quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Esqueça o passado, o presente e o futuro.

Outro dia me veio à mente a idéia de que o presente não existe. Ora, se amanhã é o futuro, quando chegar amanhã, o hoje será o passado, logo estou vivendo hoje o passado de amanhã e o futuro de ontem. De forma que tudo o que é novidade em minha vida hoje é simplesmente passado. Em um futuro breve tudo será obsoleto. Ao mesmo tempo que, estou vivendo no futuro de algum tempo atrás, a começar por ontem.

De forma que nossas projeções e planos para o futuro devem não se ater em consumir os nossos dias e nossa vida de forma obsessiva, pois quando alcançarmos este futuro almejado, estaremos, na verdade, vivendo um passado que será lembrado logo depois. Isso me leva a entender que tudo o que vivo é um passado que será lembrado logo… logo…. E que tudo o que vivo é o futuro que sempre imaginei como seria. Assim, concluo que o passado, o presente e o futuro ou, não existem, ou são a mesma coisa.

O que se pode tirar de proveito deste pensamento filosófico é que: aquilo que hoje parece ser novo, já está obsoleto, pois está dentro do passado de amanhã. Certamente dentro de alguns anos vamos rir dos computadores, televisores, celulares, automóveis e mais um monte de coisas que hoje usamos e achamos ultramodernos. Acredito que o meu computador, por exemplo, não vai precisar iniciar um sistema que hoje leva até alguns minutos, mas simplesmente ao apertar um botão liga/desliga, tudo estará lá prontinho para ser usado, igualzinho a uma TV.

Na verdade não temos nem como dimensionar o que virá por aí. Mas estejamos certos de que quando chegar, já estará obsoleto. O melhor a se fazer é esquecer que o tempo existe. Dias e noites, semanas e meses são rótulos para um mundo que não para de girar e para um tempo que podemos viver aqui e se você tiver um ponteiro de segundos de um relógio agora na sua frente, vai poder perceber a velocidade em que nosso tempo está diminuindo. Portanto, esqueça tudo e que seja o melhor da vida o que a vida tem de melhor, até que finalmente possamos conhecer a tão esperara eternidade ao lado do Deus que criou a vida e resolveu ser chamado de Jesus ao decidir manifestar-se em carne.

“O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.” Eclesiastes1:9

“E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.
E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.
E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis.” Apocalipse 21: 1,4,5

Gilberto Horácio


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Conhecimento não é sabedoria.

Já escrevi aqui no blog, há algum tempo atrás, sobre a distinção existente entre informação e conhecimento. Hoje, me veio à mente falar sobre a percepção da existência de uma grande distinção entre conhecimento e sabedoria.

Há uma grande corrida em busca de conhecimento. Com a evolução, rápida, das tecnologias de comunicação, em destaque a internet, o conhecimento se tornou mais acessível às grandes massas, ao mesmo tempo que se torna cada vez mais amplo o campo do saber. Novos cursos de graduação, pós-graduação em todos os níveis são criados diariamente, em todo o mundo, para tentar especializar pessoas em áreas que se desmembraram de outras áreas de conhecimento tradicionais.

O impressionante é que: quanto mais o homem adquire conhecimento, mais percebe a distância que existe para se alcançar o conhecimento desejado. Os campos são muito vastos e é impossível afirmar que alguém atingiu o domínio de toda uma área do saber. Sempre haverá algo novo, sempre haverá ramificações que levarão a novos campos de estudo. E é comum , grandes estudiosos, depois de uma vida em busca de conhecimento, parafrasear Sócrates, filósofo grego, ao dizer: “só sei que nada sei”.

A verdade é que o conhecimento transmitido ao longo dos séculos, entre os humanos, a evolução contínua da análise, da observação, do experimento sobre os fatos e coisas, principalmente após a invenção da escrita, trouxe grande melhoria da qualidade de vida dos seres humanos. Entretanto, este mesmo conhecimento que nos surpreende, em áreas como medicina, astronáutica, comunicação, trouxe também inúmeros problemas ao planeta, por sua degradação em conseqüência do progresso trazido pelo conhecimento.

É interessante pensarmos que mesmo com todo o conhecimento que possamos ter sobre inúmeros campos do saber, jamais, nada se comparará à sabedoria. Você já viu um médico que fuma? Óbvio que sim. E é o perfeito exemplo de alguém que tem o conhecimento e não possui a sabedoria. Ele sabe os malefícios que o fumo traz ao corpo, entretanto, não é sábio o suficiente para entender que pode parar de fumar. Da mesma maneira, há pessoas que detêm o controle de toda uma nação, de uma empresa, de um exército, mas não detêm nenhum controle sobre sua própria vida ou família. Não desenvolveram a sabedoria.

O exemplo clássico de sabedoria é o rei Salomão. Deus disse a ele que ele poderia pedir o que quisesse que lhe seria dado. Salomão poderia ter pedido o que quisesse, mas pediu apenas sabedoria; que ele fosse um homem sábio para julgar o povo. Deus ao ouvir isso, disse a Salomão que ele não apenas receberia o que pedira, mas também seria coroado de riquezas. Podemos notar que Salomão já era sábio por sua decisão e Deus o tornou o homem mais sábio que já se ouviu falar. (I Reis 3)

Vejamos alguns versículos que extraí da bíblia sagrada:

Provérbios4:7

"A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento."

Eclesiastes7:12

"Porque a sabedoria serve de defesa, como de defesa serve o dinheiro; mas a excelência do conhecimento é que a sabedoria dá vida ao seu possuidor."

Nos versículos citados a sabedoria é colocada como o bem acima de qualquer outro bem. Como defesa do seu possuidor ela tem a incomparável capacidade de dar vida àquele que a possui.

Na Bíblia Sagrada através das letras impressas no papel, surgem as palavras de Jesus, as profecias dos profetas, as histórias dos israelitas, a morte, a vida, os caminhos da retidão, da conquista clara e certa de que: para o que parece incerto, em cada letra, a própria e única e inigualável sabedoria será revelada.

A sabedoria pode ser adquirida, pode ser buscada, e ela, com fez Salomão, deve ser desejada acima de qualquer outro bem, e assim como Salomão a alcançou e com ela, tudo o mais que ela trás de bônus, podemos ter a certeza que: se tivermos a sabedoria, teremos o tudo que ela pode nos proporcionar.

Seja sábio em suas decisões. Em seus relacionamentos, pense… pense e pense um pouco mais, sobre tudo o que for fazer. Decida, reflita sobre suas decisões, reflita novamente e, imagine o que aconteceria se fosse tomar outro caminho, busque conselhos de pessoas sábias, e por fim coloque em prática o que você teve como resultado de seu pensar, pedindo sempre e em todo o momento que Deus o torne alguém sábio para decidir e para executar.

Desta forma, a cada dia, mais e mais, alcançaremos o desejado por muitos e alcançado por poucos: uma mente sábia e iluminada por um Deus que detém todo o conhecimento, toda a ciência e toda sabedoria para dar, àqueles que apresentarem, um coração de Salomão. E assim será possível encontrar o Deus de Salomão quando deixarmos que Ele encontre os “Solomãos” de Deus.

Gilberto Horacio

sábado, 24 de outubro de 2009

A loucura da pregação da Bíblia.

Em um domingo atípico em que eu seguia para um compromisso, em um evento, na parte da manhã, na zona sul do Rio; mais precisamente na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana, com uma das muitas paradas em um congestionamento, fiquei olhando uma pequena igreja, onde através das janelas de vidro pude ver que o pastor estava pregando. Reparei que as pessoas estavam apertadas lá dentro, mas todos com muita atenção e interesse na mensagem pregada. O detalhe é que estava um calor muito forte, e em Copacabana é comum as pessoas andarem pelas ruas próximas à praia de trajes de banho. Havia várias pessoas passando assim ali, dirigindo-se à praia.

Fiquei refletindo no que leva aqueles crentes a estarem demonstrando felicidade e interesse naquele homem de baixa estatura falando da Bíblia, em um ambiente apertado, em um dia de sol, em plena Copacabana, por certo, depois de uma semana de muito trabalho.
Lembrei-me do texto bíblico de I Cor 1:21-24 e 2:4 o qual transcrevo abaixo:

"Visto como na sabedoria de Deus o mundo pela sua sabedoria não conheceu a Deus, aprouve a Deus salvar pela loucura da pregação os que crêem.

Pois, enquanto os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria,

nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos,

mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus.

A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de poder;"

Aparentemente ao olhar o cenário de termos prazer de estar na igreja, e desejarmos isso com muita alegria, parece uma verdadeira loucura para muitos, mas para aqueles que conseguem perceber a preciosidade do que é se desligar de tudo e refletir, e ouvir alguém falar de uma sabedoria, que notoriamente não é humana, mas do próprio Deus, é algo que podemos considerar como achar um verdadeiro tesouro. A fé vem pelo ouvir e o ouvir da palavra de Deus.

