. Isso tira o delírio alucinador de termos que estudarmos como loucos 6, 8 horas por dia (poucos tem esse PRIVILÉGIO). E a rotina de, a cada dia aprendermos um pouquinho nos levará em alguns anos a estarmos de igual para igual com aqueles que possuem o precioso tesouro que é o chamado “tempo para estudar” que quem possui dificilmente valoriza (como sempre só quando perde).
Então está aí. Esse parece ser o caminho da conquista. Reaprender a aprender. Quando aprendemos de fato a aprender com disciplina e paciência todos temos o potencial de alcançarmos o que quisermos, não importa quando seja, mas o quanto importa para nós.
Sucesso!!!! Bons estudos!!!

Estou editando esta postagem em 02 de janeiro de 2010 com a alegria de informar a todos os leitores que consegui! Fui aprovado e chamado em um concurso: para o IPLAN - Empresa de Informática do Município do Rio de Janeiro como Analista de Sistemas!
Mas, o maior espanto é saber que eu não quis a vaga e abri mão dela. Pode parecer impressionante mas, quero manter-me fiel à empresa que trabalho há mais de 15 anos. Estou feliz lá, apesar dos riscos. Mas o que é melhor, risco ou felicidade? Prefiro ficar feliz. Agora que sei "Como passar em um concurso público", farei outros e quem sabe um dia aceito à vaga. Que o Deus que nos capacita, abençoe a todos!

Gilberto Horácio

terça-feira, 17 de junho de 2008

Um amor que constrange.

Tenho adquirido e feito coleção de uma série de filmes baseados em histórias bíblicas, vendidos a um preço irrisório de R$9,99 nas lojas da Casa & Vídeo e nas Lojas Americanas. Dentre estes filmes, o último que assisti foi o de Abraão. Coincidentemente ao chegar domingo na Igreja Nova Vida (minha nova igreja), o texto brilhantemente explanado pelo Pr. Fernando foi justamente o texto de Gênesis capítulo 22 que narra, no meu ponto de vista, a mais bela história do Velho Testamento; quando Deus manda Abraão sacrificar (matar) seu filho Isaque.
Voltei minha atenção às cenas do filme e ainda mais o que minha mente pôde imaginar em relação aos momentos finais que antecederam o início da preparação do sacrifício de Isaque, filho de Abraão. Parece que consigo ouvir os passos de Abraão e Isaque no caminho para o monte do sacrifício e parece que consigo ouvir o silêncio de um homem que sabia o que iria fazer, mas que também sabia o que é amar, e o amor tudo crê, tudo sofre, tudo espera e tudo suporta.

Veja o texto:
E ACONTECEU depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.
2 E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.
3 Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque seu filho; e cortou lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera.
4 Ao terceiro dia levantou Abraão os seus olhos, e viu o lugar de longe.
5 E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e havendo adorado, tornaremos a vós.
6 E tomou Abraão a lenha do holocausto, e pô-la sobre Isaque seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua mão, e foram ambos juntos.
7 Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?
8 E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim caminharam ambos juntos.
9 E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abraão ali um altar e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha.
10 E estendeu Abraão a sua mão, e tomou o cutelo para imolar o seu filho;
11 Mas o anjo do SENHOR lhe bradou desde os céus, e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.
12 Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho.
13 Então levantou Abraão os seus olhos e olhou; e eis um carneiro detrás dele, travado pelos seus chifres, num mato; e foi Abraão, e tomou o carneiro, e ofereceu-o em holocausto, em lugar de seu filho.
E chamou Abraão o nome daquele lugar: O SENHOR PROVERÁ; donde se diz até ao dia de hoje: No monte do SENHOR se proverá.
15 Então o anjo do SENHOR bradou a Abraão pela segunda vez desde os céus,
16 E disse: Por mim mesmo jurei, diz o SENHOR: Porquanto fizeste esta ação, e não me negaste o teu filho, o teu único filho,
17 Que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos;
18 E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz.

