
Sentado debaixo de uma árvore em minha casa observando o comportamento e a beleza de um simples galo, saudável, muito bem cuidado e com ótimo aspecto que meu pai cria por gostar destes animais, fiquei refletindo e embasando ainda mais minhas convicções vegetarianas. Fiquei pensando que a beleza daquele animal por alguns instantes me fez bem. Pedi ao meu pai que me descrevesse, como sua mãe, (minha falecida avó) trataria aquele animal como sendo o almoço do dia, na época em que ele era menino. Fiquei tentando imaginar como seria pegar uma faca, amarrá-lo de forma que ele não pudesse se mexer, passar a faca em seu pescoço, aguardar até que ele parasse de se movimentar (ou seja, seu coração parasse de bater) e aguardar até que o sangue saísse de seu corpo para encher uma vasilha qualquer. Após isso teria que arrancar todas as penas, uma a uma para que posteriormente a carne ficasse exposta e aí sim fosse possível remover e separar todos os órgãos. Separar as partes daquele pequeno corpo morto (defunto) cortando ou deslocando as juntas e ligamentos. Segundo ele, o cheio de sangue era perceptível de longe.
Com esta descrição fiquei pensando.... Somos humanos em constante evolução. E esta evolução nos trás a conclusões que nos fazem mudar hábitos. Hoje, temos a exaltação dos direitos das mulheres, dos direitos dos idosos, dos direitos das crianças, dos direitos dos trabalhadores e até dos direito dos animais, exatamente pelo fato de estarmos todos num constante processo de evolução, através de conclusões que podem nos tornar pessoas melhores para uma vida melhor. Baseado nisto acredito que em relação aos animais como alimentos temos que também prosseguir e avançar na compreensão de que podemos viver sem a presença da carne em nossos pratos.
Estamos falando de processo de evolução da mente em relação à alimentação, portanto tendo a compreensão de que o mercado de carne movimenta bilhões de dólares mundo a fora e muitos interesses políticos também (e que patrocinam muita crueldade contra os animais). Ou seja, acredito que esta mudança dos hábitos alimentares vai durar por algumas gerações. Mas acredito, também, que com o fortalecimento e consecutivo aumento dos vegetarianos nas diversas camadas da sociedade o homem caminhará cada vez mais em busca de uma alimentação sem carne. E aqueles que já conseguiram abrir mão da carne, já descobriram que além de preservarem a vida e não participarem do patrocínio de muito sofrimento e crueldade contra os animais, os vegetarianos já usufruem de uma maior e comprovada qualidade de vida, com uma saúde fortalecida pela ausência dos males provocados pela gordura presente nas carnes. Hoje, já se sabe que tudo, absolutamente tudo de nutritivo e essencial na alimentação humana presente nas carnes, pode ser também obtido através daquilo que nasce da terra, como exemplo, uma grande aliada que é a soja.
Acho que tudo na vida não deve ser visto como conceito ou costume irrevogável e imutável, mas tudo na vida deve fazer parte de uma reflexão, e até quando vamos levar o “garfo à boca” deveríamos refletir se desejamos evoluir ou simplesmente agir como nossos antepassados agiram.
Deixando qualquer fundamentação religiosa à parte, que pode tentar fundamentar o vegetarianismo ou o comer carne à vontade, acredito que o se tornar um vegetariano é uma opção, uma decisão, que você tem o direito de tomar baseado em suas conclusões, mas nunca permitindo que suas convicções o atrapalhem de refletir e principalmente de evoluir. E que seja o vetetarianismo uma tendência mundial e mais uma evidencia que estamos evoluindo para o bem comum, inclusive da vida dos animais.
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