Quando ouvimos, somos levados a um estado de percepção sobre Deus, a existência e a vida de forma que sozinhos jamais atingiríamos. O ouvir, analisar, refletir faz-nos aproximar do entender os reflexos da sabedoria suprema de Deus. E quando essa reflexão e este desligamento do cotidiano acontecem surge uma espécie de revelação. A fé brota no coração, surgem as forças, a luz, como se uma vista embaçada se clareasse imediatamente. E as coisas que ha horas atrás transcorriam em nossa mente: contas, negócios, bens, tecnologia, tornam-se secundárias e se desfiguram em clara VAIDADE.

A vontade que acredito que todos sentem ao chegar a estas percepções é a de que aqueles “que passam na calçada” em direção à “praia” também pudessem ter a percepção do tesouro de conhecimento e sabedoria que vem à existência na mente de cada pessoa que capta na pregação, nas entrelinhas, a sabedoria de Deus. Parece loucura um homem vender tudo o que possui , todos os seus bens para comprar um terreno cheio de mato. Ninguém pode entender o que de tanto valor pode ser visto em um terreno cheio de mato. Mas olha o que o texto bíblico diz:

“Também, o Reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo que um homem achou e escondeu; e pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem e compra aquele campo " Mt 13:44

Todo mundo via um terreno cheio de mato, mas o homem que o comprou sabia o que havia escondido ali debaixo daquele matagal.

A praia deve ser vista aqui como um simples elemento de exemplificação da idéia, e eu adoro, quando posso, também nela estar. Mas naquele domingo aprendi que: pode parecer loucura abrir mão de prazeres efêmeros da vida, e da própria vida, para estar em uma igrejinha calorenta e pequena, mas quem está ali investindo a vida, sabe o verdadeiro tesouro escondido lá, pra todos aqueles que quiserem desenterrá-lo.

“Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são;”
1 Coríntios 1: 27-28

Gilberto Horacio

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Não olhe para as ondas, mesmo que Jesus pareça estar dormindo.


Quando presenciamos uma grande tempestade, é comum ficarmos assustados com a força dos ventos e com a velocidade que a água cai das nuvens. Relâmpagos e trovões são um espetáculo à parte, entretanto, nos causam medo e mostram o quanto não temos autoridade alguma sobre nossa própria existência e que nossa vida está, de fato, nas mãos de Deus. Um simples descuido com os fenômenos da natureza e podemos perder a vida em segundos.
Tempestades em alto mar possuem um grau muito maior de risco, e consequentemente aterrorizam os mais experientes no mar. O som das ondas e do vendo sobre elas assumem proporções assustadoras e em poucos segundos pode submergir um grande navio com milhares de pessoas.
Os discípulos de Jesus tiveram essa experiência. Ao entrarem em um barco com o Senhor, veio uma tão grande tempestade que as ondas cobriam o barco. Uma situação desesperadora, que já saíra do controle. Jesus porém dormia.
É comum, as pessoas passarem por tempestades em suas vidas, seja no casamento, no trabalho, na vizinhança, problemas de saúde, dificuldades financeiras, verdadeiras crises que se mostram fora do controle. Nestas situações, chegam a dizer que sentem-se desamparadas, como se Jesus não estivesse presente, ou como que, mesmo presente, Ele parece não se importar, ou dormir.
Os discípulos ficaram com tanto medo da tempestade e das ondas, que acordaram Jesus; talvez com um empurrão, ou um leve chute, ou o puxando pelas vestes. A verdade é que quando a coisa apertou mesmo, eles foram até Jesus. Ele repreendeu: os ventos e o mar e tudo ficou quieto, no mais absoluto e completo silêncio. Até uma gota de água seria ouvida se caísse naquele momento.
Embora os discípulos tenham tomado a atitude esperada ao chamar Jesus como socorro na hora da angústia, eles por causa da incredulidade, por causa da fé imatura tiveram medo ao olhar a altura das ondas e não conseguiram perceber a soberania de Jesus explicita no seu ato de dormir em meio à tempestade, significando com isso, sua autoridade e domínio sobre todas as forças, inclusive, da natureza. Em meio ao caos Ele estava seguro. Os discípulos não perceberam que o barco JAMAIS afundaria.
Você acredita que esse barco pudesse naufragar? Obvio que jamais naufragaria. Pois Jesus estava nele. Mas Jesus sabia que jamais naufragaria, por que repreendeu: os ventos e o mar?
Ele fez isso, porque Jesus jamais deixará de socorrer e atender aquele que: com Ele estão, e Nele buscam socorro.
O que aprendo com isso, através desta revelação ao ler este texto? Que mesmo que o caos esteja estabelecido em sua vida, se você e eu estivermos com Jesus, não com uma fé imatura, mas com uma fé madura e sincera, Ele não nos deixará sucumbir. Acaso o barco afundaria com Ele dentro?
Ainda aprendo e compartilho com você que: não devemos olhar para a altura das ondas, mas para a soberania de Jesus sobre todas as coisas, e se Ele, parecer estar dormindo, é exatamente porque está tudo sobre controle.
A última coisa que aprendo é: quando nossa humanidade nos levar ao medo e ao pavor, devemos pedir socorro a Jesus, pois ainda que o fim seja de bonança e paz depois da tempestade, Ele poderá nos ouvir, por nossa fragilidade e fazer com que os ventos e o mar se acalmem e se siga uma grande paz pelo simples fato de eu confiar, amar e estar bem perto daquele que é poderoso para fazer todas as coisas.

Te desejo dias de paz.
Gilberto Horácio
Texto de referência : Mateus 8. 23-27

domingo, 11 de outubro de 2009

Agradecendo nas perdas. Isso é possível!

Em nossa vida temos que aprender a lidar com situações de perdas. E elas acontecem em diferentes áreas, especialmente na material e em relacionamentos.
Conheço, pessoalmente, casos de várias pessoas que tiveram automóveis roubados e não recuperados. Várias pessoas que tiveram o casamento desfeito ou o emprego perdido. Mas como entender, aceitar e suportar de forma natural todas essas perdas, até mesmo para a morte de alguém querido?
Refletindo sobre isso despertei-me para o fato de que quem perde algo, é porque possuiu algo a perder. Quem não possui nada, não tem nada a perder, entretanto, quem possui coisas e relacionamentos, sempre estará sujeito a perdas.
Quando perdemos algo, como o emprego ou um bem roubado, ficamos angustiados e abatidos, frustrados e em muitas vezes em um certo estado de choque. Todavia, quando compreendemos que se perdemos algo é porque possuímos este algo um dia, teremos, mesmo que em uma situação de angustia, um sentimento de gratidão a Deus por ter nos concedido possuir este bem ou relacionamento um dia. Enquanto que, muitos, nunca tiveram esse privilégio.
Você pode estar se perguntando: "Como agradecer a Deus por uma perda?"
Eu não estou querendo dizer que temos que agradecer a Deus pelas perdas, mas agradecer pelo que perdemos. Pois, se perdemos algo, é porque tivemos o privilégio de possuí-lo um dia. E isto temos que agradecer.
A perda traz com ela a falta. O lugar que aquele bem ou pessoa ocupava ficará vazio, e isso nos fará sentir falta. Essa falta, pode acabar produzindo em nós, após a angústia do perder, um sentimento de despertamento, de se reorganizar, de se mobilizar, de "se mexer" mesmo para obter algo que substitua ou ocupe, de certa forma, o lugar do que foi perdido. E isso pode ter um lado bom. Quem perdeu o emprego, terá que se mobilizar e se capacitar para arrumar outro e esse outro pode ser duplamente melhor que o anteriormente perdido. O automóvel roubado deixará uma lacuna tão grande, que fará com que o indivíduo se mobilize para adquirir outro mesmo que a longo prazo, mas que pode ser melhor que o anterior, talvez com espaço para um seguro que nunca esteve nos planos do anterior.
E assim para as demais coisas também, como uma amizade um namoro ou até um casamento, perdidos pela estrada da vida, ou por uma simples troca de município, estado ou país, que pode nos despertar para conquistarmos novos horizontes, que supra, de alguma maneira, espaços tão especiais.
De forma que quando passarmos por momentos de perdas, devemos agradecer a Deus, pelo tempo que ficamos com o que possuímos e certamente teremos força para lutarmos para conquistas melhores e maiores.
Nisso,começa a fazer sentido as palavras do Apóstolo Paulo que diz: "Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco." 1 Tessalonicenses 5:18.
E isso nos faz lembrar da história de Jó que perdendo família, bens e a própria saúde, manteve-se fiel e firme em sua fé, demonstrando com isso gratidão a Deus por TUDO e Deus lhe concedeu tudo de volta, ainda muito melhor.
Jó Cap. 42 vers:

12 E assim abençoou o Senhor o último estado de Jó, mais do que o primeiro; pois Jó chegou a ter catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas.
13 Também teve sete filhos e três filhas.
14 E chamou o nome da primeira Jemima, e o nome da segunda Quezia, e o nome da terceira Quéren-Hapuque.
15 E em toda a terra não se acharam mulheres tão formosas como as filhas de Jó; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos.
16 Depois disto viveu Jó cento e quarenta anos, e viu seus filhos, e os filhos de seus filhos: até a quarta geração.
17 Então morreu Jó, velho e cheio de dias.