O mais fantástico nesta história é poder ver que Abraão fez com que Deus a partir deste momento não tivesse mais como não enviar Jesus para morrer por ele e por todos os homens. Como Deus poderia não enviar seu Único filho Jesus como sacrifício pelos homens, se Abraão provou que é possível um homem amar a Deus acima de qualquer coisa que possa ter algum valor nesta vida, inclusive, o próprio filho?
Fico admirado não só com a atitude de amor incondicional de Abraão por seu Deus, mas também pela atitude de Isaque, uma criança, que era ali o próprio sacrifício. Isaque poderia ter fugido ao perceber que seria sacrificado, poderia ter resistido ao ser amarrado pelo pai, poderia ter lutado, afinal seu pai já era bem velho. Mas Isaque foi constrangido pelo amor de seu pai a Deus. E sendo assim, Isaque também usufruiu da fé no sacrifício, pois ele se deixou oferecer. E é isso o que acontece por meio de alguém que ama a Deus incondicionalmente como Abraão amou. Todos são constrangidos a entender a razão da fé de alguém que ama a Deus acima de qualquer circunstância. Alguém que está doente e permanece convicto em adorar a Deus, alguém que é deficiente permanece convicto em amar a Deus, alguém que passa necessidades, tribulações, sofrimentos e permanece inabalável em seu amor e na confiança no Deus criador do céu e da terra. Essa pessoa passa a constranger aqueles que podem ter boas condições de vida neste mundo, mas que estão afastados da compreensão da vida e da presença de um Deus sobre suas existências.
Esse texto me fez perceber que quando aceitamos abraçar a fé em Deus e em seu filho Jesus nós entregamos tudo o que temos para o próprio Senhor, assim como fez Abraão. Mas refletir sobre o texto também me fez entender que assim como Isaque, nós somos o sacrifício. E mesmo sabendo disso, nos deixamos sacrificar, confiando que o Deus da provisão nos dará um carneiro para o sacrifício sempre que a vida tentar passar o cutelo em nosso pescoço para nos imolar. E assim como Abraão recebeu a promessa de ser abençoado grandissimamente, aqueles também que se entregarem em sacrifício ao Senhor da vida terão, também, a certeza de serem abençoados grandissimamente e para sempre.

Gilberto Horácio

domingo, 8 de junho de 2008

Vegetarianismo. Uma filosofia que protege os animais.




Sentado debaixo de uma árvore em minha casa observando o comportamento e a beleza de um simples galo, saudável, muito bem cuidado e com ótimo aspecto que meu pai cria por gostar destes animais, fiquei refletindo e embasando ainda mais minhas convicções vegetarianas. Fiquei pensando que a beleza daquele animal por alguns instantes me fez bem. Pedi ao meu pai que me descrevesse, como sua mãe, (minha falecida avó) trataria aquele animal como sendo o almoço do dia, na época em que ele era menino. Fiquei tentando imaginar como seria pegar uma faca, amarrá-lo de forma que ele não pudesse se mexer, passar a faca em seu pescoço, aguardar até que ele parasse de se movimentar (ou seja, seu coração parasse de bater) e aguardar até que o sangue saísse de seu corpo para encher uma vasilha qualquer. Após isso teria que arrancar todas as penas, uma a uma para que posteriormente a carne ficasse exposta e aí sim fosse possível remover e separar todos os órgãos. Separar as partes daquele pequeno corpo morto (defunto) cortando ou deslocando as juntas e ligamentos. Segundo ele, o cheio de sangue era perceptível de longe.
Com esta descrição fiquei pensando.... Somos humanos em constante evolução. E esta evolução nos trás a conclusões que nos fazem mudar hábitos. Hoje, temos a exaltação dos direitos das mulheres, dos direitos dos idosos, dos direitos das crianças, dos direitos dos trabalhadores e até dos direito dos animais, exatamente pelo fato de estarmos todos num constante processo de evolução, através de conclusões que podem nos tornar pessoas melhores para uma vida melhor. Baseado nisto acredito que em relação aos animais como alimentos temos que também prosseguir e avançar na compreensão de que podemos viver sem a presença da carne em nossos pratos.
Estamos falando de processo de evolução da mente em relação à alimentação, portanto tendo a compreensão de que o mercado de carne movimenta bilhões de dólares mundo a fora e muitos interesses políticos também (e que patrocinam muita crueldade contra os animais). Ou seja, acredito que esta mudança dos hábitos alimentares vai durar por algumas gerações. Mas acredito, também, que com o fortalecimento e consecutivo aumento dos vegetarianos nas diversas camadas da sociedade o homem caminhará cada vez mais em busca de uma alimentação sem carne. E aqueles que já conseguiram abrir mão da carne, já descobriram que além de preservarem a vida e não participarem do patrocínio de muito sofrimento e crueldade contra os animais, os vegetarianos já usufruem de uma maior e comprovada qualidade de vida, com uma saúde fortalecida pela ausência dos males provocados pela gordura presente nas carnes. Hoje, já se sabe que tudo, absolutamente tudo de nutritivo e essencial na alimentação humana presente nas carnes, pode ser também obtido através daquilo que nasce da terra, como exemplo, uma grande aliada que é a soja.
Acho que tudo na vida não deve ser visto como conceito ou costume irrevogável e imutável, mas tudo na vida deve fazer parte de uma reflexão, e até quando vamos levar o “garfo à boca” deveríamos refletir se desejamos evoluir ou simplesmente agir como nossos antepassados agiram.
Deixando qualquer fundamentação religiosa à parte, que pode tentar fundamentar o vegetarianismo ou o comer carne à vontade, acredito que o se tornar um vegetariano é uma opção, uma decisão, que você tem o direito de tomar baseado em suas conclusões, mas nunca permitindo que suas convicções o atrapalhem de refletir e principalmente de evoluir. E que seja o vetetarianismo uma tendência mundial e mais uma evidencia que estamos evoluindo para o bem comum, inclusive da vida dos animais.



