SOU EVANGÉLICO, SOU FELIZ, UMA ANÁLISE DAS PRINCIPAIS QUESTÕES DA VIDA EVANGÉLICA

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Veja alguns capítulos que você vai encontrar neste livro.
– Ser evangélico
- Posso ser evangélico sem frequentar a igreja?
– Qual é a roupa de um evangélico?
– Como se comportar no culto evangélico
– O perigo dos cargos
– Como entender os desentendimentos dentro da igreja?
– Seu relacionamento com os demais membros
– Quanto, em dinheiro, entregarei na igreja?
– Quando o sofrimento bate à porta de um evangélico
– Entendendo por que nem todos são curados
– Evangélicos divorciados
– Ouvindo músicas não evangélicas
– Bebida alcoólica no copo de um crente?
– Nem todos falam línguas estranhas?!
– Evangélicos certos de vidas erradas
– Igreja pequena ou igreja grande?
– Excluindo membros - um mal necessário?
– Amigos e relacionamentos apenas com evangélicos?
– O que nos une é maior do que o que nos separa
– O evangélico e a morte – O que importa é ser salvo, ser você e ser feliz dentre outros capítulos.
Comprando este livro você estará abençoando e sendo abençoado. Há algo especial de Deus nele para você.
Um livro que fala de fé e de esperança.

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domingo, 27 de julho de 2008

Eu faria tudo de novo.


Hoje, assistindo ao DVD da cantora Fernanda Brum – “Profetizando às Nações”, algo me tocou de forma especial. Pr. Emerson Pinheiro, esposo da Fernanda, falou sobre uma música que ele compôs ao tentar imaginar o que teria vindo à mente de João Batista no exato momento em que foi morto, por ser um proclamador de Jesus. Ele teve a percepção de imaginar que João Batista teria pensado e falado: “Eu faria tudo de novo. Eu faria tudo exatamente como fiz. Tudo novamente”.
Neste momento eu pude também refletir sobre minha vida e pude perceber o quanto sou feliz e privilegiado em também poder dizer sobre minha vida: - Eu faria exatamente tudo de novo, tudo novamente, tudo de novo”.
Ao longo da vida vemos pessoas chorando e lamentando profundamente por erros que cometeram em suas vidas. Por coisas que gostariam de poder voltar ao passado para não fazerem ou para mudarem o curso de suas decisões. E como é bom poder olhar para trás e termos a convicção de que estamos no alvo certo, fazendo uma trajetória que teríamos o prazer de repetirmos.
Não importa as circunstâncias e os rumos que sua vida pode ter tomado. O passado apenas serve para nos ensinar e não para nos fazer sofrer. Se o teu passado te faz sofrer. Esqueça-o.
Guarde as lições boas e ruins que ele te trouxe, mas dele, em si, não lembre mais.
Certa vez uma amiga me escreveu em uma carta, o que nunca mais esqueci. Disse ela em poucas linhas: “Se teus sonhos não se realizaram ontem, eles se realizarão hoje. Mas se eles, porventura, não se realizarem hoje, eles se realizarão amanhã. Mas se ainda assim eles não se realizarem, Deus mudará os teus sonhos. Mas de alguma forma serão realizados”. Se talvez você tenha feito decisões erradas no passado, se talvez, você sinta que poderia ter mudado sua história, saiba que algo que você sonhou pode estar simplesmente sendo mudado por Deus, para que seus sonhos se tornem reais.
O mais importante da vida é que a cada manhã a vida se renova. E podemos começar exatamente hoje, não importando a sua idade, a escrever uma linda história para que lá na frente, no chamado “futuro”, possamos olhar para trás, sorrindo e em silencio dizer: Eu faria tudo de novo”.

Gilberto Horácio

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Retratos da Literatura no Brasil 2008




Retratos da Literatura no Brasil

Algo interessante que gostaria de publicar nesta postagem é o recém publicado “Retratos da Leitura no Brasil em 2008”. Fiquei feliz em ver a Bíblia despontando em primeiríssimo lugar no ranking dos livros considerados mais importantes na vida dos leitores brasileiros. E fiquei igualmente feliz em ver dois dos escritores que mais admiro, Cecília Meireles e Carlos Drommond de Andrade na lista dos escritores brasileiros mais admirados pelos leitores brasileiros.
A bíblia deveria ser o livro de cabeceira de todos os homens e mulheres de todo o mundo e assim o mundo todo seria um todo.
Cecília deveria estar em uma placa em cada jardim do Brasil, afinal “segundo ela, se eu fosse uma rosa com que prazer me desfolharia?”.
E sobre o Carlos deixarei os versos de um poema, dos quais, dele, eu mais gosto, aliás, os quais eu mais amo, os quais falarão por mim.