Agradeçamos nas conquistas e nas perdas e vivamos o melhor de Deus para nós a cada dia, na certeza de que Ele tem cuidado de nós.

Gilberto Horácio

sábado, 3 de outubro de 2009

Promovendo uma NOVA VIDA. Associação Nova Vida

Atuais dependências da Associação Nova Vida

Ampliação da Associação Nova Vida
As igrejas de Nova Vida auxiliam a Igreja Nova Vida de Petrópolis na manutenção da Associação Nova Vida – Antiga CAMD – casa que dá assistência ao menor desamparado. A casa está em reforma e atende atualmente 41 crianças abandonadas pelos mais diferentes motivos. Estive na 14ª edição da festa anual que arrecada fundos para a entidade e pude ver a força e a seriedade que as igrejas de Nova Vida e em especial a Igreja de Nova Vida de Petrópolis abraçam a causa da associação. É algo contagiante ver no rosto de cada voluntário a alegria e o prazer de contribuírem, de alguma forma, para que o maior valor em dinheiro seja arrecadado para o sustento do projeto, que teve seu início em 1955, passando para a direção da Igreja Nova Vida de Petrópolis em 1992. A Associação está em obras, carencendo ainda mais do empenho e colaboração de todos.

O problema do menor abandonado é algo que se arrasta em todos os estados do Brasil há anos, sem que sejam demonstradas ações que realmente venham gerar efeitos mais sólidos de solução. A Igreja não pode e não age como o Estado age. Enquanto que o Estado promove ações para solucionar problemas, visando muitas vezes, politizar suas ações, a Igreja promove suas ações baseadas em desprendimento de amor e compaixão ministrados e estabelecidos pelo Senhor Jesus.

A Igreja de Nova Vida de Teresópolis, na tentativa de tornar a Associação Nova Vida auto-suficiente e oferecer iniciação profissional aos jovens abrigados e um mercado de trabalho àqueles que deixarão a instituição ao completar 18 anos, fez um comodato com a instituição em maio de 1997, das terras não utilizadas pelo abrigo, para iniciar o Projeto Pousada-Escola. A Igreja de Nova Vida de Teresópolis construiu a Pousada Milverdes com recursos de seus membros. Ao final desse comodato, todos os investimentos e benfeitorias pertenceria a Associação Nova Vida.

Conversei, algum tempo, com um dos meninos do abrigo, chamado Jonas, que está no abrigo há 6 anos, que disse que seu pai faleceu há algum tempo e sua mãe desapareceu. Ele se dizia insensível às circunstâncias da vida, dizia não chorar mais, nem de alegria e nem de tristeza. Mas que tinha seu coração grato, pela Associação Nova Vida existir e cuidar tão bem dele, através das “tias” que ele mencionou algumas vezes.
Aqueles que se sentirem motivados a auxiliarem a Associação podem entrar em contato com a Igreja Nova Vida de Teresópolis - http://www.invteresopolis.org.br/ para ser um contribuinte com a associação.

Também é possível ajudar à associação se hospedando na Pousada Milverdes que a Igreja mantém para profissionalizar os jovens que lá vivem. http://www.pousadamilverdes.com.br/
Eu visitei, tanto a Associação, assim como a Pousada e posso garantir que é um lugar belíssimo e que vale à pena conhecer. E através de momentos especiais com sua família na pousada você poderá contribuir para que este projeto cresça ainda mais. Ajudando àqueles que são abandonados pela família e pela sociedade.

Salmos 126:6) – “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos”

Essa é a força que move a Igreja, que contribui e faz o que o Estado faz mal: a certeza de que aquele que semeia em Deus, SEM DÚVIDAS, colherá em abundância.
Onde estamos semeando nossas sementes? E as suas? Já pensou?

Gilberto Horácio

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Deixe a ansiedade agora. Você pode.


A ansiedade tem tomado conta das pessoas. A competição criada em meio aos relacionamentos sociais, a ambição de um mundo globalizado e voltado para o comércio e o lucro tem criado uma legião de doentes em todo o mundo.
O indivíduo chega em seu ambiente de trabalho e tem que conviver com um clima de competição constante, criando, muitas vezes, um estado de alerta na mente e no corpo para sempre estar mostrando suas qualidades e capacidades.
Na igreja; na associação de moradores; no clube de futebol, onde tenho que mostrar que sou o melhor atacante; na academia o melhor destaque na esteira; no meio dos amigos, o mais conquistador dos melhores namoros; na internet, o que coloco mais fotos nos sites de relacionamento, o que mais viajo, mais vou à praia, o que sempre compra o novo celular (Afinal todos já estão com o novo lançamento e eu preciso ter também). Não é verdade?
O vizinho trocou de carro, preciso também trocar. O novo livro que todos já estão lendo e eu ainda não li! Como em uma conversa direi que não li este livro?
Os cabelos femininos parecem estar sempre em guerra de olhares. Parecem viver em um constante campeonato de beleza, para se saber qual melhor se destaca, onde o campeonato nem jurados tem.
A verdade é que este ambiente e este clima de constante competição produz nas pessoas, sem que venham perceber a curto prazo, um estado de ansiedade extremamente perigoso.
Percebendo isso, comecei a mudar o foco de minha atenção e de meu olhar. Em vez de me preocupar demasiadamente com o que não tenho, devo olhar e depositar minha atenção no que eu tenho. Essa simples mudança de olhar é capaz de, aos poucos, nos tirar de desse estado permanente de ansiedade.
Temos um problema muito sério em nós que é o fato de não nos contentarmos com o que possuímos. Se ganhamos pouco, muito queremos, mas se temos o muito, queremos ainda mais. Diante dessa realidade, podemos concluir que nunca estaríamos saciados ou completos; de forma que colocar o foco no que não possuímos é nosso grande erro.
A cada manhã olhe para o que voe tem, e não para o que não tem. Mesmo que o que você tenha seja um pedaço de pão com manteiga, e um telhado para se abrigar. Isso é o suficiente para você estar vivo hoje, desfrutando o viver e a saúde que dinheiro ou status algum pode suprir.
Quando vamos descendo o nível de ansiedade em nossa mente e corpo começamos a colher o resultado disso que é o surgimento gradativo da paz. Menos ansiedade, muito mais paz. Se você tem uma casa, agradeça a Deus por ela. Se ela é alugada, agradeça a Deus por ela. Se seu carro é novo ou velho, agradeça a Deus por ele. Você vai começar o notar o quanto você já tem am abundância em relação ao que já possuiu no passado e vai ver que isso é o suficiente para você viver o hoje. Ainda que busque o melhor para si, isso será acrescentado a você diariamente e gradativamente em sua vida.
Mario Covas, ex-governador de São Paulo, antes de morrer muito doente disse o seguinte: “Como posso eu reclamar de alguma coisa, se Deus já me deu o maior dom que possa existir, que é a vida?”
Obvio que a competição saudável e dentro dos limites, é importante, para produzir resultados excelentes em cada um de nós. Mas nunca devemos nos esquecer de que o Universo tem em abundância, recursos para todos, sem que precisamos nos “esbofetear” para obtê-los.
Receba, medite, absorva e se conceba dentro das palavras do Senhor Jesus as quais transcrevo abaixo. As quais se fossem conhecidas por todos, não teríamos a competição e a ansiedade que fazem adoecer. E pessoas presas aos cuidados desta vida, não desfrutam a plenitude que é ter uma vida de paz..

MATEUS 6

“25 Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?
26 Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?
27 E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?
28 E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;
29 E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.
30 Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?
31 Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?
32 (Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;
33 Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
34 Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal."

Palavras de Jesus.

Gilberto Horácio

domingo, 20 de setembro de 2009

Uma voz que não se calará. - Nilson do Amaral Fanini


“O pastor Nilson do Amaral Fanini, único brasileiro até hoje a assumir o cargo de presidente da Aliança Batista Mundial, morreu nesta madrugada, às 4h46, nos Estados Unidos.
Ele começou sua carreira religiosa na década de 1950, tendo sido consagrado pastor na Igreja Batista da Tijuca e, posteriormente, pastor itinerante no norte do estado do Paraná.