Gilberto Horácio

quarta-feira, 4 de junho de 2008

O mundo “tecnologia”


Vivemos em um mundo regido pela tecnologia. Ela está presente em praticamente tudo o que vemos e tocamos. Os alimentos industrializados que chegam em nossas mesas passaram por processos tecnológicos. As roupas, os utensílios, nossas casas, nosso amigo automóvel, nossa comunicação revolucionária, através da Internet, redes sem fio, etc.

As crianças que nasceram nos últimos 10 anos, por exemplo, não precisam se deslumbrar com novidades como o celular vendido a preço de banana, ou a internet como a forma imediata de comunicação, conhecimento e entretenimento. Estas crianças simplesmente já estão crescendo sabendo que isso isto tudo existe no mundo em que elas crescem. E é assim que é a vida moderna. Uma constante evolução. Quando usamos o computador hoje, nem nos damos conta de quanto estudo e quanto dinheiro foram gastos até hoje em pesquisas. Foram verdadeiras fortunas empregadas na evolução tecnológica.

Na área da medicina por exemplo, é realidade cirurgias realizadas por robôs substituindo toda uma equipe médica, assistido, apenas por um único médico especialista. Na área da comunicação já é realidade transmissões ao vivo pela TV ou pela Internet, de qualquer parte do mundo, através de um celular com câmera.

A tecnologia é, sem dúvida a verdadeira prova de como a mente humana é extraordinária. Se pensarmos que há alguns séculos atrás, praticamente todos os avanços que conquistamos atualmente, jamais seriam, se quer, imaginados pela maioria das pessoas. É claro que ninguém inventou nada da noite para o dia. Houve uma constante evolução, onde alguém sempre observava algo descoberto pelo homem e refletia sobre esse “algo” até concluir que
alguma coisa a mais poderia ser feita para evoluir, melhorando este “algo”.


Parece estranho pensar que muitos dos avanços tecnológicos como a própria Internet surgiram através de investimentos na área de pesquisa militar, com o fim de avançar possibilidades de vencer e se proteger do inimigo. Mas na medida em que se direcionou o que foi criado inicialmente para a guerra, para o bem de todos os homens, esta realidade foi amenizada. É claro que o mundo capitalista e o desejo do lucro move os avanços tecnológicos em todo o mundo, mas acredito que lá na essência das mentes que criam e evoluem tecnologia, o que os move de fato é o desejo do novo, o desejo de resolver problemas comuns a todas as pessoas e o fascínio de mesmo após a morte, uma pessoa continuar viva através do legado deixado para a humanidade.


Até a próxima publicação.