Canção Amiga

Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.

Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não se vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.

Eu distribuo um segredo
como quem anda ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.

Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tornei outras mais belas.

Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.


Livros mais importantes na vida dos leitores brasileiros



  1. Bíblia

  2. O Sítio do Pica-pau Amarelo

  3. Chapeuzinho vermelho

  4. Harry Potter

  5. Pequeno Príncipe

  6. Os Três Porquinhos

  7. Dom Casmurro

  8. A Branca de Neve

  9. Violetas na Janela

  10. O Alquimista

Escritores brasileiros mais admirados pelos leitores brasileiros



  1. Monteiro Lobato

  2. Paulo Coelho

  3. Jorge Amado

  4. Machado de Assis

  5. Vinícios de Moraes

  6. Cecília Meireles

  7. Carlos Drummond de Andrade

  8. Érico Veríssimo

  9. José de Alencar

  10. Maurício de Souza


Mais detalhes sobre a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil em 2008 em http://www.prolivro.org.br/

Um grande abraço, hoje, poético.

Gilberto Horácio

domingo, 20 de julho de 2008

Saindo de cena.

A imprensa nestes dias tem divulgado e comentado as polêmicas fotos que mostram o jogador Rodaldinho com alguns quilos a mais e uma “barriguinha” que em nada lembra o Ronaldo Fenômeno, eleito melhor jogador do mundo. Estão dizendo que ele está definitivamente fora de forma. Eu digo, que na realidade ele está na fase “fora de cena”.
Não sou psicólogo, mas gosto de observar o comportamento humano. E tenho concluído que todas as pessoas tem um período em suas vidas que chamo de fase de “sair de cena”.
É óbvio que isso fica mais evidente quando o indivíduo é famoso. E, quanto mais famoso, mais evidente isto ficará. Cantores, atores, políticos, grandes profissionais, líderes comunitários, etc., surgem de repente, crescem, empenham tudo de suas vidas em objetivos, metas, ideologias e quando estão em momentos de máxima exposição e evidência da própria imagem e trabalho, simplesmente, quer por motivos não calculados, ou por livre e espontânea vontade, simplesmente saem de cena, desaparecem, somem e se isolam. Alguns só retornarão muitos anos depois, outros jamais retornarão à evidência, simplesmente por não desejarem, ou não terem força para retornarem ou começarem do zero. Por que isso acontece?
Tenho observado que as pessoas têm o hábito, mesmo que involuntário, de colocarem e projetarem nos outros aquilo que não são, mas que gostariam de ser. E isso faz com que comecemos a projetar em outras pessoas que estão em evidência expectativas de que eles devem ser perfeitos, modelos de atletas, modelos de cristãos, modelos de pastores, modelos de cidadãos, modelos de políticos ideais, perfeitos e admiráveis. E isso faz com que estas pessoas recebam sobre seus ombros fardos que a maioria não quer mover nem mesmo que o dedo, mas querem que aqueles que estão em evidência carreguem. Isso acaba forçando que pessoas públicas acabem psicologicamente tendo que fabricar dentro de si um “eu perfeito” que agrade a todos mesmo que não seja eu mesmo. E isso pode ser tolerado por alguns anos, por algum tempo, mas não todo o tempo. Até que se percebe e se entende que para ser “eu” “novamente” e/ou “somente”, é preciso “sair de cena”. Isso geralmente acaba acontecendo em uma fase da vida que chamamos de fase da maturidade. Já ficaram para trás um pouco do espírito aventureiro e inexperiente de jovem sonhador. Começa-se a perceber que a vida é breve e se não se viver o “eu” verdadeiro ele morrerá mesmo, assim como o “eu” fabricado.
E o melhor caminho é o reencontro consigo mesmo. E isso é concretizado quando saímos dos holofotes e no isolamos um pouco, repensando melhor a vida, reavaliando os próprios conceitos e ideais e redirecionando, se preciso for, para novos alvos.
Tente lembrar de bandas famosas, grupos, cantores, políticos que surgiram de repente e de repente também desapareceram. Certamente você se lembrará de muitos. Talvez você mesmo esteja passando a fase “da caverna”. É preciso tirarmos o máximo de aprendizado e de proveito quando passamos por essa fase. É uma oportunidade de reciclagem, de colocar as coisas no lugar, principalmente em nossa mente, para que quando voltarmos ao palco da “vida vista por todos” possamos refletir nossa própria e verdadeira imagem. Afinal o mais belo e precioso em nós é o que realmente somos. A esse as pessoas devem gostar e amar, principalmente nós mesmos.