Ele se casou com Helga Kepler Fanini e fez mestrado no Southwestern Baptist Theological Seminary, em Fort Worth, no Texas, nos EUA. De volta ao Brasil, pastoreou a primeira Igreja Batista de Niterói por 41 anos, foi presidente da Convenção Batista Brasileira por 11 vezes e presidiu a Aliança Batista Mundial, por três anos.”
Com imensa tristeza recebi esta notícia agora. Durante 11 fui crente batista e pude acompanhar bem de perto o ministério do pastor Fanini.
No início de minha caminhada no evangelho, ele foi uma de minhas referências principais. Quando ele pregava todas as segundas-feiras no Projeto Cristo em Casa da Rádio Melodia era um momento sublime em que eu como novo crente mergulhava em suas mensagens inteligentes e sábias, sempre enfatizando um amor incondicional ao Senhor Jesus, à sua esposa Helga, à Primeira Igreja Batista de Niterói e à denominação batista.
É com profunda e estranha tristeza que lamento seu falecimento. O timbre de sua voz eu nunca esquecerei , assim como suas mensagens. “As ovelhas ouvem a voz de seu pastor e a reconhece”.
Fico na certeza absoluta de seu gozo pleno, agora, e eterno na presença de nosso Salvador Jesus que deu a vida por ele, e pelo qual ele também dedicou sua vida.
Fico imaginando as milhares de pessoas anônimas neste mundo que agora possuem o mesmo sentimento que eu estou sentindo: de terem sido abundantemente abençoadas e alcançadas pelo ministério do Pastor Fanini.
Minha esperança está nas palavras de Jesus que disse “eu vou preparar um lugar para vocês para que onde eu estiver estejais vós também” e ainda. “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crer em mim ainda que esteja morto viverá”.
Um dia direi ao Pastor Fanini o quanto sua vida foi diferencial em minha vida para a fé e a salvação. Ele plantou sementes que germinaram em árvores que dão frutos que gerarão outras sementes capazes de eternizar sua vida e amor a Jesus.
Sigamos suas pisadas que são marcadas onde Jesus marcou o chão.
Até quando nos encontrarmos na presença de Jesus na eternidade.
Paz
"Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos" Salmos 116:15

Gilberto Horácio

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Órfãos. Veja o que podemos fazer.

Gostaria de compartilhar com todos uma experiência que tive nesta semana que foi a visita a um orfanato. Nunca havia estado em um orfanato antes, e já há algum tempo aguardava essa oportunidade. Nesse orfanato ficam crianças até 5 anos de idade, vítimas inocentes por diversos motivos, de abandono por parte de seus pais. Cheguei ao orfanato exatamente no horário em que as crianças dormiam, após o almoço, e pude percorrer, com uma amiga, todas as dependências da instituição com muita calma, observando todos os detalhes.

As crianças estavam muito bem alimentadas, limpas e vestidas. Cada uma possuia suas roupinhas e brinquedos com áreas específicas para sua idade, assim como um berço ou camas individuais também muito limpas, em quartos arejados e protegidos. Havia funcionárias na cozinha, no berçário, na área de recreação, pelo menos umas cinco funcionárias cuidavam das crianças no momento da visita.

A dispensa estava com mantimentos e havia doações ainda aguardando para serem catalogadas, que alguém trouxera pouco antes que chegássemos ali.

As paredes estavam bem pintadas e coloridas com imagens de desenhos por todos os lados. Os banheiros limpos e organizados, fraudas descartáveis à disposição das trocas sucessivas e contínuas.

Fiquei então pensando o que mais aquelas crianças precisavam, foi quando a amiga que me acompanhava, pegou uma das crianças no colo, com apenas 8 meses de vida e ficou com ela alguns minutos no colo. A menininha sorriu e ficou com os olhos brilhando de uma alegria indescritível e contagiante. O mundo que ela pode compreender estava completo: suprimento e carinho.

O grande porém, é que ao ser colocada no berço novamente, para irmos embora, a menininha chorava convulsivamente enquanto partíamos, e ao olhar para trás pude ver o que realmente falta para todas aquelas crianças: um futuro. O que será daquela criança? Qual futuro terá? Abandonada, rejeitada e só. Apenas ela no mundo, só. Ninguém a conhece, a reconhece, a acolhe. Com menos de 1 ano de vida, indefesa e absolutamente sozinha, à mercê das loucuras que a humanidade oferece.

De acordo com dados da Unicef, mais de 3,7 milhões de crianças brasileiras são órfãs de pai ou de mãe.

E o que podemos fazer? foi o que me indaguei. Acredito que orar pelos países pobres, e orar por nossa nação. A orientação bíblica é que oremos por nossos governos, e isto deve ser sem cessar. Difundir o evangelho de Jesus, seus ensinos e seu poder que podem trazer a transformação das pessoas para que o mundo seja mais “habitável”.

Lutar pelo direito à educação de todos os cidadãos, e isto com cobrança contínua de nossos governantes para que a educação produza no futuro pessoas menos irresponsáveis na sociedade. E ainda nos dispusermos a ajudar, voluntariamente, pelo menos aos casos próximos a nós. Se cada um de nós for o próximo do nosso próximo, todos serão socorridos. Não precisamos ir muito longe para isso. Você pode começar visitando um orfanato. No site http://portaldovoluntario.org.br/ é possível conhecer vários deles e ainda se tornar um voluntário.

Ainda é possível, dentro da realidade de vida de cada família, chegar ao extremo sublime de adotar uma destas crianças. E por fim EXIGIR o auxílio dos governos no atendimento pleno que garanta um futuro digno a todas essas crianças órfãs que já sofreram o abandono e possuem agora, assim como a menininha que vi no orfanato, apenas a nós.

Você também pode ajudar.

Lar Jesus é Amor
Cidade: Duque de Caxias
Estado: Rio de Janeiro
Local: Rua Itabira, n° 575 Tel: 26714023
Público: Infância;
Causas: Responsabilidade Social;
Descrição: Fundada em 15 de junho de 1990, atende crianças de 0 a 5 anos.

Gilberto Horácio

sábado, 12 de setembro de 2009

É melhor não ser aceito pelo que sou do que ser aceito pelo que não sou

Essa frase, me fez refletir um pouco sobre o que as pessoas são capazes de fazer para serem aceitas em determinados grupos da sociedade, ou nas chamadas “tribos”. Estes esforços para se enquadrar em determindados padrões, para assumir um comportamento pré-determidado é mais evidente na adolescencia quando a fase de escolhas de vida é mais intensa, como a profissão, o caminho relacionado à fé, e hobbies, por exemplo, são consolidados. Mas ao longo de toda a vida, as pessoas buscam ser aceitas.


Como os seres humanos são seres sociais, isso possui até determinado nível, uma normalidade. Entretanto, há pessoas que rompem os limites aceitaveis, e passam a assumir personalidades e atitudes para serem aceitas em determinados grupos, que em muitos casos, chegam a anular suas crenças, valores e o respeito a si mesmas para não sofrerem o “dano” do que uma possível reijeição lhes causariam.


Isso acaba produzindo um “monte” de gente que vive na superficialidade, na aparência, e vivendo vidas não autênticas diante do que realmente são. Beber socialmente? Fumar porque todos fumam? Usar aquela roupa que não se adequa a minha persolalidade, mas é o que o grupo usa? Estar em determinado lugar que me faz mal, mas todo mundo vai lá? Agir “como se fosse” mesmo não sendo?


Cada um de nós deve assumir , que em momentos isolados em nossas vidas, mesmo que não intencionalmente, assumimos tal atitude.
Lembro de um amigo que tinha um papo super fino, mas quando aparecia a rapazeada falando de futebol, pronto! Era o que bastava. Seu vocabulário mudava radicalmente, e era até engraçado notar isso, sem que ele percebesse, se trasformava em outra pessoa, “apimentando” com um “palavrão” o fim de cada frase. Que coisa!!!!!! Como é o autêntico papo da camarada? O anterior ou o quando a rapazeada chegava? Acho que nem ele sabe.


Hoje, mais do que nunca, acredito que devemos ser exatamente aquilo que somos. Nunca devemos ser o que não somos. Mesmo que identifiquemos em outras pessoas características e comportamentos que gostaríamos que tivessemos, não devemos mudar, com o objetivo de sermos iguais a ninguém, ou para sermos aceitos em qualquer grupo que seja.


Cada um de nós possui suas qualidades e caracteísticas que são únicas no Universo, e por que mudar? Se mudarmos para sermos iguas à maioria, ou a um comportamento comum, a essência que era para representarmos na vida, deixará de existir, pois somos únicos.
Se nos aceitarmos, se formos autêncos no que somos, ainda que não sejamos aceitos por alguns, saberemos que somos o que somos e isto fará com que sejamos reconhecidos, respeitados, e aceitos pelo que realmente somos. O que você realmente é, é o que realmente importa e te faz especial.
"Tu, porém, permanece no que aprendeste, e de que foste instruído, sabendo de quem aprendestes"
2 Timóteo 3 V. 14

Gilberto Horácio

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Proteção e preservação de animais domésticos.