Gilberto Horácio

domingo, 1 de junho de 2008

O deficiente visual tem direito ao acesso à Bíblia


Hoje como cristãos temos a alegria de saber que a Bíblia Sagrada já foi traduzida para agrande maioria dos idiomas no mundo. Mas é surpreendente descobrir que alguns grupos de pessoas bem próximos a nós ainda não te acesso à Bíblia. Alguns desses grupos são formados por deficientes visuais. O que ocorre é que já existe um trabalho de sucesso desenvolvido pela Sociedade Bíblica do Brasil que lançou a Bíblia completa, escrita em braile, em português.

O mais interessante é descobrir que estas bíblias, que tem um custo alto, são doadas aos deficientes visuais pela Sociedade Bíblica do Brasil.
Iniciei, portanto, um trabalho de divulgação com pastores e igrejas no objetivo de incentivar aos pastores que adquiram esta bíblia a disponham em suas igrejas com o objetivo de atrair deficientes visuais ao convívio social de suas igrejas.

No site da Sociedade Bíblica http://www.sbb.org.br é possível ter todas as informações necessárias sobre o projeto de distribuição da Bíblia em braile para deficientes, como também é possível obter orientações de como contribuir com este projeto fazendo uma doação.

Se você conhece algum deficiente visual oriente-o a procurar a SBB para que o mesmo entre no programa da instituição e possa conseguir um exemplar da Bíblia.
Estou obtendo todas as informações junto a SBB para que eu possa levar estas informações ao conhecimento do maior número de pastores e igrejas, como também de deficientes visuais. Portanto aqueles que desejarem alguma orientação poderão, também, entrar em contato comigo pelo telefone 96974191 ou pelo e-mail gfilho@unigranrio.com.br.

“Segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde, 1% da população do Brasil é formada por deficientes visuais, ou seja, 1,7 milhão de pessoas. No entanto, do IBGE, há 11,8 milhões de brasileiros com deficiência visual, dos quais cerca de 160 mil possuem incapacidade total de enxergar.

O deficiente visual enfrenta inúmeros obstáculos em seu processo de inclusão na sociedade, sendo para eles ainda mais difícil o acesso à informação, educação, cultura e ao mercado de trabalho. Entre os fatores de exclusão social do deficiente visual, destaca-se a reduzida oferta de literatura em braile, que é o sistema de escrita e leitura que se adequa às suas necessidades.

Conhecida também com a “escrita a branco”, o braile há mais de 150 anos se constituiu na linguagem para ler e escrever utilizada pelas pessoas com deficiência visual em todo o mundo. Criado em 1825 pelo francês Louis Braille – que na época tinha pouco mais de 15 anos – o método foi apresentado por ele quatro anos depois. Nascido na pequena aldeia francesa de Coupvray, em 1809, Braille tem uma história inspiradora e admirável: um acidente tornou-o aos três anos de idade incapaz de enxergar. Logo se adaptou à nova realidade e, para acompanhar as aulas e fixar as matérias, o menino decorava e recitava as lições.

Em 1819, aos dez anos, ávido por conhecimento, consegue uma bolsa de estudos e ingressa no Instituto para Jovens Cegos de Paris. Lá começa a aprender a ler por meio da impressão de textos em papel, que permitia dar relevo às letras. Embora possibilitasse a leitura, na hora de escrever o método tornava-se impróprio. Diante das dificuldades o jovem passou a pesquisar novos sistemas e se interessou por um criado pelo capitão Charles Barbier de La Serre, também baseado em relevo, conhecido como "escrita noturna", usada para transmissão e leitura de mensagens secretas militares, durante a noite. A partir daí, Louis Braille foi aperfeiçoando o método e, em 1829 publicou o primeiro manual detalhando o seu próprio sistema de leitura, conhecido mundialmente como "Método Braille”. Em 1852, Louis Braille morre deixando um importantíssimo legado.”

Gilberto Horácio

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Pelo amor de Deus!!! Só compre à vista!!!!




Algo engraçado me fez refletir em uma questão interessante:
Um de meus primos me repreendeu recentemente pelo fato de eu defender minha tese de não comprar nada, absolutamente nada a prazo. Tudo o que comprei até o dia de hoje, na minha vida, foi à vista.