Gilberto Horácio

domingo, 13 de julho de 2008

O que nos une é maior do que o que nos separa


Hoje, pela primeira vez na vida pude assistir um pedobastismo; que é o batismo realizado pelas igrejas presbiterianas, onde se batizam crianças. Foi na Segunda Igreja Presbiteriana de Duque de Caxias. Fui convidado para assistir ao batismo da filha de uma amiga que eu não via há uns 10 anos. E antes de elogiar a linda Rebeca com seus, apenas, seis meses de vida tive que ouvir minha amiga perguntar onde foram parar os meus cabelos. Coisa de amigo, agente perdoa!!! rs.
Mas o que me trouxe de aprendizado neste culto foi refletir em como as denominações evangélicas cristãs possuem práticas tão diferentes entre si.
Em meu aprendizado há 11 anos na denominação batista e agora há quase um ano na igreja Nova Vida é que não se batizam crianças, pois elas ainda não possuem consciência do pecado, e apenas quando atingirem uma idade em que pode discernir entre o certo e o errado é que poderão ser batizadas. João Batista pregava o arrependimento precedendo o batismo. Ora, desta forma podemos concluir que crianças recém-nascidas não podem se arrepender, portanto, não deveriam ser batizadas.
Já no batismo de Rebeca o Reverendo que realizou o batismo, embasou a doutrina que justifica o pedobatismo, nos remetendo para Gênesis cap. 17 que fala sobre a aliança de Deus com Abraão através da circuncisão dos meninos. Ele enfatizou que Jesus inclusive foi circuncidado, seguindo o que mandava a lei da Moisés. E assim defendeu que os pais tem essa obrigação e responsabilidade sobre a vida espiritual de seus filhos e devem exercê-la batizando-os quando crianças.
O que me fez refletir é lembrar de uma frase que diz que “o que nos une(Jesus e a fé) é maior do que o que nos separa(doutrinas)”. O culto foi ao mesmo Deus, a mensagem de fé foi no mesmo Salvador: Jesus. Os hinos cantados, as orações proferidas e o amor e comunhão exercidos foram os mesmos encontrados em qualquer das igrejas onde já congreguei. E uma coisa concluí: Os traços do cristianismo venceu milhares de anos e continua firme e facilmente identificável através da presença da fé no meio dos cristão. E é a mesma fé inabalável iniciada pelos apóstolos; a fé na presença viva de Jesus no meio da igreja.
Criem-se denominações. Dêem nomes ou rótulos. Vivam cada um sua doutrina e a ela se apeguem, porque nada poderá impedir que a igreja, os cristãos, a fé e os ensinos de Jesus, deixem de mudar vidas e influenciar a sociedade.
Acredito que Deus está intimamente interessado em ver corações quebrantados e cheios de fé, do que em práticas que possam ser diferentes entre si. O valor da fé produzirá exatamente o que de valor será para aquele que a tem. Se eu tenho a fé que esta criança batizada será consagrada ao Senhor, ela será. Se eu tenho a fé de que ela deverá escolher ser batizada quando adolescente ou adulta, esta fé e crença levará a criança a escolher este caminho, e assim será para tudo aquilo que pode parecer separar os crentes, mas que na essência apenas faz fortalecer a multiforme graça de Deus, a sua tão grande compaixão e seu tão grande amor pela igreja. Deus, por certo, conhece que tudo aquilo que os homens fazem, se fazem de coração, com o objetivo de agradá-lo, Ele, por certo receberá como culto e como adoração. Portanto, viva sua fé, e a sua fé será viva.




Gilberto Horácio

domingo, 6 de julho de 2008

Lançamento do meu primeiro livro



Estarei lançando no início de 2010 meu primeiro livro.

O livro tem o objetivo único de....... Aguardem!! "Faça valer à pena!"

Grande abraço,

Gilberto Horácio

Quando a vida está acima de qualquer coisa.