Maus tratos contra animais infelizmente á algo muito comum. Cabe a cada cidadão zelar pelo bem-estar de seus animais de estimação, assim como denunciar qualquer tipo de abuso às autoridades competentes.

Nesta semana ao receber a notícia de que um grupo de pessoas, em uma tenda , estava recolhendo assinaturas, no centro do município de Duque de Caxias, para aprovação de lei que promove a esterilização de gatos e cães, fui até lá para obter melhores informações.

Segundo Vanderlei da Siva, responsável pela coleta das assinaturas, na verdade, a lei foi aprovada na câmara municipal, por unanimidade e agora será sancionada pelo prefeito Zito; e que a coleta de assinaturas era para enviar à câmara como um manifesto de agradecimento pela aprovação da lei.

A tenda exibia fotos de animais abandonados nas ruas, machucados, amputados, famintos e o mais impressionante é que observei que se formavam filas de pessoa desejosas em assinar o livro, assim como interessadas em obter todos os detalhes da lei e de se mostrarem solidárias à atitude. Isso demonstra que a grande maioria das pessoas não tolera que os animais sejam mal tratados o que não justifica o descuido da maioria dos municípios do Brasil para com os animais, já que a população espera ações do estado para este fim.

É uma excelente atitude, controlar o crescimento populacional destes animais, por parte do poder municipal. Políticas públicas voltadas para a preservação de animais em extinção não devem extinguir cuidados por aqueles que estão no lado oposto desta situação com uma população exagerada, como acontece com cães e gatos.

Menos cães e menos gatos significa dizer que haverá menos sofrimento e mais saúde para todos. Com a população destes animais reduzida, o interesse por eles será suprido pelas pessoas que gostam de animais de estimação de forma mais equilibrada. É a velha lei da oferta e da procura. Menos animais circulando, serão muito mais valorizados por seus donos e por quem deseja ter um destes animais.

Cuidar bem destes animais é uma obrigação, visto o benefício que trazem aos que os possuem, deste a simples proteção de casas, no caso dos cães, como em trabalho como cães farejadores, guias para deficientes, ou simplesmente companhia. A verdade é que são poucas as pessoas que nunca tiveram um destes bichos em casa. Inclusive, há tratamentos médicos que recomendam a aquisição de animais de estimação, para ajuda na recuperação de pacientes .

Os atos de abuso e de maus-tratos com animais configuram crime ambiental e, portanto, devem ser comunicados à polícia, que registrará a ocorrência, instaurando inquérito. A autoridade policial está obrigada a proceder a investigação de fatos que, em tese, configuram crime ambiental

Ao se dirigir à denúncia cite o artigo 32 "Praticar ato de abuso e maus-tratos à animais domésticos ou domesticados, silvestres, nativos ou exóticos ", da Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/98.
Quem desejar mais informações sobre o assunto pode entrar em contato com Vanderlei da Silva pelo e-mail vanderleiauau@hotmail.com, e obtendo também informações sobre a OIPA - Organização de Informação e Proteção aos Animais, mantida por Vanderlei.
Acesse também o site da SUÍPA (Sociedade União Internacional Protetora dos Animais) - http://www.suipa.org.br
Por todos os motivos preservemos e lutemos pelo bem estar de todos os seres vivos.

Gilberto Horácio

sábado, 29 de agosto de 2009

Cristãos perseguidos. Você se importa?


Paul e um prospecto sobre cristãos perseguidos

A Igreja Nova Vida de Duque de Caxias, recebeu no último dia 19 de agosto o missionário Paul Estabrooks, correspondente Internacional da Missões Portas Abertas no Brasil. Fiquei maravilhado e ao mesmo tempo perplexo ou ouvir depoimentos de Paul sobre o que Deus tem realizado em países onde o evangelho ainda encontra barreiras para atingir as pessoas. Ele nos convocou para que, como Igreja , possamos orar pelos irmãos que vivem nestes países e são perseguidos, pelo simples fato de desejarem viver para Cristo e levar o evangelho a outras pessoas. Segundo Paul, muitos pastores e missionário são mortos, ameaçados, torturados, esquecidos, presos , por manterem-se fimes em suas convições de fé no Senhor Jesus.

É de nos chocar, o fato de termos no Brasil tamanha libertade de culto, Bíblias vendidas por menos de R$ 10,00 em cada esquia, enquanto que em alguns países, cristãos possuem apenas fraquimentos da Bíblia Sagrada, pois assim dividem entre os grupos de cristãos as poucas Bíblias que possuem, e isto em reuniões secretas, tendo suas próprias vidas sob perigo constante, frente às autoridades, prinipalmente mulçumanas.Paul visitou cristãos de países restritos como Cuba, Tibet, China, Mongólia, países da África, América Latina, Sul e Sudeste Asiático e Oriente Médio.
Um dos fatos que ele contou foi o de uma menina chamada de Esterlina, mostrando a foto dela para a igreja. Uma menina que foi sequestrada de seu pai, um missionário que atua pregando o evangelho em um país dominado pelos mulçumanos. Os sequestradores desafiaram ao missionário dizendo que sua filha somente seria devolvida se ele parasse de falar no nome de Jesus de Nararé. O missionário, crendo que sua existência e seu chamado foram elaborados pelo próprio Senhor Jesus, continuou cumprindo sua missão, crendo que Deus teria o poder de livrar sua filha Esterlita. Como não atendeu o pedido dos sequestradores, a menina foi vendida para uma casa de prostituição, em um lugar desconhecido. O missionário continou crendo e cumprindo sua missão, crendo que até nos mortos Deus é poderoso para trazer sua filha. Alguns anos depois, cerca de 3 anos, ele ficou sabendo que a menina havia conseguido fugir no primeiro dia em que foi vendida e que uma falmília a encontrou e cuidou dela todos estes anos em que ele continuara cumprindo sua missão. Isso significa que: Deus sempre cuidará daqueles que o amam, ainda que não seja possível entender agora, será visível a ação de Deus sobre as circunstâncias de nosas vidas, no futuro.

As Igrejas Nova Vida apoiam o ministério Portas Abertas e você pode apoiar também.Você pode acessar o site do ministério Portas Abertas (http://www.portasabertas.org.br/), se envolver de alguma forma, seja orando, divulgando este ministério como estou fazendo aqui ou ainda doando recursos para que o ministério portas abertas possa chegar onde você, talvez , não possa, que é atingir e socorrer a igreja perseguida em todo o mundo. Sejamos nós, a família que Deus usou para proteger e abrigar Esterlita. Esta história é real, verídica dentre centenas de muitas outras que aconteceram e ainda hoje acontecem contra a Igreja Peseguida. Mas uma coisa é certa, ela, a Igreja atravessou os séculas e está viva e para sempre estará, pois fiel é o que prometeu e que também está Vivo, e no meio de nós; o próprio Senhor da Igreja, o próprio Senhor Jesus.
Se você também quiser saber um pouco mais sobre outros projetos missionários acesse também este link sobre o ministério AlFa e Ômega (http://gilbertohoracio.blogspot.com/2008/10/agentes-de-transformao.html), que atua evangelizando universitários.

Gilberto Horácio

sábado, 22 de agosto de 2009

Exposição da Bíblia em Diversos Idiomas e em Braille


O Seminário Teológico Batista de Duque de Caxias apresenta em parceria com a Sociedade Bíblica do Brasil, e pela primeira vez em Duque de Caxias, a exposição da Bíblia em diversos idiomas, inclusive em braile, acontecendo na biblioteca da Unigranrio até o fim de agosto.
Eu visitei a exposição e vale à pena conferir. Dentre os idiomas que me surpreenderam foram o hebraico, e a língua chand, mas há bíblicas em alemão, francês, inglês, chinês e em mais diversos idiomas, inclusive indígenas.
Também há uma apresentação de perfumes descritos em diversas passagens bíblicas, como mirra, nardo e rosa de saron. O perfume é realmente maravilhoso, o que parece nos fazer visualizar Maria derramando o nardo sobre os pés de Jesus.
De forma magnífica também podemos ver uma bíblia em braille pesando cerca de 40kg e que agora estará disponível na biblioteca da Unigranrio permanentemente, para que todo deficiente visual que deseje lê-la possa ter acesso, como um presente da Sociedade Bíblica do Brasil para a biblioteca.