Essa é apenas uma das muitas práticas que a sociedade adotou como sendo a correta quando na verdade é a errada. E de tanto ser incomum, aquilo que é certo passa a ser o errado.
As pessoas começaram a: primeiro, não dar valor ao suor do dinheiro que ganham; e segundo, querem satisfazer seus desejos imediatamente, pensando em primeiro ter o que querem e só pensar em pagar depois. E o que tem acontecido é uma catástrofe mundial em matéria de dívidas. Pessoas endividadas, muitas falidas, com crediários, empréstimos que poderiam ter sido evitados.

Eu defendo o seguinte pensamento: – só posso comprar se tenho o dinheiro para comprar. Se não tenho o dinheiro para comprar, óbvio, não comprarei!. È isso que as pessoas precisam entender. Mesmo pagando a prazo elas terão que pagar, e pagarão valores absurdos, muito além do que o produto que compraram pode valer.

A melhor alternativa é abrir uma conta bancária e nela depositar mensalmente um valor fixo como se estivesse pagando um crediário e quando o valor for atingido para o bem que se deseja comprar, deve-se sacar o dinheiro e comprar à vista. Embora a grande população não saiba (claro que os bancos e grandes vendedores do varejo tentam esconder isso) que além dos juros embutidos em compras a prazo (os maiores do mundo) existe uma série de outros acréscimos que são embutidos nas prestações. Despesas com todo o envolvimento do empréstimo e vendas a prazo são repassadas para compradores. Esse comportamento de comprar a prazo pode fazer com que o dinheiro do cidadão seja engolido sem que ele saiba para onde foi.

Um exemplo: alguém que ganha R$ 30.000,00 por ano e for uma pessoa que sempre compra a prazo, e sempre vive através de empréstimos, pulando de banco em banco, poderá ter comprado muito menos durante um ano do que alguém que ganha R$ 15.0000 por ano mas que sempre compra à vista, nunca pega empréstimos, e faz uma boa pesquisa de mercado quando vai às compras.

Além de se organizar e não pagar juros ou taxas, quem compra à vista ainda pode conseguir descontos razoáveis ao comprar á vista. Eu mesmo, já obtive até 25% de descontos em compras de eletrodomésticos, simplesmente pelo fato de estar com o dinheiro em mãos e comprar à vista. Isto é, além de não pagar juros, paguei um valor muito menor do que valor de mercado. Chamo isso de inteligência. Chamo isso de valorizar o suor ao ganhar o dinheiro através do trabalho. Salvo a rara exceção de um financiamento de um imóvel (o qual também fiz e recomendo, pois sou também contra o aluguel), onde pode durar 30 anos; e ninguém vai juntar dinheiro e esperar 30 anos para adquirir um imóvel. Neste caso um financiamento é a provável solução. Mas na grande maioria dos casos, inclusive para automóveis, o que sugiro é juntar e comprar à vista. No caso do automóvel, mesmo que não se junte o valor integral do carro que se deseja comprar, pelo menos o valor para dar uma boa entrada deve ser guardado no banco.

Cerca de 3% a 9% dos compradores não pagam suas dívidas, são inadimplentes, e quem paga esta conta são os bons pagadores que também compram a prazo, mas quitam. Consultas para abertura de crédito, emissão de recibos, ligações para empregadores, pagamento de funcionários de cobrança. Tudo isto é pago por quem compra a prazo.

Sei que é difícil andar de transporte coletivo e abrir mão de um automóvel por algum tempo, mas é uma sábia decisão. Isto, se você não quiser pagar em um carro que custa R$ 31,000 a vista, o valor acrescidos de muitos e muitos tributos, cerca de R$ 54.000. Isso é um absurdo. Jamais faria isso. No caso do automóvel, por exemplo, as pessoas se esquecem que junto das prestações terão que pagar IPVA, manutenção do carro (que pode se caríssima), seguro (para não ficar na mão do ladrão), além das prestações do financiamento e do combustível mensal (ainda não inventaram o carro movido a água).

Enfim, a melhor solução é desenvolver a paciência, e que nem tudo que o seu vizinho compra você precisa comprar também. Você só precisa pra viver o hoje de um pouco de comida, um pouco de água, uma roupa para vestir e um lugar para descansar a noite. O resto pode muito bem esperar, e quando você puder, você será feliz em comprar e poder dizer: “Isto é meu, pois paguei por ele.”

Gilberto Horácio