Acompanhando o noticiário em um telejornal, recentemente, vi a notícia de que há duas semanas em vigor, a lei seca, que proíbe o motorista de dirigir após ingerir qualquer quantidade de bebida alcoólica, sob pena de multa e suspensão da habilitação por um ano, já trouxe resultados importantíssimos que já firmam sua manutenção. Em todos os estados brasileiros houve uma drástica redução do número de pacientes atendidos nas emergências dos hospitais com lesões graves causadas por acidentes de trânsito. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, a redução dos acidentes já chegou a 40%. Fiquei imaginando e tentando calcular quantas vidas serão salvas até o fim do mês, até o fim do ano, em vários anos.
Os acidentes de trânsito não apenas matam, mas também causam graves lesões que mutilam pessoas ou as deixam com seqüelas para toda a vida, por exemplo, pessoas que sofreram lesões na coluna e que hoje não podem andar. Os acidentes de trânsito também causam aos cofres públicos prejuízos da ordem de milhões de reais no atendimento, tratamento e aposentadorias precoces, por invalidez, de milhares de vítimas.
A lei está muito bem fundamentada na comprovação estatística de que a maioria dos acidentes de trânsito estavam relacionados com a ingestão de bebidas alcoólicas. E a grande questão era a de pessoas inocentes serem vitimadas por indivíduos que dirigiam alcoolizados, causando riscos e danos a outrem.
Tenho ouvido sobre a forte reclamação que o comércio de bebidas alcoólicas tem feito no sentido de demonstrar seu prejuízo com a proibição de bebida mais direção. Mas acredito que finalmente, pelo menos no que diz respeito ao trânsito, a vida foi colocada acima dos interesses econômicos.
A vida deve estar sempre acima de qualquer coisa. A preservação física das milhares de pessoas que trafegam diariamente pelas ruas e rodovias brasileiras, assim como dos pedestres está acima de qualquer interesse político, econômico e industrial.
Acredito que o clamor da sociedade e dos homens de bem neste país tem começado a dar resultados na composição de leis que são imparciais e a serviço da vida.
Como diz a célebre frase de Martin Luter King “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”, nossa preocupação não deve ser o que existe de sujo e de podre em nossa sociedade, mas devemos gritar, participar e crer que podemos ter um mundo preocupado em proteger a nós mesmos de nossa própria ganância. Assim, quem sabe em um futuro próximo, não teremos leis que desarmem a sociedade, leis que briguem a divisão de riquezas, leis que combatam o fumo, de verdade, e atitudes que coloquem em exaltação a vida humana acima de absolutamente qualquer coisa que possa existir neste mundo. Afinal, que opinião você teria se hoje você já tivesse sido vítima de um motorista alcoolizado? Seria a mesma que você tem hoje? Espero que sim!

Gilberto Horácio

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Não somos iguais perante a lei




Hoje, andando em uma rua no centro de Duque de Caxias, deparei-me com algumas pessoas correndo e um repentino movimento de tumulto. Assustado logo procurei abrigar-me junto a uma coluna de acesso a uma loja. Passado alguns segundo do susto pude observar que eram alguns ambulantes que fugiam da presença da guarda de controle urbano da prefeitura, mais conhecida como “rapa”. Eles são fiscais que reprimem a presença dos ambulantes nas ruas. Mais à frente vi um catador de papelão com um livro na mão. Pude perceber que o livro era, na verdade, é constituição brasileira (que algum brasileiro jogou no lixo). Aquele catador parecia estar com fome, estava bem sujo e não parecia estar muito saudável.
Quando vi a cena logo me veio a lembrança algo que está escrito lá dentro daquele livro que ele possuía nas mãos, a constituição brasileira. Lá diz que “todos são iguais perante a lei”. Pude pensar, enquanto caminhava, o quanto estão distantes o que está escrito e o que realmente se pratica na sociedade do nosso Brasil. Aquele catador de lixo, provavelmente, não sabe ler. Se ele não sabe ler é porque foi de família pobre, família que não teve acesso à educação, essa família foi diferente perante a constituição.
Aquele homem catando lixo, provavelmente, não tem plano de saúde, não tem acesso ao dentista, não tem férias, décimo terceiro, não tem um carro, não tem casa própria, não tem cartão de crédito, não come carne de primeira, não tem filhos em colégio particular, não tem muita coisa na vida, não tem consciência do que seja “direito”, muito menos uma constituição. Esse homem foi diferente perante a constituição.
Voltando aos ambulantes, que em fuga deixaram várias de suas mercadorias caídas, quebradas pelo chão, observei que os guardas da prefeitura apreendiam a mercadoria deixada para trás, fazendo que aqueles ambulantes que ali estavam, que estão ali por estarem desempregados, por serem pobres, ficassem mais pobres ainda. Em fuga eles perderam o pouco que tinham para vender, e perderam também mais um pouquinho de sua dignidade.
Disse um senhor que passava: - afinal eles não estão trabalhando?
- Sim. Mas de forma ilegal, respondeu o outro.
Um ambulante, paraplégico, que não tinha como correr ficou olhando o pouco que possuía de mercadoria indo embora nas mãos dos guardas. Vendo isso só pude dizer a mim mesmo: - Ilegal é a constituição. Prendam imediatamente os autores na constituição brasileira!!!!!! Eles são criminosos!!!
A constituição deveria assegurar emprego a essa gente. Ela deveria assegurar que o catador de lixo, que os ambulantes, que todos nós, de fato, fossemos iguais perante a lei. MAS NÃO APENAS NA HORA DE PRENDER-NOS.