A Unigranrio fica na Rua Prof. José d Souza Herdy 1160, 25 de Agosto no Centro de Duque de Caxias (Atrás da delegacia).
O Site do Seminário Teológico Batista de Duque de Caxias está no seguinte link: http://www.stbdc.com/.
O site da Sociedade Bíblica do Brasil está no seguinte link: http://www.sbb.org.br/.
Você também pode ler um pouco sobre a história da bíblia em braille em um post que escrevi aqui no blog em 2008 no seguinte link: http://gilbertohoracio.blogspot.com/2008/06/o-deficiente-visual-tem-o-direito.html.
O deficiente visual também precisa aprender e conhecer os tesouros da Bíblia Sagrada, capaz de trazer vida àqueles que os descobrem nas entrelinhas deste livro milenar dado à humanidade, escrito por homens inspirados pelo próprio Deus criador do Universo, da Terra, do homem e da vida.

Gilberto Horácio

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Notícias podem mudar a sua vida.


Há momentos em nossas vidas em que parece não haver saída ou solução para determinadas situações e circunstâncias que surgem diante de nós. Estamos caminhando, de forma tranqüila e com passos seguros em direção a nossos ideais e objetivos e de repente, num momento, estamos paralisados, em pé, de mãos na cabeça diante de fatos que nos envolvem; circunstâncias que nos afetam e atingem. Ficamos ali, olhando para o gigante que se colocou diante de nós, quando tudo parecia estar bem. Isso é o que aprendi a chamar de “notícias alternadoras do curso da vida”.
As notícias fazem parte da vida. Os fatos se sucedem, involuntariamente e seqüencialmente a todos os momentos. Alguém, nascendo, alguém morrendo, alguém demitido ou contratado, um novo vizinho que chegou, um avião que caiu, uma sentença que foi executada, uma aprovação em um concurso, o salário que saiu. Mas a notícia possui a sombria capacidade de mudar tudo.
Quando abrimos nossa caixa de e-mails, recebemos um SMS, ou um telefonema, quando alguém bate à porta de nossa casa, às 23h450 da noite de um inverno chuvoso, estamos à mercê dos riscos que uma notícia pode trazer. Acredito que todos possuem um certo receio das notícias. Elas podem trazer a felicidade e a alegria num piscar de olhos, como também dias nebulosos. Ela tem a capacidade de alternar o curso de nossas vidas.
Lembro de alguém, que certa vez, ao receber a notícia que seu pai havia sofrido um infarto, dirigiu seu automóvel ao hospital com terror e temor de que o telefone tocasse no caminho. E o telefone tocou. Seu pai não resistiu e morreu. Sua vida nunca mais foi a mesma.
Telefonema do Recursos Humanos quando se é recém casado e com um filho recém nascido. Notícia.
Quão impactante a notícia do avião em que estava um ente querido pode ser? Afinal a empresa era mantida por aquela pessoa. Ela era o esteio da empresa ou da casa, ou da igreja. Como será de agora em diante. Tudo terá que ser reorganizado, pessoas desligadas, contratos desfeitos, bens desmembrados.
E o curso da vida “daquele” e da família “daquele” que soube ontem do câncer maligno em fase terminal. Da mãe que soube do filho preso, hoje?
Notícias podem mudar nossas vidas para melhor e trazer coisas que há muito esperávamos, e podem mudar o curso de nossas vidas para melhor, mas também trazem o risco dos gigantes.
Isso significa que estamos à mercê dos acontecimentos? Sim estamos. Mas algo fundamental é a certeza e a busca para si mesmo desta certeza, de que não estamos sozinhos neste mundo. Alguém nos pensou e nos criou. A mente de alguém. A mente de Deus. Ele, embora muitos não percebam, rege o Universo e todos os fatos e acontecimentos passam por seus olhos.
A tempestade que sopra sobre os pintinhos faz com que se abriguem debaixo da asa da galinha. Não importa se serão atingidos, importa que saibam que estão abrigados e protegidos. E é exatamente o que faz o poder da fé. Não importa que sejamos atingidos pelas circunstâncias da vida; importa é que saibamos que estamos abrigados. E este abrigo está na fé. Está em Deus.
Que somente as boas notícias, sejam proclamadas a nós. Mas quando surgirem, e elas surgirão, as “notícias alternadoras do curso da vida”, esteja e busque estar debaixo das asas da fé, das asas de Deus, para que sejamos ou não atingidos, o melhor será estar abrigados e conscientemente protegidos por quem proverá auxílo em qualquer circunstância.

"AQUELE que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.
Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro."
SALMO 91: 1, 4

Gilberto Horácio

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Informação não é conhecimento.


Com a facilitação e a abertura do acesso à informação às grande massas, pelos mais diversificados meios de comunicação, somos bombardeados diariamente com conteúdos de jornais, revistas, e-mails, sites da internet, celular, televisão, rádio, livros para todos os gêneros, idades e interesses.

Ficamos cada vez dependentes destes meios de informação, e a quantidade de conteúdo acaba se tornando um problema, visto que já não somos mais capazes de absorve-lo.

A informação em tempo real alavanca negócios e relacionamentos em todas as esferas, e se tornou uma exigência no ambiente de trabalho de quase totalidade das pessoas.

O procedimento padrão ao se ligar o computador é o de leitura de e-mails, consulta a sites informativos, e de link em link nossa mente vai sendo desafiada a guardar informação e mais informação.

Notícias locais, internacionais, cotações financeiras, o trânsito engarrafado, a previsão do tempo para o próximo dia, o evento que estamos esperando, o novo livro que saiu, o novo filme que está em cartaz e ainda não vimos, um novo método, conceito ou descoberta dentro de nossa profissão, o idioma que estamos estudando, o curso que estamos fazendo, e por aí vai....

Com isso, muitas vezes nos encontramos mergulhando e estudando sobre um assunto em que foge completamente nossa área de conhecimento. Pesquisamos sobre alguma enfermidade que tivemos, principalmente na internet, pesquisamos dados sobre os times e jogadores do campeonato que gostamos, sobre uma determinada religião, sobre tipos de vinhos, lugares que queremos conhecer, sobre a política do município, estado ou país onde vivemos e queremos cada vez mais ter informações, sobre fatos e assuntos dos mais diversos.

Cinema, música, tecnologia, tudo exige atualização contínua e há a possibilidade de recebermos informativos no celular a todo o instante, acessar a internet de todos os lugares, recebermos e-mails de sites cadastrados por assuntos específicos. Resultado: viramos vítimas do excesso de informação que nossa mente jamais poderia absorver. Com isso a tendência é que se chegue à fadiga mental e ao estresse.

Entretanto, o maior perigo é o preenchimento do tempo, e confundirmos bagagem de informação com bagagem de conhecimento. A informação pode ser volátil e passageira, superficial e não duradoura, enquanto que o conhecimento é maduro, sólido e duradouro.

A realidade é que lemos muito e aprendemos pouco. Estamos estudando um pouco de tudo e tendo conhecimento de muito pouco. Será que as dezenas de apresentações em PowerPoint, textos e correntes que recebemos diariamente em nossos e-mails precisam realmente ser lidos?

Será que a leitura dos próximos capítulos das novelas, a leitura dos melhores momentos do jogo do time da segunda divisão, o aprofundamento dos estudos arqueológicos do Egito, gravando os nomes dos arqueólogos só para contar em uma conversa de amigos é realmente fundamental?

É comum reclamarmos de falta de tempo para nos aprofundarmos nos estudos e especializações na área em que atuamos, mas é comum desperdiçarmos tempo consumindo informação que, por vezes, achamos ser conhecimento e na verdade não é.

Acredito que num universo cada vez mais poluído de informação “pipocando” de todos os lados é bom identificarmos que o que realmente nos agrega é o conhecimento e sua solidez, o qual o tempo não apaga.

O segredo parece ser perguntar a si mesmo, sempre: “Eu preciso realmente ler e manter-me atualizado nisto? Eu preciso realmente saber sobre este assunto? O que isto me acrescentará? Imaginar-se num verdadeiro self-service da informação em que eu escolho colocar em meu “prato” somente aquilo que, de fato, preciso para me alimentar.

E obrigado por você ter escolhido ler este texto, espero tê-lo feito refletir sobre a questão, sem ter tempo perdido.

