
Neste domingo ao assistir ao batismo de inúmeras pessoas na igreja que sou membro, Igreja Nova Vida, minha mente se voltou para o desfecho do seqüestro da jovem Eloá, que passou mais de 100 horas sob a mira de um revólver, mantida refém em sua casa pelo ex-namorado, Lindemberg Rodrigues, que a assassinou com dois tiros, um deles na cabeça. Após os batismos o Pr. Fernando, que dirigia o culto disse: “louvemos a Deus pela vida dessas pessoas que se batizaram agora. Se elas não estivessem aqui, onde elas poderiam estar agora?”
Neste momento eu pensei: “Se o seqüestrador Lindemberg, Eloá, e Nayara amiga de Eloá que também foi mantida refém, estivem “aqui”, ou seja vivenciando valores, entre pessoas que buscam a fé, entre pessoas que difundem um evangelho que fala de amor, paz, perdão, tolerância, certamente fatos com este seqüestro raramente aconteceriam. Isto é uma tarefa da igreja, da família, das instituições educacionais, das empresas para com seus funcionários, das ONGs e do governo também; difundir valores, ensino ao discernimento entre o bem e o mau e as conseqüências produzidas tanto pelo bem quanto pelo mau. A namorada está, agora, morta, e ele, o seqüestrador, preso. Essa e a conseqüência do mau.
A televisão mundial, especialmente a brasileira prioriza o que é fútil, o que é violento, o que não agrega valores, o que não educa, o que não constrói e isso tem contaminado as pessoas, as famílias e a sociedade. A ganância de governantes e pessoas comuns que desviam verbas que seriam para realizaem coisas sérias de assistência aos mais pobres, dentre outros fatores, leis não executadas e outras que até favorecem o crime, e mudanças de valores na sociedade, tem produzido milhares de “Lindembergs por aí”. Pessoas que não sabem mais discernir entre o bem e o mau, entre o certo e o errado. Pessoas que perderam o domínio próprio, em profundos conflitos existenciais e sem razão de até mesmo, existir.
É preciso que estejamos atentos ao mundo que teremos ano que vem, daqui a cinco, dez, 20 anos, para que tenhamos uma sociedade menos assustadora.
Psicólogos, religiosos, médicos, pessoas comuns, todos tentam explicar comportamentos como esse do seqüestrador que mata, até mesmo, alguém que diz amar, mas é algo realmente inexplicável.
Acredito ser este resultado a composição de seres humanos totalmente vazios, que são produzidos aos milhares, pela sociedade em que vivemos, e que de forma cada vez mais freqüente aparecem bem na tela de nossa TV e da sociedade que os ajudaram a serem construídos.
Ou o mundo se volta para Deus hoje, que nos conduzirá ao amor e ao educar os seres, ou a qualquer hora, qualquer um poderá ser a próxima “Eloá”.
Gilberto Horácio
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