Gilberto Horácio

terça-feira, 1 de julho de 2008

Frases podem nos mudar.


Sempre gostei de escrever. Escrevi e guardei muitas coisas interessantes ao longo de minha vida.
Com o advento da internet participando da vida de todos nós, o “compartilhar” virou a essência do produzir. E o que as pessoas guardavam em gavetas passou a ser exposto para todo o mundo; fotos, vídeos, poesias, crônicas, contos, etc. tudo passa a ser compartilhado com quem quiser ver e ler.
Eu particularmente tenho escrito algumas coisas aqui no meu blog e tem sido interessante poder receber alguns comentários de colegas sobre alguns temas. Isso produz em nós a troca de idéias e o debate, muito produtivos no aprendizado de qualquer pessoa.
Eu escrevo sobre aquilo que vivo em meu dia a dia. Todas as coisas que me fazem refletir sobre algo determinado, me impulsionam a registrar a guardar com data e tudo mais que tem direito.
Lendo a última prova para Analista de Sistemas da Petrobrás novamente fui impactado pelo tema do texto a ser interpretado na prova de português: “Um homem não é grande pelo que faz, mas pelo que renuncia” (Albert Schweitzer).
- Meu Deus!!! Foi o que eu exclamei quando li essa frase. E pensei alto, de repente: Como eu não havia conhecido esta frase antes!!!. Como é interessante como uma simples frase pode esclarecer muitas coisas em nossas vidas.
De fato não é simples medir a grandeza de um homem, mas aos poucos, ao longo da vida, nós conseguimos definir alguns critérios e fazer algumas categorizações para tal. Um critério aprendi com esta frase. Realmente podemos fazer muitas coisas que nos farão ser lembrados por elas e até mesmo admirados, mas o grande poder de mostrar o caráter de alguém é analisar aquilo que alguém opta por renunciar, por abrir mão para que princípios e valores sejam honrados.
- Ah, mas aqui todo o mundo rouba! Pode dizer alguém.
- Ah, mas ninguém vai ficar sabendo, afinal o que importa é eu me dar bem! Pode dizer outro.
Mas a verdade é que se renunciamos o erro, mesmo que não façamos coisas tão boas, certamente, poderemos ser maiores do que os que fazem coisas grandes, mas não renunciam as erradas.
E quando falamos de coisas que seriam de imenso valor para nós, mas que precisamos renunciar para nos adequarmos aos valores, conceitos, princípios e ideias que acreditamos e defendemos? Isso nos tornará em pessoas, certamente, pessoas grandes.
Isso me faz lembrar a história de um jovem idealista que foi preso e enforcado em praça pública por não desistir de seus sonhos e ideais. Quando ele estava já na forca prestes a ser executado, diante das pessoas que assistiam sua execução, ele após olhar nos olhos de todos, um a um, disse: “Eu estou morrendo por um ideal, e vocês pelo que estão vivendo?”.
Ouvi também essa argumentação de um jovem seminarista candidato a padre. Quando perguntado por que aquele jovem, futuro padre, abriria mão de constituir uma família para servir a Deus. E se a família tinha tanto valor como ele sempre falava, por que então ele abriria mão de ter uma; o jovem seminarista respondeu: justamente por ser tão importante, por ter tanto valor, a família para mim, é que eu a renunciarei, mostrando que sou capaz de abrir mão de algo que mais valorizo, por amor as princípios que abracei.
Eu, como evangélico, não concordo que os padres não possam se casar. Penso que família é uma instituição sagrada e deve ser desejada por todos, mas o que quero enfatizar é como este jovem seminarista se tornou grande, de alguma maneira, pela convicção em seus ideais.
Sim, hoje me sinto mais forte ao conhecer esta frase que me faz ter a certeza de que do muito que renuncio, posso tirar raízes de crescimento produzindo um “ser grande” em mim.


Gilberto Horácio