Gilberto Horacio

sábado, 25 de julho de 2009

A Fazenda


Até hoje não assisti nenhuma edição do BigBrother Brasil, programa vinculado à Rede Globo de televisão, onde os participantes são confinados em uma casa por meses, onde a cada semana um deles é eliminado, sendo o participante que ficar na casa, por último, o ganhador do prêmio.
Recentemente, acompanhando algumas exibições de capítulos de “A Fazenda” da Rede Record de Televisão, programa com uma proposta melhor do que o BigBrother, por ser em uma fazenda e ter todo um contexto rural, pude perceber que o programa é uma excelente fonte de observação do comportamento das pessoas, principalmente para os psicólogos.
Assistindo a um desses capítulos, um diálogo de duas das participantes, Danni Carlos e Danielle Souza, tive uma opinião conjunta, sobre o que elas refletiam.
Confinadas na sede da Fazendo há 2 meses, sem acesso a TV, rádio, internet, celular, ou qualquer meio de comunicação com o mundo externo, elas comentavam o sobre o assunto do confinamento e da ausência de informação. Disse Dani Carlo: - “Você tem notado que já estamos aqui há quase dois meses e não sentimos nenhuma falta do telefone celular?” A outra participante, Daniele, respondeu: “ – É verdade, nem mesmo da televisão sentimos falta. Isso significa que podemos viver perfeitamente sem estas coisas”.
Isto é uma grande verdade. Em nosso dia-a-dia nos prendemos à tecnologia e à informação de forma tão desesperada, que nos tornamos dependentes de tais coisas. Nos comportamos como que se não tivéssemos acesso ao celular, à internet ou à informação, não poderíamos viver. Isto é dependência.
Há pessoas que possuem dois, três celulares diferentes, e os usam de forma paralela. Consomem informação a todo o instante e já não admitem ouvir alguma notícia pela boca de um amigo, sem que primeiro já tenha visto algo na TV ou na internet. Acabamos, com isso, ficando presos a necessidades, e preenchemos com elas e outras coisas mais, um tempo valiosíssimo que poderíamos estar empregando, talvez, quem sabe, em coisas mais nobres. Não que não tenhamos tais tecnologias e entretenimentos, mas que possamos controlar melhor o seu uso, e voltarmos, por exemplo, a brincarmos de bola com as crianças no quintal de casa, ou na rua, ao invés de permitir que elas fiquem horas e mais horas na frente de um Vídeo Game, de uma TV e do computador.
Nem sempre aquilo que parece ser impossível que vivamos sem ter ou usar, realmente é essencial.
Alguém, certa vez, falando sobre o progresso do município e a tecnologia disponível onde vive, me disse: “-Que bom que nasci e estou vivendo nestas décadas, pois quem viveu neste município há uns 50 anos atrás só andava na lama, e não tinha acesso a nada. Que vida essa gente vivia?”
Eu respondi com a seguinte frase: “Elas nadavam e pescavam e passeavam com a família nos rios que agora nós transformamos em valão. Dormiam com as janelas abertas e sobrava um pouco de tempo ainda para ser mais felizes”.
Será que eles desejariam trocar a vida que viviam pelo progresso que alcançamos?

Gilberto Horácio.


sexta-feira, 10 de julho de 2009

Quanto vale o seu corpo


A tabela utilizada por seguradoras e agora uma tabela semelhante, utilizada pelo governo para pagar indenizações em acidentes de trânsito, através do imposto que pagamos junto ao IPVA, o Seguro Obrigatório para Veículos Automotores, o DPVAT, tenta definir valores que devem ser pagos em caso de invalidez e perda de partes do corpo humano.

Ao observar esta tabela, por curiosidade, me veio à mente a seguinte questão; “quanto vale um corpo humano saudável”, e a chamada "saúde", tão desejada por todos?

A referida tabela do governo, define valores, visivelmente simbólicos, para a maior parte dos membros do corpo, como, por exemplo, R$ 2.700,00 pela surdez de cada ouvido, ou 1.350,00 pela amputação de um dedo. Interessante pensar, se pudéssemos somar, o valor de cada parte de nosso corpo, em dinheiro, não baseado nesta tabela, mas baseado no valor em que as pessoas que tiverem membros do corpo perdidos ou invalidados, pagariam para tê-los novamente, ou curados.

Vi uma reportagem recente, sobre uma campanha que duas famílias estão fazendo, para que suas filhas, que nasceram cegas, possam fazer uma cirurgia experimental no exterior afim de que possam tentar recuperar a visão; valor de cada cirurgia: R$100.000,00 (e isso para uma experiência, sem garantias de sucesso). Em outra ocasião, também vi o drama de pessoas que perderam as mãos em acidentes, e a mais nova opção criação dos pesquisadores em termos de prótese, é uma mão biônica que possibilita a articulação dos dedos através de comandos cerebrais; custo de cada mão: R$ 150.000,00. No Brasil, cerca de 18 milhões de pessoas necessitam de prótese de mãos ou pés.

As células-tronco, atualmente, tem sido a esperança de milhões de pessoas em todo o mundo, para que casos como os de paraplégicos ou tetraplégicos tenham um tratamento que possibilitem à recuperação de movimentos. Um hospital em Portugal, por exemplo, cobra 35 mil euros para um tratamento, também sem garantias de sucesso.

Diante destes valores e outros muitos que poderíamos somar, como o incalculável valor dos olhos, dos ouvidos, dos movimentos perfeitos e precisos que podemos realizar com nossas mãos diariamente, enfim de toda a magnitude e perfeição de nosso corpo, que recebemos de graça, como presente de Deus, podemos concluir que, o valor de um corpo humano saudável é incalculável, e, ultrapassaria milhões de dólares. Isso nos faz olhar a cada dia, a nós mesmos, e concluirmos que ainda que venhamos a estar, despidos de qualquer bem material, (só com a roupa do corpo, como dizem alguns) ainda assim somos ricos, possuímos um bem que milhares de pessoas, pagariam milhões, tudo o que possuem, para voltar a terem com saúde, que é o nosso corpo.

Isso significa que tenhamos ou não, as chances e oportunidades que outros tiveram para alcançarem bens materiais e dinheiro, não significa que ninguém (nem mesmo o mendigo) está desprovido, dos maiores bens físicos que possam existir: a vida e a saúde.

Paz e cuide de seu patrimônio; ele vale ouro.

Gilberto Horácio

domingo, 28 de junho de 2009

As melhores coisas custam mais caro?


Hoje, ouvi uma palavra com um significado especial que guardei em meu coração: “As coisas melhores custam mais caro”. A exemplo de um carro; quanto mais caro for, melhor será. E na mesma proporção, um celular, uma casa, uma televisão, uma roupa, enfim, tudo o que for o melhor, será o mais caro. E quem não quer o melhor para si? É verdade que todos, mas o significado desta frase não está voltado para o valor em dinheiro ou o bem que ele pode proporcionar, mas para algo muito além do que o que o dinheiro pode comprar.
O verdadeiro ensino da frase é a reflexão de que o que queremos de melhor para nossas vidas em termos de realização de sonhos pode custar bem mais caro do que pensamos. E isto é uma grande verdade. Todos nós temos sonhos, entretanto, quantos não abandonam os sonhos e deles desistem, pelo caminho, ao perceberem que para obterem o que sonharam terão pagar um preço muito alto?
Fiquei pensando: - Então aqueles que alcançaram seus sonhos, que os realizaram, pagaram este preço? A resposta está na frase em questão: “As melhores coisas...”.
Se você deseja as melhores coisas da vida, como caráter, honestidade, pureza, retidão, mansidão, fidelidade, fé, bondade, respeito; (sim estas são as melhores que me refiro) certamente pagará um preço alto. As coisas de preço baixo, não são as melhores, mas as mais fáceis, como o roubar, e o roubar, segundo li no livro “O Caçador de Pipas”, de Khaled Hosseini é o maior dos pecados. Quando você mente, está roubando o direito de alguém de saber a verdade, por mais que essa venha a machucar ou ferir, mas é a verdade.
Nas esquinas encontramos um monte de coisas baratas e fáceis de comprarmos e colocarmos em nossa “sacola”. - Essas coisas são tão práticas e tão “bonitinhas”, afinal quase todas as pessoas também compram!!!! – dizem alguns. –Ah que mal há em mentir, enganar as pessoas? Eu até posso me divertir com isso!!! Que mal há em desviar um dinheiro aqui e outro ali. Afinal o mundo é dos mais espertos!!! E é tão mais fácil! Custa muito menos agir assim! – dizem outras.
Mas a realidade é que pessoas que assim optam por viver, pelo fácil, o que custa pouco, se surpreenderão com a mercadoria de baixo valor. Pois o que custa pouco demais, na maioria das vezes, não vale nada. Não passa de um engano, que quando for notado já foi adquirido, e na realidade das escolhas da vida, nem sempre é possível trocar as mercadorias, pois aquelas que são realmente as melhores coisas custam-nos caro, e se não juntamos através da vida, através da verdade e do caráter durante... toda a vida, jamais conseguiremos delas comprar.
Pois as melhores coisas da vida podem custar caro, mas serão sempre as melhores.

Gilberto Horácio

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Sua missão é seu ofício? Seu ofício é sua missão?


É comum perguntarmos às crianças o que elas desejam, o que sonham ser quando crescerem. São inimagináveis as repostas que são dadas por elas. Algumas possuem um rostinho de um professor e querem, na verdade, ser um caminhoneiro, outras possuem a própria imagem de um médico e desejam, na verdade, ser jogadores de futebol. Isso é até motivo de frustração para milhões pais que sempre idealizaram uma profissão para os filhos e eles seguiram seus próprios caminhos e aptidões.
Mas isso é algo normal e que provavelmente aconteceu conosco também. Mas como entender os motivos que nos levaram a termos a vida profissional, religiosa e social que temos exatamente hoje?
Se imaginarmos alguém que comece a trabalhar aos 14 anos e pare aos 65, essa pessoa terá trabalhado 51 anos de sua vida. Imagine se todos esses anos forem fazendo algo maçante e detestável, algo que não transmite um mínimo de satisfação e prazer? Simplesmente uma condenação.
Este fato sempre me incomodou porque sempre tive vontade de fazer tudo ao mesmo tempo: ser o cara da tecnologia e ser pastor, ser um advogado e ser um matemático, um escritor, um político, um ecologista, e por aí vai. Acredito que boa parte ou todos que estiverem lendo este texto também já sentiram isso na vida. A cada momento desejam ser algo diferente. Isso é algo que está intrínseco em nós. 
Quando, como seres humanos, vemos alguém que desenvolva seu ofício, sua profissão, com prazer e de forma tão plena e completa somos cativados, mesmo que sem perceber, a desejarmos o mesmo para nós. Como é lindo ver um advogado se derramar em um julgamento para provar a inocência de um réu! Como é lindo ver um médico fazer o transplante de coração bem sucedido! Como é lindo ver um piloto de um Boeing levantar vôo sobre o oceano levando toneladas!!
Mas aí é que está a dificuldade: será que estamos fazendo aquilo que nascemos para fazer? É algo que nem sempre é fácil respondermos, e, por mais que amemos o que fazemos, acredito que todas as pessoas, lá no fundo, no íntimo, sempre ficaram com “a pulga atrás da orelha” ao imaginar o que poderiam ter feito diferente na vida, como segunda opção de ofício.
Acredito que, realmente, cada um nasceu com uma vocação, um chamado (vocar=chamar) para desempenhar algo que acrescente à sociedade, à humanidade. Alguns com uma visibilidade maior. (The Beatles!!!  quem sabe??!!) outros com uma visibilidade quase imperceptível (o marinheiro que está protegendo nosso país agora em um farol no Rio Grande do Norte). Entretanto,  uma coisa é certa: devemos tentar, na medida do possível, amar o que fazemos. (ou nunca desistirmos de procurarmos nosso ofício de chamado!!)
O interessante é que, o que fazemos passa ser o nosso dia-a-dia, o mais importante para nós. (Afinal quantas horas perdemos, distante de pessoas queridas por esse chamado “ofício”?) Aquelas pessoas envolvidas neste negócio são importantes e nosso status perante elas também. Devemos estar de terno, talvez, afinal todos estão!!!. 
Devemos ler os livro ou ver os filmes ou assistir os jogos dos campeonatos, afinal, como ficarei se me perguntarem o resultado do último jogo, e eu não tiver assistido?
A realidade é que aquilo que fazemos, que gostamos, definirá as pessoas que estarão ao nosso redor, que nos influenciam e são influenciadas por nós. Definirá os eventos que julgaremos importantes (que para outros não tem valor algum, mas que para nós é tudo).
O pastor quer um terno novo para o encontro de pastores, e o jogador de futebol a melhor chuteira para a final do campeonato. O que é o terno para o jogador ou a chuteira para o pastor? Mas o ambiente que escolhemos para produzir nosso trabalho e relacionamentos acaba criando em nós a percepção do que valorizamos e damos a maior importância.  
Sejamos felizes em nossos ofícios e sempre dispostos a “chutarmos o balde”, se preciso for, para ajustarmos nosso esforço desses, quem sabe, 51 anos de trabalho dando valor ao que de fato valorizamos. 

Gilberto Horácio
 

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Qual é o seu “mundinho” agora? Já pensou?

Há uma frase que se tornou comum no meio popular que sugere que cada pessoa deve estar “no seu quadrado”, significando que cada pessoa tem um espaço reservado e por direito na sociedade e que este espaço deve ser respeitado. Isto é, cada indivíduo vive e move-se neste seu universo.

Pensando um pouco sobre o assunto e ainda movido pelas experiências de minhas férias onde pude me afastar completamente do trabalho e viajar para outro estado, cerca de 450 km de distância de minha casa e de minha rotina diária, concluí coisas que acredito serem interessantes.

Como seres humanos nos constituímos como sociedade e nela nos relacionamos e nos movemos. Não escolhemos onde nasceríamos e nem onde viveríamos; em que país, em que família, sobre em que condições. Simplesmente nascemos e crescemos até que possamos ter a compreensão do que somos; enquanto alguns estão nascendo no Brasil exatamente agora, outros estão nascendo na Nigéria. Desta forma, cada indivíduo conhece e convive em seu “mundinho” ao qual foi inserido nesta vida. Ali vai brincar com os amigos, estudar nas escolas da região, comprar pão na padaria do sr. João e dele ser amigo. Naquela região, provavelmente, vai se casar, ir à igreja, saber o nome das ruas e o número dos ônibus; qual supermercado vende mais barato e onde é mais bonito ou mais deserto. Esse é o mundo de cada um.

Interessante que se um indivíduo se desloca para outro lugar, seja um outro país ou cidade, ou até mesmo outro bairro, parece que se desconecta de seu “mundo” e entra automaticamente em outro. Agora comprará pão na padaria do sr. Alfredo, se relacionará com outras pessoas, freqüentará outros lugares, se assentará em outros bancos de praça; entretanto, será feliz da mesma maneira. Ainda que lembre e considere as pessoas e coisas de onde vivera, parece que seu mundo agora gira em torno de outras pessoas e lugares, e como as pessoas influenciam umas ás outras, certamente mudará muitos de seus hábitos e pensamentos, ao mergulhar em mundos diferentes.

Em uma rotina de trabalho, com reuniões e problemas da empresa na cabeça, durante toda a semana, os assuntos do trabalho sempre são levados em nossas mentes durante os fins de semana. Isso parece inevitável, e isso acaba sendo nosso mundo. As férias, por exemplo, assim como uma demissão e mudança de emprego, ou uma mudança de igreja ou endereço possuem esta capacidade de, como uma “máquina espacial” nos migrar, no colo, de um mundo para outro, totalmente diferente daquele que em rotina frenética diária jamais cogitaríamos mergulhar.

Quando solteiros, o tal mundo talvez seja garantir companhia de amigos que trazem segurança e conforto, quando casados talvez estes amigos já fiquem gradativamente pelo caminho das lembranças e outros virão com o cônjuge, agora falando de filhos e fraudas.

Li recentemente em uma revista o resultado de um estudo que diz que as pessoas conseguem apenas se relacionarem em um circulo de amizades de no máximo 150 pessoas. E que ao fazerem novos amigos, deixam outros para trás, por que nossa capacidade de nos relacionarmos simultaneamente é limitada. Podemos ter 1000 amigos no Orkut até, mas de forma próxima nos relacionaremos, em uma fase da vida, com um pequeno grupo desses 1000.

Alguém que troque de uma igreja, por exemplo, verá que a Maria, o João e o Frederico, se tornarão em outros personagens de sua vida, agora com outros nomes, endereços e característica; agora serão a  Marcela, o Pedro e  o Paulo.

Penso que alguém que saia de um grande centro urbano e passe a viver em uma cidadezinha do interior, desde que consiga sobreviver com dignidade, ainda que com menos recurso que possua, será feliz da mesma maneira; se souber construir seus relacionamentos perceberá que a praça de alimentação de um shopping com os amigos ou primos terá o prazer idêntico a um “canjicão” na festinha na praça da igreja com outros amigos ou primos também. A volta de carro no fim de semana na praia de Ipanema terá prazer igual a um passeio de bicicleta ou a cavalo em uma estrada empoeirada com outros amigos e pessoas que jamais pensaríamos amar um dia. Os rios e a alegria na caminhada terá o mesmo brilho. 

O que jamais pode ser esquecido, e o que é o mais fantástico, é o que doamos de nós e o que absorvemos de cada pessoa. Pessoas são tesouros que jamais devemos trocar. Cada uma tem o seu valor e significado mais que especial. Isto devemos considerar e venerar por toda a vida.

E ao chegar em casa e as portas se fecharem no seu lar, não importará se sua casa está no Caribe, em Londres ou no Rio de Janeiro. Esse será seu lar. Esse é seu mundo atual, que deve ser vivido, pois amanhã talvez a máquina espacial poderá levar-nos a outro “mundo” com outras pessoas e cotidianos, lugares novos a descobrir e a nos surpreendermos, pois o melhor da vida é ser feliz onde nossos pés pisam, exatamente agora.

 

Gilberto Horácio